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Simples, porém importante

por do solAo final do dia (ou da semana), é importante sairmos do piloto automático e refletirmos um pouco sobre o nosso trabalho e carreira. Às vezes estamos tão atarefados que esquecemos de olhar para a frente. Pensar um pouco no futuro. Avaliar como estamos.

Uma fórmula simples – e talvez por isso muito inteligente – é fazer duas perguntinhas básicas. Eu não inventei, mas acho extraordinária a força que essas duas reflexões provocam na gente. Tanto é que a faço constantemente.

Vamos lá:

Estou saindo melhor do que quando entrei?

A minha empresa está melhor agora do que quando entrei?

Você pode muito bem substituir empresa por cliente, interlocutor, paciente, aluno (e aí pode ser até no plural). Mas essa medida subjetiva, meio que intuitiva é a que lhe dá a temperatura de seu progresso.

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Nosso Arco de Vida

Explico em meu livro AS 16 GERAÇÕES BRASILEIRAS – Uma Análise Contemporânea de nossas Eras e Gerações de 1683 a 2028 (a ser lançando ainda no primeiro semestre), o significado de arco de vida. No estudo sociológico das gerações, é importante destacar que a maioria de nós faz uma ponte entre as gerações passadas e futuras. Essa ligação tem a ver com o contato pessoal e nossa convivência – no caso da família por exemplo – com nossos pais e avós e depois com nossos filhos e netos. Geralmente a conta é feita com dois passos para cima e dois para baixo.

Arco de vida portanto é o alcance do contato em vida com as outras gerações. Mede-se desde o nascimento dos avós até o passamento dos netos – estimados com vida média de 80 anos.

Uma ilustração básica está no esquema a seguir (décadas de nascimento):

_______________________________________________________

|                                                                                   200 anos                                                       |

Avós – – – – > Pais – – – – > Individuo – – – – – > Filhos – – – – – – > Netos

1900                   1930                   1960                             1990                        2020 – 2100

Como a estimativa para os netos é de viverem até o próximo século (década iniciada em 2101) o intervalo entre o início da contagem (nascimento dos avós) até o alcance final dos netos é de 200 anos.

Apresentação1

Uma parte do que recebemos e passamos tem a ver com o esquema familiar – daí que desde os tempos bíblicos se falava “de geração em geração” – ou seja experiência, princípios, cultura, ritos, jeitos, enfim o legado era entregue de uma geração para a próxima.

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Quem sou eu?

Auto retrato como exercício de reflexão

Antecipo que não sou Psicólogo. Mas a pergunta título reside debaixo de diferentes disciplinas, afora a Psicologia. Abrange também a Filosofia, a Sociologia, a Teologia e – por que não o bom senso.

Saber quem eu sou – no sentido de entender e definir o meu próprio ser, é ponto fundamental da existência de qualquer ser humano. “Conheça-te a ti mesmo” vaticinava Sócrates a partir do saber e do conhecer, sem imaginar que incorporaríamos (milênios depois) o processo do descobrimento à Psicologia.

Desvendar-se para si e para o mundo tornou-se vital no mundo de hoje. A começar pela carreira profissional. Como fazer o seu Marketing Pessoal se a lição de casa está incompleta? Como se apresentar bem, ‘se vender’ diante de uma entrevista de emprego, sem uma noção clara do seu ‘eu’?

Marcus Buckingham e outros estudiosos tem levantado a bandeira da descoberta pessoal dos pontos fortes. Enfatiza esse autor, que serão seus pontos fortes que o levarão a algum lugar. Menospreza radicalmente o aprimoramento de pontos fracos – ausência de perfil e traços claros que rivalizam o que sou de fato. Neles (pontos fracos) nada se construirá. Insiste em atuar com os pontos fortes que o destacam e o caracterizam como potencial profissional e talento individual.

Faz parte desse processo de descoberta, mecanismos que nos ajudam a olhar para dentro. Tenho recomendado a milhares de participantes de minhas palestras e oficinas, a adquirirem o livro Descubra Seus Pontos Fortes (Clifton e Buckingham – Editora Sextante), pois como brinde o leitor tem direito a um teste individual que fornece 5 áreas temas que são dominantes na definição de seus talentos. Faz parte de um trabalho muito pormenorizado feito pela equipe do Instituto Gullap tendo à frente Dr. Clifton – co-autor da obra.

Faz também parte do processo a reflexão. Olhar para si, para suas realizações e conquistas, seus impedimentos e falhas, suas próprias limitações, seus gostos e interesses. Mas isso tem que ser um olhar ‘hard’ e não ‘soft’. Ou seja – se isso é importante, tem que se gastar tempo. Dedicação e exclusividade para si, isolando-se da agitação e de outras pessoas.

Faz também parte desse processo – porém com peso menor – ouvir as outras pessoas. Focando de maneira bem seletiva, aquelas que lhe querem bem e são sinceras.

Mas no fundo, creio que o ponto crucial é convencer-se. Olhar no espelho e dizer para si: “Ok! chegou a hora. Vamos ver direitinho quem é você que olha desse jeito!”

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What went wrong?

Será que às vezes o rebanho é mais esperto que o dono?

O fato mais importante da semana, debaixo das tags de Gestão, Ética, Mundo Empresarial, Liderança, Competências (entre outras), é sem dúvida o rombo do Pan Americano. Uma das frases que chamou minha atenção foi bem reveladora da postura que Silvio Santos tinha com relação à área financeiro de seu grupo. Reclamava o homem do baú, que dava ao SBT 100% do seu tempo e nada para o banco. Ao final do ano passado, a rede de televisão havia dado um ligeiro prejuízo, mas em compensação o banco engordava o caixa com mais de 100 milhões de reais de lucro!

 

 

Hoje com a descoberta do rombo, vem logo à mente dos apressados de que “os olhos do dono engordam os porcos”. Ou seja que aparentemente, diante das notícias ainda frescas e um tanto quanto superficiais, o problema residia em não se ter por parte de Silvio Santos, uma liderança mais aguerrida e envolvente. E possívelmente que tudo seria evitado se ele distribuisse melhor o seu tempo. Poderia continuar brincando de apresentador aos domingos, mas deveria semanalmente olhar como as coisas caminhavam no banco.

Não creio nisso. É bem provável que através de sua Holding e de seu braço direito (Luiz Sandoval), Silvio Santos acompanhasse o desempenho do braço financeiro. O provérbio até pode ter lições eternas, mas nos dias de hoje a demanda da liderança e da gestão de negócios vai além de acompanhamento. O jogo complexo exige escolhas certas de quem vai estar no comando – tanto na base da ética como na base da competência.

Sinceramente não creio que o problema tenha desdobramento além dos quartéis do banco. O empresário Senor Abravanel, mesmo que goste de Las Vegas, não faria uma aposta tão arriscada aos 80 anos de idade. O que deu errado então?

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O mundo dilbertiano agoniza

"Não fiz nada hoje e ainda vou receber"

O mundo corporativo e seu modelo mental baseado na Administração clássica, promulgada pelo planejamento, hierarquia, divisão de funções, distribuição de responsabilidades e um concatenado conjunto de controle das transações e relações, não mais se sustenta!

O modelito das 8 às 18, do ambiente higienizado culturalmente e firewallizado contra dispersões e influências externas, em especial as janelas orkutianas e msneanas, se esguela em seu choro moribundo.

Por mais que tentemos racionalizar justificativas e explicações, mais forte corrói e esfarela as colunas dos pensadores acadêmicos e dos práticos empresariais. Mesmo a meritocracia com estipulação de metas e jogo interno competitivo se desmantela diante de nossas vistas. Somos testemunhas de que o preço pago pelo sucesso corporativo é o maior de todos os engodos da vida moderna.

O mundo explicitado de acordo com Dilbert – cubículos onde alienígenas do DNA humano residem, vivendo um ciclo ininterrupto de correr atrás do rabo, é a maior prova que o mundo não evolui e sim o contrário!

Ao se descaracterizar em sua humanidade, perdendo o sentido e significado do trabalho, os profissionais e trabalhadores em silencioso e agonizante rebanho se distanciam de uma vida nobre e saudável. As empresas se surpreendem com uma população cada vez mais crescente de lúcidos e rebeldes, que rejeita o prato de lentilha em troca de suas primazias. Estes não aceitam os agrados temporários que sugam a alma. Desprezam o status quo na certeza de que há outro caminho a ser trilhado.

Infelizmente muitos agonizam pateticamente. Foram convencidos de que este é o único e último jeito. Reféns do passado, perdem o presente e nunca alcançarão o futuro.

Você me diz – devemos ter pena ou dar de ombros?

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Desafios para 2010

Com o ano chegando ao seu último mês, é mais do que o momento certo de se projetar o futuro e construir como será o nosso amanhã. Todo o planejamento pressupõe decisões e escolhas. Ao colocar em ação o que se imaginou e se deseja – mesmo que seja em poucos passos – o planejamento se torna prático e vivo. Daí que antecipo neste espaço o que será 2010 em termos de centralizar e simplificar a minha presença on line, principalmente com relação aos blogs.

O blog – como conceito – nasceu para ser uma espécie de diário aberto para o público e com uma interface para o diálogo. Com os tags, é possível ampliar os temas e assuntos – ajudando os leitores a identificar os textos de seu interesse e ao mesmo tempo dar um pouco de ordem no caos.

A minha cabeça – como de qualquer sonhador que ser arvora como agente da mudança – é por natureza uma zona total. E com facilidade caio na armadilha de transpor para os que me acompanham esse barulho todo. Na ansia de colocar ao outro o que mexe com minha alma, invariavelmente corro o risco de tropeçar na minha própria caminhada. Pouco adianta querer preparar com muita antecedência. Seria frio e pouco verdadeiro.

As coisas estão acontecendo numa velocidade tal, que para não perder a essência do presente, melhor mesmo ser espontâneo e fluído. Não sei se estou a inventar um termo ou se é para isso mesmo que ele serve. Mas quero dizer que nada melhor do que você agir conforme aquilo que você tem fluência. É um pouco como acontece com o físico e os músculos. Uma vez aquecidos, parece que os movimentos acontecem de maneira fluída: natural, leve, belo e certeiro. E no melhor de tudo: verdadeiro!

Há muito que venho ensaiando pegar este touro pela unha. Ele representa a síntese de minhas dedicações e interesses. E ao mesmo tempo unifica a minha plataforma, meu alto falante, meu púlpito. Então, se você veio para cá direcionado pelas minhas outras loucuras, saiba que aqui teremos todos uma grande vantagem: a loucura será concentrada!

Por isso prometo mais daquilo que tenho abraçado como missão imediata de vida: Educação (tanto a escolar como a corporativa), Inovação (em todos os sentidos – mas principalmente o de se inventar e antecipar o amanhã), Futuro (o mercado, as empresas, a sociedade), Liderança (atuação e visão), Transformação (pessoal e de quem assim deseja), Ética e Valores (essencial para a construção de um mundo melhor). E é claro, mais deste que aqui escreve.

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