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Nosso Arco de Vida

Explico em meu livro AS 16 GERAÇÕES BRASILEIRAS – Uma Análise Contemporânea de nossas Eras e Gerações de 1683 a 2028 (a ser lançando ainda no primeiro semestre), o significado de arco de vida. No estudo sociológico das gerações, é importante destacar que a maioria de nós faz uma ponte entre as gerações passadas e futuras. Essa ligação tem a ver com o contato pessoal e nossa convivência – no caso da família por exemplo – com nossos pais e avós e depois com nossos filhos e netos. Geralmente a conta é feita com dois passos para cima e dois para baixo.

Arco de vida portanto é o alcance do contato em vida com as outras gerações. Mede-se desde o nascimento dos avós até o passamento dos netos – estimados com vida média de 80 anos.

Uma ilustração básica está no esquema a seguir (décadas de nascimento):

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|                                                                                   200 anos                                                       |

Avós – – – – > Pais – – – – > Individuo – – – – – > Filhos – – – – – – > Netos

1900                   1930                   1960                             1990                        2020 – 2100

Como a estimativa para os netos é de viverem até o próximo século (década iniciada em 2101) o intervalo entre o início da contagem (nascimento dos avós) até o alcance final dos netos é de 200 anos.

Apresentação1

Uma parte do que recebemos e passamos tem a ver com o esquema familiar – daí que desde os tempos bíblicos se falava “de geração em geração” – ou seja experiência, princípios, cultura, ritos, jeitos, enfim o legado era entregue de uma geração para a próxima.

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Quem sou eu?

Auto retrato como exercício de reflexão

Antecipo que não sou Psicólogo. Mas a pergunta título reside debaixo de diferentes disciplinas, afora a Psicologia. Abrange também a Filosofia, a Sociologia, a Teologia e – por que não o bom senso.

Saber quem eu sou – no sentido de entender e definir o meu próprio ser, é ponto fundamental da existência de qualquer ser humano. “Conheça-te a ti mesmo” vaticinava Sócrates a partir do saber e do conhecer, sem imaginar que incorporaríamos (milênios depois) o processo do descobrimento à Psicologia.

Desvendar-se para si e para o mundo tornou-se vital no mundo de hoje. A começar pela carreira profissional. Como fazer o seu Marketing Pessoal se a lição de casa está incompleta? Como se apresentar bem, ‘se vender’ diante de uma entrevista de emprego, sem uma noção clara do seu ‘eu’?

Marcus Buckingham e outros estudiosos tem levantado a bandeira da descoberta pessoal dos pontos fortes. Enfatiza esse autor, que serão seus pontos fortes que o levarão a algum lugar. Menospreza radicalmente o aprimoramento de pontos fracos – ausência de perfil e traços claros que rivalizam o que sou de fato. Neles (pontos fracos) nada se construirá. Insiste em atuar com os pontos fortes que o destacam e o caracterizam como potencial profissional e talento individual.

Faz parte desse processo de descoberta, mecanismos que nos ajudam a olhar para dentro. Tenho recomendado a milhares de participantes de minhas palestras e oficinas, a adquirirem o livro Descubra Seus Pontos Fortes (Clifton e Buckingham – Editora Sextante), pois como brinde o leitor tem direito a um teste individual que fornece 5 áreas temas que são dominantes na definição de seus talentos. Faz parte de um trabalho muito pormenorizado feito pela equipe do Instituto Gullap tendo à frente Dr. Clifton – co-autor da obra.

Faz também parte do processo a reflexão. Olhar para si, para suas realizações e conquistas, seus impedimentos e falhas, suas próprias limitações, seus gostos e interesses. Mas isso tem que ser um olhar ‘hard’ e não ‘soft’. Ou seja – se isso é importante, tem que se gastar tempo. Dedicação e exclusividade para si, isolando-se da agitação e de outras pessoas.

Faz também parte desse processo – porém com peso menor – ouvir as outras pessoas. Focando de maneira bem seletiva, aquelas que lhe querem bem e são sinceras.

Mas no fundo, creio que o ponto crucial é convencer-se. Olhar no espelho e dizer para si: “Ok! chegou a hora. Vamos ver direitinho quem é você que olha desse jeito!”

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What went wrong?

Será que às vezes o rebanho é mais esperto que o dono?

O fato mais importante da semana, debaixo das tags de Gestão, Ética, Mundo Empresarial, Liderança, Competências (entre outras), é sem dúvida o rombo do Pan Americano. Uma das frases que chamou minha atenção foi bem reveladora da postura que Silvio Santos tinha com relação à área financeiro de seu grupo. Reclamava o homem do baú, que dava ao SBT 100% do seu tempo e nada para o banco. Ao final do ano passado, a rede de televisão havia dado um ligeiro prejuízo, mas em compensação o banco engordava o caixa com mais de 100 milhões de reais de lucro!

 

 

Hoje com a descoberta do rombo, vem logo à mente dos apressados de que “os olhos do dono engordam os porcos”. Ou seja que aparentemente, diante das notícias ainda frescas e um tanto quanto superficiais, o problema residia em não se ter por parte de Silvio Santos, uma liderança mais aguerrida e envolvente. E possívelmente que tudo seria evitado se ele distribuisse melhor o seu tempo. Poderia continuar brincando de apresentador aos domingos, mas deveria semanalmente olhar como as coisas caminhavam no banco.

Não creio nisso. É bem provável que através de sua Holding e de seu braço direito (Luiz Sandoval), Silvio Santos acompanhasse o desempenho do braço financeiro. O provérbio até pode ter lições eternas, mas nos dias de hoje a demanda da liderança e da gestão de negócios vai além de acompanhamento. O jogo complexo exige escolhas certas de quem vai estar no comando – tanto na base da ética como na base da competência.

Sinceramente não creio que o problema tenha desdobramento além dos quartéis do banco. O empresário Senor Abravanel, mesmo que goste de Las Vegas, não faria uma aposta tão arriscada aos 80 anos de idade. O que deu errado então?

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O mundo dilbertiano agoniza

"Não fiz nada hoje e ainda vou receber"

O mundo corporativo e seu modelo mental baseado na Administração clássica, promulgada pelo planejamento, hierarquia, divisão de funções, distribuição de responsabilidades e um concatenado conjunto de controle das transações e relações, não mais se sustenta!

O modelito das 8 às 18, do ambiente higienizado culturalmente e firewallizado contra dispersões e influências externas, em especial as janelas orkutianas e msneanas, se esguela em seu choro moribundo.

Por mais que tentemos racionalizar justificativas e explicações, mais forte corrói e esfarela as colunas dos pensadores acadêmicos e dos práticos empresariais. Mesmo a meritocracia com estipulação de metas e jogo interno competitivo se desmantela diante de nossas vistas. Somos testemunhas de que o preço pago pelo sucesso corporativo é o maior de todos os engodos da vida moderna.

O mundo explicitado de acordo com Dilbert – cubículos onde alienígenas do DNA humano residem, vivendo um ciclo ininterrupto de correr atrás do rabo, é a maior prova que o mundo não evolui e sim o contrário!

Ao se descaracterizar em sua humanidade, perdendo o sentido e significado do trabalho, os profissionais e trabalhadores em silencioso e agonizante rebanho se distanciam de uma vida nobre e saudável. As empresas se surpreendem com uma população cada vez mais crescente de lúcidos e rebeldes, que rejeita o prato de lentilha em troca de suas primazias. Estes não aceitam os agrados temporários que sugam a alma. Desprezam o status quo na certeza de que há outro caminho a ser trilhado.

Infelizmente muitos agonizam pateticamente. Foram convencidos de que este é o único e último jeito. Reféns do passado, perdem o presente e nunca alcançarão o futuro.

Você me diz – devemos ter pena ou dar de ombros?

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Desafios para 2010

Com o ano chegando ao seu último mês, é mais do que o momento certo de se projetar o futuro e construir como será o nosso amanhã. Todo o planejamento pressupõe decisões e escolhas. Ao colocar em ação o que se imaginou e se deseja – mesmo que seja em poucos passos – o planejamento se torna prático e vivo. Daí que antecipo neste espaço o que será 2010 em termos de centralizar e simplificar a minha presença on line, principalmente com relação aos blogs.

O blog – como conceito – nasceu para ser uma espécie de diário aberto para o público e com uma interface para o diálogo. Com os tags, é possível ampliar os temas e assuntos – ajudando os leitores a identificar os textos de seu interesse e ao mesmo tempo dar um pouco de ordem no caos.

A minha cabeça – como de qualquer sonhador que ser arvora como agente da mudança – é por natureza uma zona total. E com facilidade caio na armadilha de transpor para os que me acompanham esse barulho todo. Na ansia de colocar ao outro o que mexe com minha alma, invariavelmente corro o risco de tropeçar na minha própria caminhada. Pouco adianta querer preparar com muita antecedência. Seria frio e pouco verdadeiro.

As coisas estão acontecendo numa velocidade tal, que para não perder a essência do presente, melhor mesmo ser espontâneo e fluído. Não sei se estou a inventar um termo ou se é para isso mesmo que ele serve. Mas quero dizer que nada melhor do que você agir conforme aquilo que você tem fluência. É um pouco como acontece com o físico e os músculos. Uma vez aquecidos, parece que os movimentos acontecem de maneira fluída: natural, leve, belo e certeiro. E no melhor de tudo: verdadeiro!

Há muito que venho ensaiando pegar este touro pela unha. Ele representa a síntese de minhas dedicações e interesses. E ao mesmo tempo unifica a minha plataforma, meu alto falante, meu púlpito. Então, se você veio para cá direcionado pelas minhas outras loucuras, saiba que aqui teremos todos uma grande vantagem: a loucura será concentrada!

Por isso prometo mais daquilo que tenho abraçado como missão imediata de vida: Educação (tanto a escolar como a corporativa), Inovação (em todos os sentidos – mas principalmente o de se inventar e antecipar o amanhã), Futuro (o mercado, as empresas, a sociedade), Liderança (atuação e visão), Transformação (pessoal e de quem assim deseja), Ética e Valores (essencial para a construção de um mundo melhor). E é claro, mais deste que aqui escreve.

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