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Terceira Onda do Marketing

Neste vídeo sintetizo as três ondas do Marketing e Consumo – acompanhando a Revolução Industrial desde 1760 com a energia a vapor viabilizando o processo fabril até os dias de hoje com o microchip, a internet, e as redes sociais – a revolução digital.

Fique à vontade para comentar e compartilhar. Os desafios para as equipes de vendas são enormes, porém para se andar 1.000 milhas temos que dar os primeiros passos.

Clique aqui para ir para o vídeo.

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Uma Palavra aos Adultos de Hoje

Creio que como você, eu também sou bem resolvido quanto ao meu passado e tempos de juventude. O que vou compartilhar a seguir tem muito de uma palavra gestada na visão de futuro, estudos geracionais e um profundo mergulho no mundo digital. Então, não leve para o lado pessoal. Apesar de toda essa minha fidalguia, antecipo que você vai ter que se mexer. E rápido. Você está atrasado.

Minhas recomendações a você adulto:

1. De nada adianta detonar o mundo moderno. Sim, as excepcionais novidades trazem um enorme cardápio de futilidades e um potencial nocivo nunca vistos antes. Mas acenda uma luz, e não amaldiçoe o mundo de seus filhos e netos.

2. Não me venha com essa que você já participa do meio digital. Você acessa o Facebook com cabeça de velho e mentalidade do século passado. Desamarre esse modelo, e divirta-se. Faça da mídia social um processo de aprendizagem. Largue a mão de joguinhos, fazendas e que tais. Instrua-se. Siga os bons – aqueles que apresentam conteúdo e tem algo a contribuir.

3. Seja tardio para reagir, e precoce para buscar uma lição. Veja o todo – a floresta – e deixe a árvore de lado.

4. Não proíba. Não tente segurar. Compare o mundo moderno com o pensamento. Assim como não se controla pensamento, não se controla o jovem nas suas conexões. Há infinitos caminhos até o próximo protocolo de internet. E quanto mais você forçar a barra, mas longe de você seu filho e aqueles que você tenta controlar estarão.

5. Seja humilde, seja paciente, seja dedicado. Aprenda, acompanhe, esteja presente. O que seus filhos precisam é de mais ombro a ombro, e menos dedo em riste. Ah – saiba que isso é coisa do século XIX (dezenove).

6. Seja aberto, seja curioso. Veja que está bem ligadão na web e que tenha assim a mesma idade que você. Que tal se ligar nele, e pedir dicas?

7.  Pesquise. Aprenda como se pesquisa na própria web. Acesse a wikipedia e outras comunidades colaborativas. De vez em quando – e de vez em sempre – entre na internet para fazer a SUA lição de casa.

Sem duvida há mais que falar. mas por hoje é só. Vai rolar um programa na TV RIT – no VEJAM SÓ – e vou ter que dar uma de despertador. Para você não – para quem está dormindo.

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A volatilidade do Conhecimento

Fritz Machlup (1902-1983)

Um dos mais fortes argumentos exigindo uma radical transformação na Administração e na prática corporativa, reside na volatilidade do Conhecimento – assim mesmo com maiúscula. Sabemos que todo o conhecimento construido até a virada do Milênio, já foi superado nesta década algumas vezes. Esse crescimento exponencial trouxe a presente instabilidade nos formatos fechados – rompendo com a confiabilidade dedicada ao engessamento classificatório das diferentes disciplinas e seu consequente armazenamento.

Se portanto no passado, o Conhecimento podia ser contido era tão somente pelo seu mais importante atributo: a estabilidade.  Hoje isso não é mais verdade, pois apresenta características de meia-vida. Esse termo é atribuido a Fritz Machlup, e refere-se ao tempo necessário para metade de um conhecimento em alguma área específica ser superado ou se tornar falso. Essa identificação da obsolescência é cada vez mais frequente, tornando esses períodos cada vez menores. Estudiosos tem identificado esse fenômeno como encolhimento da meia-vida. Com isso cria-se uma demanda por re-adequação e a construção de novos saberes, que não dependa de métodos herméticos e nem dependa dos sistemas consagrados do passado.

Por conta disso tudo, temos uma substituição cada vez mais forte do Conhecimento e de seus formatos e ferramentas. Esse movimento afeta o jeito de se criar, distribuir e disseminar informação, assim como a maneira de se ensinar e aprender. Abandonar os métodos antigos é parte da solução. No fundo devemos abandonar efetivamente qualquer método. E criar um novo paradigma do Saber.

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Administração e Seu Futuro

Na semana passada tive o privilégio de participar de um evento apoiado e promovido pelo movimento denominado 50plus20.

Basicamente o que está sobre a mesa – a agenda promovida – é a reinvenção da Educação de Administração nas escolas e universidades de todo o mundo. Foi um bom começo estar presente no auditório da Fundação Dom Cabral em São Paulo e aprender sobre essa iniciativa que compartilho a seguir.

Primeiro que o nome de batismo vem da junção de mais de 50 anos (50plus) do ensino da Administração como disciplina, praticamente sem nenhuma grande mudança , com  a oportunidade dos 20 anos pós Rio 92. Assim, juntam-se duas agendas: repensar a administração e evoluir na questão do desenvolvimento economico no mundo.

Em resumo, esse esforço colaborativo (uma espécie de movimento que envolve as grandes escolas de Administração), procura atender o desafio de analisar e propor as mudanças para o mundo corporativo e o ensino das disciplinas que integram o preparo dos líderes de hoje e do futuro.

Com um video de 8 minutos, muito se pode assimilar desse esforço. Usando um banco de parque como ícone, e fazendo um trocadilho com benchmark (onde bench=banco) o video resume as intenções do movimento. Assista aqui.

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A Questão Chinesa

Aproveito a boa entrevista feita por Fabio Maisonnave da Folha de S. Paulo com o escritor James Fallows, autor de China Airbone (ainda não traduzido), sobre os desafios estruturais e do sistema social chinês diante da tecnologia, inovação e superação demandada no século XXI. É oportuna no meio desta discussão que estamos travando a respeito das rupturas administrativas na empresa moderna.

Na sua análise abrangente ele identifica alguns pontos que vão demandar maior abertura e liberdade para o povo chinês. E isso vai de encontro ao ambiente de trabalho estar voltado para enaltecer o ser humano e não o contrário. Como se trata de um sistema fechado ou híbrido – depende de como você olha a China, certamente para esse grande país se tornar de fato mais do que um gigante, algumas mudanças precisarão ocorrer. No fundo o autor não tem certeza por onde a China vai caminhar – mas joga luz na questão do tipo de regime que pode ou não fazer a produtividade e a inovação alçar voo.

Veja que excelente analogia com as nossas empresas!

A China é rigidamente controlada e fora de controle; é futurista e atrasada; seu sistema é ao mesmo tempo sólido e incerto. Seus líderes são habilidosos e atrapalhados, flexíveis e teimosos, visionários e estupidamente míopes.

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Um Olhar Atento na Organização

Os muros que separam iguais devem ser derrubados – literalmente!

Ao finalizar com mais um post esta mini série sobre Gary Hamel, compartilho três insights complementares que nos motivam a compreender mais de sua posição e a adentrar em seus escritos.

Creio que o grande ponto – a questão nuclear que se enfatiza e que pode se tornar a grande epifania de empresários, executivos e líderes – reside na chamada por transformação das organizações para se tornarem centradas na pessoa. Essa aparente obviedade contém muito mais verdade que uma mente que digere rápido pode aguentar. É algo muito profundo e com inúmeras implicações. Somos pegos na armadilha do ‘me engana que eu gosto’.

Definitivamente essa verdade é fortemente desprezada, comumente falseada, amplamente desvirtuada. Todo o peso centenário de modelos mentais que levaram a organização a ser burocrática, centrada em processo, mecanicista e cartesiana, fazem do desafio humano uma empreitada mais do que hercúlea – quase impossível, quase utópica. Humanizar a organização moderna estará no topo da prioridade nas agendas de líderes de sucesso.

Eu diria que essa é a missão da vida de Gary Hamel – sua mais importante bandeira.

A sua empresa precisa ser mais humana e totalmente adequada para as pessoas – se quiser sobreviver nos anos à frente.

O segundo ponto que nos chama atenção em seus escritos e discursos é que devemos derrubar os muros do Apartheid criativo e intelectual. O mundo de hoje é feito de ideias – e isso não é privilégio de uns poucos. A inovação, a criatividade, os múltiplos insights podem e devem vir dos colaboradores de todos os níveis. E devemos abrir a empresa para tal.

De novo aqui parece ser simples. Mas não é. Imediatamente respondemos: “Mas já temos caixinha de sugestão” – e outras respostas tolas do tipo. Há um distanciamente monstruoso entre quem tem a palavra, entre quem pode ser ouvido, e até em quem finalmente pode decidir. Aprendemos e aplicamos a hierarquia, a distribuição de funções, a burocracia rígida exatamente para dizer: aqui somos adultos, e lá estão as crianças. Essa divisão que certamente existe na sua Organização está enraizada da planta do pé até os fios dos cabelos. Esses muros devem ser derrubados – e já!

E por final o último argumento que traz uma luz definitiva para o futuro, refere-se ao que Hamel chama de Geração Facebook. Há muito venho escrevendo e palestrando a respeito dos Nativos Digitais – e definitivamente esse é um assunto que toda e qualquer empresa tem se debruçado. As demonstrações de que há um novo ser no ambiente empresarial são sentidas na prática. Sabemos que eles pensam bem diferente das nossas gerações (que hoje estão no comando – gestores e executivos com idade acima de 35 anos). Não é só a pegada digital que traz mudanças – há muito a se entender. Por isso que eu mesmo tenho enfatizado que não se trata de uma questão tecnológica e sim sociológica.

Neste cenário cada vez mais complexo somos chamados a transformar as nossas empresas. Permita- me ser bem franco: se você não está com um frio na barriga, muito provavel você ainda está vivendo no século XX.

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Entrevista com Gary Hamel

Gary Hamel foi entrevistado por Ricardo Lessa

No início deste mês a Globo News apresentou no Conta Corrente Especial uma entrevista muito boa com Gary Hamel. Assista aqui. O paralelo com os temas que estamos nos dedicando ao longo desta semana, é bastante oportuno. Vale a pena – não só pela forma didática que o programa traz no modo de entrevista, mas também pela fala objetiva e direta, enaltecendo o papel dos ‘renegados’.

Ao todo são cerca de 20 minutos de entrevista. Comente ou questione para continuarmos com esse debate tão importante na reconfiguração da gestão moderna.

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