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O que ainda não lhe falaram sobre as Gerações

Vou tomar menos de dez minutos de seu tempo para contrariar o senso comum a que temos nos submetido quando se trata de gerações.

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E creio que você, como eu, tem se incomodado com a superficialidade de artigos e opiniões sobre o tema geracional. Nestes últimos anos me dediquei a estudar o assunto, submetido à extensa pesquisa com muita conversa e debate. Transformado em manuscrito, traz em forma de proposta e teoria, revolucionárias revelações. Extraído das conclusões, compartilho pelo menos três coisas que omitiram da gente.

Primeiro, nós temos as nossas gerações. E elas são diferentes das americanas. É isso mesmo. Não temos Babyboomers (what is that?), X, Y e Millenials – e por favor sem tampouco essa de Z e de Alpha. Nossas gerações tem outro corte de período (o nome bonito para isso é clivagem), e denominações que se referem à nossa gente e Sociedade.

A proposta que faço é que hoje temos seis gerações brasileiras em convivência:

  • Modernidade (1905-1927): Lygia Fagundes Telles, tia Martha Faustini;
  • Revolucionados (1928-1947): FHC, Lula, Sarney, Temer e Dilma;
  • Bossa Nova (1948-1966): Alckimin, Lewandowski, Aécio, Marina, Gleise Hoffmann;
  • Caras Pintadas (1967-1984): Rodrigo Maia, Moro, Lindberg, Manuela d’Ávila;
  • Globalizados (1985-2006): Gregório Duvivier, Andréia Sadi, Neymar, Maisa;
  • Colaborativa (2007-2028): meus netos (e seus filhos, netos e quiçá bisnetos).

Segundo, deve-se ter muito cuidado para não confundir traços sociais de transformação com características geracionais. Há muito que se discutir nesse campo. Há mudanças que são passageiras, apesar (ou exatamente em razão) de ser coisa dos mais jovens. Esses comportamentos temporários aconteceram conosco (falo aos Bossa Nova e Caras Pintadas), e graças a Deus não havia à época essa fissura toda pelo tema Geracional.

Há mudanças que são perenes e serão incorporadas pela Sociedade, independente de ano de nascimento. Transformações que alcançam e exigem inclusive adaptação por parte dos mais velhos.

E é claro que há traços geracionais. O que nos leva para o próximo ponto.

Terceiro, a persona geracional, caracterizada pela absorção de influências na fase formativa e impactado pelo Zeitgest (ou seja o espírito predominante que molda crenças e ideias, no específico até o fim da adolescência, ou no geral em período determinado). Geração portanto é um mover lento e gradual de grupos etários, e que ao fim da entrada na fase adulta assimila uma forma característica incorporando atitudes gerais, percepções gerais e aprendizados gerais. Essa amálgama é incorporada e se consolida nas feições de um arquétipo resultante.

Há é claro outros pontos a destacar, como a crítica que fazemos à forma caricaturada de se atribuir estilos de atuação aos mais jovens. Nossa reação defensiva e errática a certos fenômenos juvenis é no mínimo preocupante. Ainda mais quando se coloca muito peso sobre a parametrização do processo seletivo de estagiários e jovens profissionais.

Esse estudo que mencionei está transformado em livro e será publicado em breve, sob o título VIVA AS GERAÇÕES BRASILEIRAS. Até lá vou compartilhar algumas das conclusões e o processo de meu estudo e pesquisa.

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Simples, porém importante

por do solAo final do dia (ou da semana), é importante sairmos do piloto automático e refletirmos um pouco sobre o nosso trabalho e carreira. Às vezes estamos tão atarefados que esquecemos de olhar para a frente. Pensar um pouco no futuro. Avaliar como estamos.

Uma fórmula simples – e talvez por isso muito inteligente – é fazer duas perguntinhas básicas. Eu não inventei, mas acho extraordinária a força que essas duas reflexões provocam na gente. Tanto é que a faço constantemente.

Vamos lá:

Estou saindo melhor do que quando entrei?

A minha empresa está melhor agora do que quando entrei?

Você pode muito bem substituir empresa por cliente, interlocutor, paciente, aluno (e aí pode ser até no plural). Mas essa medida subjetiva, meio que intuitiva é a que lhe dá a temperatura de seu progresso.

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A volatilidade do Conhecimento

Fritz Machlup (1902-1983)

Um dos mais fortes argumentos exigindo uma radical transformação na Administração e na prática corporativa, reside na volatilidade do Conhecimento – assim mesmo com maiúscula. Sabemos que todo o conhecimento construido até a virada do Milênio, já foi superado nesta década algumas vezes. Esse crescimento exponencial trouxe a presente instabilidade nos formatos fechados – rompendo com a confiabilidade dedicada ao engessamento classificatório das diferentes disciplinas e seu consequente armazenamento.

Se portanto no passado, o Conhecimento podia ser contido era tão somente pelo seu mais importante atributo: a estabilidade.  Hoje isso não é mais verdade, pois apresenta características de meia-vida. Esse termo é atribuido a Fritz Machlup, e refere-se ao tempo necessário para metade de um conhecimento em alguma área específica ser superado ou se tornar falso. Essa identificação da obsolescência é cada vez mais frequente, tornando esses períodos cada vez menores. Estudiosos tem identificado esse fenômeno como encolhimento da meia-vida. Com isso cria-se uma demanda por re-adequação e a construção de novos saberes, que não dependa de métodos herméticos e nem dependa dos sistemas consagrados do passado.

Por conta disso tudo, temos uma substituição cada vez mais forte do Conhecimento e de seus formatos e ferramentas. Esse movimento afeta o jeito de se criar, distribuir e disseminar informação, assim como a maneira de se ensinar e aprender. Abandonar os métodos antigos é parte da solução. No fundo devemos abandonar efetivamente qualquer método. E criar um novo paradigma do Saber.

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Sua carreira vai mudar!

Mudanças (próxima saída)

Hoje teremos um evento no Open Coffee que acima de tudo pretende provocar reflexão a respeito do ambiente de trabalho, das funções profissionais, do tipo de relacionamento que vai orientar a vida do empregado-colaborador, e a importância de uma postura inovadora para o individuo.

Isso quer dizer que definitivamente a sua carreira vai mudar!

Senhoras e Senhores, apertem os cintos. Se preparem para a montanha russa no mercado de trabalho.

A evolução e a transformação que toma conta das Empresas, afetará as carreiras em dois eixos chaves, resultando num quadrante: 1) O que será eliminado; 2) O que será substituido; 3) O que será incrementado; e 4) O que será criado de novo. Amanhã volto compartilhando mais acerca desta discussão.

Vamos iniciar a discussão com um gancho interessante para o Mercado Imobiliário – mas os princípios poderão ser aplicados de maneira abrangente.

 

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Mudança de Direção

Cada vez mais estaremos diante de muitas escolhas profissionais.

É provavel que uma das grandes questões profissionais da década estará ligada a mudanças radicais de direção. O velho ditado  “quem fica parado é poste” será (e é) mais do que recomendado para aqueles que imaginam que carreira é igual a estabilidade. E se refinarmos a pergunta – melhor do que: “Poderei mudar de direção?” o certo será “Como estar pronto para mudar de direção?”

E ouso dizer que deveremos nos preparar para mais do que uma situação de escolha e decisão. Creio que encontraremos no futuro próximo uma demanda cada vez mais constante por reinvenção na jornada profissional.

É sobre isso que estarei focando amanhã no evento Open Coffee que já divulguei aqui. Vamos esmiuçar se existe idade certa para mudar, se os desafios são compatíveis com perfil, preparo e principalmente disposição. O mercado imobiliário, dadas as circunstâncias de empreendedorismo que exige, é um bom – se não excelente – começo!

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Perspectivas de Carreira no Mercado Imobiliário

Com o título tema: ABRINDO O JOGO SOBRE A CARREIRA NO MERCADO IMOBILIÁRIO – Experiência, Perfis, Oportunidades e Compromisso, faremos mais um Open Coffee nesta 5a feira – dia 31. Trata-se de uma iniciativa da S!M Negócios Imobiliários que promove o evento em seu mais novo Escritório (em soft opening).

Os pontos abordados serão:

  • Para onde vai o Mercado Imobiliário
  • Oportunides Profissionais
  • Quais as chances de uma carreira, iniciando-se agora?
  • Qual o limite de idade para uma mudança de carreira?
  • O que é necessário para ser um Corretor – e como obter sucesso.

Este Open Coffee segue a tradição dos anteriores: é aberto e gratuito – basta confirmar a presença por email ou telefone (vide abaixo). As vagas realmente são limitadas.

Veja o resumo das informações:

DATA: 31/05/2012

Horário: 19 horas

Endereço: Escritório Conceitual da SIM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS – Av Francisco Matarazzo, 2100 (após a entrada da Casa das Caldeiras – em frente ao portão do Palmeiras e faixa de travessia de pedestres).

Estacionamento no local (vagas limitadas).

RSVP – 3874-3874 (Horário Comercial) ou por email: recepcao@simimoveis.com.br

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Gestão e coisas que o dinheiro não compra

Incentivos não se transformam em motivação

Realmente tem coisas que o dinheiro não compra. E, em se tratando da gestão moderna, o princípio é mais do que aplicável nestas eras de grandes transformações. Foi-se o tempo em que alguns valores poderiam ser deixados no ponto do ônibus ou guardados no armário do vestiário, antes de iniciar a jornada de trabalho.

Algumas coisas – essenciais, tais como lealdade, motivação, comprometimento e dedicação – não se garante através de ações externas (pagando com grana, por exemplo). O colaborador deve se voluntariar nessas qualidades, ou nada feito. Em poucas palavras: depende da sua vontade e não tem como exigir.

“Por que sempre que peço um par de mãos, o cérebro vem junto?” Henry Ford

A principal razão pela qual a Gestão – dita moderna – tem que ser reinventada é que a prática trazida dos últimos cem anos, sempre considerou esse tipo de preocupação uma besteira. O próprio Henry Ford queria tão somente um par de mãos – nada de cérebro, e muito menos de coração.

Hoje essa preocupação é nuclear: a empresa ter sua equipe alinhada e integrada aos mais distintos valores da missão e da visão de futuro. E isso é um processo endógeno – vem de dentro para fora. Por isso há coisas na Gestão que o dinheiro não compra!

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