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Grupo e Reunião de Stoos

Segue a divulgação do comunicado da reunião de Stoos – acontecida no começo do ano na cidade de mesmo nome, na Suiça.

Ao refletir sobre liderança nas organizações hoje, nos encontramos em uma certa bagunça. Vemos confiança no pensamento linear, mecânico, empresas focando mais em preços de ações do que em agradar seus clientes, e trabalhadores do conhecimento cujas vozes são ignoradas pelos chefes que os dirigem.
Deve haver um caminho melhor.
Em janeiro de 2012 um grupo diverso de vinte e uma pessoas incluindo executivos seniores, estrategistas de negócio, gerentes, acadêmicos e praticantes de Lean/Agile dos quatro continentes encontrou-se em Stoos, Suíça. Nós acreditamos que descobrimos algumas das características comuns desse caminho melhor. Por exemplo, que organizações podem tornar-se redes de aprendizado de indivíduos criando valor e que o papel dos líderes devem incluir a preocupação com a vida ao invés do gerenciamento da máquina.

Mais importante ainda, nos comprometemos a continuar nosso trabalho, ambos pessoalmente e online. Um problema desse tamanho requer muitas mentes e corações. Adoraríamos ouvir sua voz e experiência. Ajude a dar continuidade à discussão juntando-se ao nosso grupo no LinkedIn e no Twitter com a hashtag #stoos.

Vamos começar a transformação, antes que seja tarde demais.

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Chega de mesmice nos negócios

Assim que li me entusiasmei em traduzir este artigo NO MORE BUSINESS AS USUAL de Jay Cross

“Faz parte do negócio” – Vito Corleone (O Poderoso Chefão)*

Em Stoos na Suiça 21 pensadores empresariais discutiram o futuro

O mundo dos negócios está mudando e o aprendizado deve acompanhar as mudanças.

Rígidas, as empresas da era industrial não conseguem manter o ritmo das mudanças. A primavera dos clientes, a primavera dos acionistas e a primavera dos trabalhadores podem acontecer a qualquer momento. Todo mundo está irado até o último fio de cabelo. Ninguém agüenta mais.

Quão ruim pode chegar? A vida útil das empresas nunca foi tão curta. A maioria dos empregados esta frustrada, infeliz e descompromissada. Nunca antes investidores e acionistas receberam dividendos tão baixos. A clientela não agüenta mais serviços tão medíocres. Nestas últimas quatro décadas o retorno sobre o patrimônio tem declinado anualmente. A única tribo a ganhar dinheiro é a dos CEOs. E é praticamente unanime que essa remuneração é obscena e imprópria. Não dá para continuar assim.

E agora?

Muitos tem sugerido que os negócios operem de maneira diferente.

Social Business, Enterprise 2.0, Radical Management, the Connected Company, Living Networks, Management 3.0, e Working Smarter sugerem técnicas do tipo: colocar o cliente no comando, semear a Inteligência coletiva, equipes auto organizáveis, tempos velozes nos ciclos, colaboração, transparência, abertura (openness), agilidade, confiança mútua, resposta a feedback, organização debaixo para cima (bottom-up), aprendizado entre pares, cultura web 2.0 e otimização de redes. Até hoje a maioria das pessoas que atua elaborando esses temas, agia de maneira independente.

A Reunião em Stoos

Na semana passada, um grupo de 21 pensadores se reuniu no topo de uma montanha Suíça para, em colaboração buscar formas para desatar esse nó. Nosso site conta a história.

A visão que evoluiu é que as organizações de sucesso do futuro se tornarão redes de aprendizado com seus indivíduos criando valor. Eles serão os mordomos dos viventes. Esta foi uma grande ruptura com o passado – e uma oportunidade para que profissionais de L&D (Aprendizado & Desenvolvimento) se tornem contribuintes vitais em suas organizações.

O aprendizado não será mais opcional

A melhoria continua e o encantamento de clientes vão requer uma cultura permeada pelo aprendizado. Não se trata de salas de treinamento e workshops. Criar uma nova ordem no mundo dos negócios exigirá ecologias do aprendizado – o que temos chamado de ‘Workscapes’ – que torne simples e agradável para que as pessoas aprendam o que precisam para executar seus trabalhos. As empresas que fracassarem no aprendizado vão definhar e morrer.

À medida que os negócios se tornam cada vez mais sociais, os profissionais de L&D estão diante de uma tremenda escolha. Eles podem se manter como Chief Training Officers (executivos do treinamento) e instrutores que preparam novatos com rapidez, entregam eventos solicitados pela cartilha, e dirigem academias empresariais. Essa turma com o tempo, perderá cada vez mais o passo da dança.

Ou eles podem se tornar líderes empresariais que moldam culturas de aprendizado, redes sociais, práticas colaborativas, fluxos de informação, gerenciamento federado de conteúdo, apoio de performance Just-in-time, mecanismos de feedback de clientes, e estruturas de melhoria contínua.

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*Nota – ao que consta essa fala é de Tom Hagen à Sonny explicando o motivo por terem atentado contra Dom Vito Corleone

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