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Gestão e coisas que o dinheiro não compra

Incentivos não se transformam em motivação

Realmente tem coisas que o dinheiro não compra. E, em se tratando da gestão moderna, o princípio é mais do que aplicável nestas eras de grandes transformações. Foi-se o tempo em que alguns valores poderiam ser deixados no ponto do ônibus ou guardados no armário do vestiário, antes de iniciar a jornada de trabalho.

Algumas coisas – essenciais, tais como lealdade, motivação, comprometimento e dedicação – não se garante através de ações externas (pagando com grana, por exemplo). O colaborador deve se voluntariar nessas qualidades, ou nada feito. Em poucas palavras: depende da sua vontade e não tem como exigir.

“Por que sempre que peço um par de mãos, o cérebro vem junto?” Henry Ford

A principal razão pela qual a Gestão – dita moderna – tem que ser reinventada é que a prática trazida dos últimos cem anos, sempre considerou esse tipo de preocupação uma besteira. O próprio Henry Ford queria tão somente um par de mãos – nada de cérebro, e muito menos de coração.

Hoje essa preocupação é nuclear: a empresa ter sua equipe alinhada e integrada aos mais distintos valores da missão e da visão de futuro. E isso é um processo endógeno – vem de dentro para fora. Por isso há coisas na Gestão que o dinheiro não compra!

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Preparando-me para o Twitter Mix

A bela Bento Gonçalves sediará o Twitter Mix

Tive a honra de ser convidado para o Twitter Mix que acontecerá neste fim de semana. Vou dirigir um painel sobre o tema das Gerações. Como já se sabe tenho levantado uma bandeira pelas Gerações Brasileiras – algo que seja genuinamente nosso como a jaboticaba, o pão de queijo, a caipirinha…

O Twitter Mix é uma iniciativa inteligente e relevante. Reúne contribuintes que abordam temas chaves, abre para discussão, consolida o debate em diferentes mídias, formata o que se pode partilhar e faz repercutir pelas redes sociais. O fruto desse esforço é incalculável. Essa semente se espalha e cresce, germinando a partir do extremo Sul para todos os cantos do Brasil.

Creio firmemente que minha missão vigente é erguer a bandeira de que temos que ser originais na análise das gerações brasileiras, não aceitando estereótipos americanos. Isso ficou expresso em meus posts que se transformaram numa série de artigos (Partes I, II, III, e IV). Nosso pensamento é que precisamos de uma doutrina própria, bem fundamentada, que olhe para a sociedade brasileira e nela se emule os conceitos e as análises de como se dividem as gerações em nossa cultura.

O Twitter Mix é uma proposta de, através da síntese, promover mudanças e transformações. Diante da complexidade, da saturação de informação e da escassez de atenção – transformar a realidade em 140 caracteres.

E para tanto temos que fazer a lição de casa. Ou seja, para se discutir as gerações (ou falar sobre elas) é necessário estabelecer um arcabouço teórico mínimo para que o estudo, o diálogo e a seriedade progridam.

Quando se tem diferentes gerações (grupos nascidos em períodos distintos de cerca de 20 anos de duração) ocupando um mesmo espaço, é sábido que embates sociais acontecem. Estudiosos tem identificado há mais de um século características de uma geração que a diferencia da sua antecessora e da sua sucessora. Ou seja – cada geração tem uma marca, uma personalidade genérica e indelével que se faz perceber ao longo da história. Cada geração expressa isso em valores e com arquétipos próprios.

Para Strauss e Howe (em inglês) – considerados os principais autores americanos  – as gerações podem ser estudadas através da linha da história, identificando em personagens chaves e influentes os representantes da personalidade genérica do grupo. Para tanto eles realizaram seus estudos e análises abrangendo um período anterior à descoberta da América até os dias de hoje. E com isso estabeleceram 24 diferentes tipos de gerações ao longo da história da nação Estadunidense.

No Brasil não há estudos geracionais aprofundados que utilizem de nossa história para identificar períodos e assim caracterizar grupos etários com forte similitude. Há, é verdade um debruçar sociológico sobre grupos de consumo, grupos de teste e experimentos médicos – debaixo da rubrica coorte. Tenho encontrado também textos que traçam paralelos históricos – por exemplo entre o futebol e a nossa história.

Por isso que é possível, utilizando-se de ferramentas sociológicas, identificar os valores e a forma em que se molda a personalidade de grupos etários. Há também entrelaçado o poder político, a liderança e os agentes históricos que definem regimes, gestões, mandatos e leis. Esses líderes e influenciadores, juntamente com seus contemporâneos moldaram a nossa sociedade, forjaram a história e contribuíram para a construção de nossa identidade. Período a período! Geração a geração – de forma própria e singularmente brasileira.

A cultura, a educação formal, a religiosidade, a tradição se apresenta no jeito de ser de um povo, de maneira única e própria. São fatores a moldar a sociedade de um país.

Impossível portanto ao se pretender tratar do tema das Gerações, que não se faça para o caso brasileiro, respeitando os traços que nos identifica como povo. Daí pergunto: seria viável desprezar o futebol, o carnaval, os tumultuados ciclos políticos, os líderes de diferentes domínios (seja religioso ou acadêmico), bem como as nossas diferentes manifestações artísticas e literárias?

O Brasil teve (para citar alguns): Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Castelo Branco, Ari Barroso, Jorge Amado,  Paulo Freire, Oswald de Andrade,  Villa Lobos, Santos Dumont, Helder Câmara, Paulo Machado de Carvalho, Assis Chateaubriand, Roquete Pinto, Roberto Marinho, Julio Mesquita … Estes e tantos outros em maior ou menor graus, fazem parte da construção de nossa história como sociedade. São nomes de passado distante e recente, que se unem aqueles que vivos atuam ou atuaram diretamente a influenciar os destinos da nossa nação. A que geração eles pertencem? À mesma que os norte-americanos?

Creio que não!

Ademais, por causa dos valores de cada época, a sociedade brasileira absorve tipificações de comportamento, procedimentos sociais, rituais familiares e religiosos, incluindo-se também manias, vícios … É assim que somos (e fomos) como povo brasileiro!

Por isso que me rebelo contra aqueles que perpetuam o uso da denominação americana para se referir a um grupo geracional – que aqui no Brasil, em inúmeros aspectos se distancia daquela sociedade. Essas pessoas teimam em manter a superficialidade do estudo. Essa ‘preguiça’ (isso mesmo entre aspas) de se copiar e rapidamente adaptar conceitos e análises, é no mínimo perversa e nociva.

Aqui do nosso lado continuamos estudando e preparando textos originais.

Ao participar do Twitter Mix em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul, nos dias 23 e 24 estarei ao lado das grandes educadoras Sonia Bertochi e Léa Fagundes. Estou honrado de estar perto dessas mulheres ícones da Educação brasileira. Cada uma também terá um painel específico. Ao participarmos do Twitter Mix, estaremos fazendo história num dos mais sérios e importantes eventos a discutir a nossa sociedade e seus desafios, pela ótica do ativismo digital.

O Twitter Mix tem a vantagem de trazer uma contribuição contextualizada e perene. De um lado os temas que nos são importantes e de outro a permanência e repercussão ao longo dos próximos meses. As mídias sociais vão desempenhar papel importantíssimo nisso tudo – por isso que você que me lê ajude a ampliar a conversa e a multiplicar os efeitos positivos!

Haverá também a contribuição de Adão Villaverde (presidente da Assembléia Legislativa daquele estado) e Manuella D’Ávila em painel específico sobre ética. Terei o prazer de ser mediado por Tão Gomes – renomado jornalista e influente personalidade da mídia que conviveu muito de perto com os acontecimentos de nossa história recente.

Debaixo do tema “Nós não temos Geração Y”,  vamos falar de Gerações Brasileiras, da Sociedade Brasileira, da História de nosso povo, e do que nos caracteriza como nação. Fico muito honrado com o mediador de minha fala, um interlocutor altíssimamente gabaritado que certamente vai enriquecer o diálogo e a pertinência do tema.

Os organizadores do Twitter Mix Rute Vera Maria Favero e Luiz Afonso Alencastre Escosteguy são dois visionários e idealistas que se debruçam na construção de um Brasil melhor. Em consonância à seriedade da iniciativa e à importância e relevância desse evento, me sinto pequeno e tremendamente honrado na oportunidade de nossa fala.

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Diversão. Na Escola e na Empresa

A diversão é um fator motivadore

O diálogo é tremendamente ilustrativo e real. Aconteceu hoje. Na carona do elevador, mãe e filho conversavam. O filho de 9 anos, seletivo em sua agenda diária, sugeria não pegar a Escola em bloco fechado. “Aula disso e disso – posso pular. Assim chegaria na Escola na hora do recreio e em seguida pego a aula de Matemática”. A mãe percebeu a sacada e já saindo na garagem, de imediato perguntou: “O recreio é muito bom então?”. A resposta eu já sabia.

Segui o meu caminho contente da vida – ganhei a ilustração para o posts de hoje.

Por que precisamos ter o nosso ambiente de trabalho sizudo? E por que não é 100% divertido o ato de estudar, aprender, ir para a escola? O que faz uma criança ser seletiva quanto às suas atividades?

Essa questão que só agora começa a ganhar a atenção de educadores e pais – também se dirige ao ambiente de trabalho. Até porque não são excludentes entre si: disciplina, produtividade, realização e diversão. Comecemos com essas 4 qualidades. Você consegue na prática, coloca-las em alinhamento?

Só para fazermos um ligeiro ensaio. A disciplina da pontualidade e do respeito ao trabalho alheio não impede de estarmos aproveitando o nosso momento – gostando do que se faz e se sentindo alegre e leve. A produtividade – na maioria das vezes acontece quando não se está tenso, nem travado, nem robótico.

A diversão tem a ver com o gostinho de vitória, de conquista, de se sentir bem… Opa! Essas coisas fazem bem para a Empresa também!

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Toda a boa prática será castigada – 4

Mea culpa, mea minha máxima culpa.

Como não poderia deixar de ser eu também pratiquei e dela me fiz valer como especialista e mágico. Sim mais uma das sensacionais práticas a adentrar as portas do mundo corporativo e ser adotada em grande estilo vem a ser a metodologia. É claro que se temos um composto de procedimentos, com passos claros e se podemos categorizar, hierarquizar e estabelecer cronologia – certamente pode ser empacotado em um método. E era assim que eu justificava cursos, programas e (pasmem!) metodologias a serem implantadas – e sabe onde? Em sua empresa, dileto leitor!

Apesar de feito até recentemente, em boa fé – diga-se de passagem – no fundo estávamos todos: os professores, consultores, estudiosos, estrategistas e especialistas, levando a empresa mais depressa para sua paralisia e esquizofrenia. Sim a empresa moderna que recebe uma metodologia e dela faz uso se desliga por completo da realidade que a cerca, enfatiza o processo acima do resultado, valoriza o sistema ao invés dos componentes humanos, e se perde focando nas experiência passadas.

Há vida inteligente tanto nas equipes de atendimento, vendas, marketing, qualidade, operação … Escolha mais algumas. E há vida inteligente (e complexa) naqueles a quem devemos servir. Impossível então querer comprimir num conjunto simplório e estúpido de regrinhas a serem seguidas como se tudo como mágica se encaixasse (e se limitasse) no A4. Há mais exceções do que as instruções contidas nas regras. Há mais do inesperado e futuro do que aquilo que já vimos e compilamos do passado.

E mais do que nunca – é preferível preparar o indivíduo ou a equipe – para atender com alma, do que descrever comportamentos a serem incorporados como se fossem um segundo espírito. Há longo que nos explicaram que cada um é cada um!

O improviso ganha destaque incálculavel se revestido de autenticidade e genuíno interesse por servir e fazer direito. A maestria no seu ramo, no seu métier, na sua profissão, vale muito mais do que mil manuais de métodos e procedimentos.Ser fluente no conjunto de atividades que compõem uma rotina abrangente é infinitamente mais eficaz que a síntese de todos os registros de ações recomendadas.

Há que se valorizar o ser humano, sua complexidade e capacidade. Há que se focar acima de tudo em talentos. Se todos nós temos pontos fortes, e se nos distinguimos como pessoas pela capacidade de raciocínio e múltiplas inteligências, então está na hora de confiar no certo e abandonar o errado. A nosso favor está a inovação que nos ensina que as possibilidades não se esgotaram, que ainda podemos usar diferentes alternativas, e que o mundo é da abundância e não da escassez. Então paremos de ler, e sigamos o nosso talento pessoal.

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Segunda Edição do Seminário Vivo e Educação

Ivan Illich - austríaco, filósofo e pensador (1926-2002)

Uma excelente oportunidade para sermos desafiados, estimulados, provocados e agitados em nosso cotidiano. Principalmente se lidamos com Educação Corporativa (quem não está nessa hoje em dia?) ou se queremos saber para onde deve ir o mundo da Escola num sentido bem amplo.

Vai acontecer na próxima semana o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação – uma iniciativa do Instituto Vivo sob a batuta de meu amigo Luis Fernando Guggenberger. Inspirado no grande crítico da Escola institucionalizada Ivan Illich falecido há oito anos, e autor de La Sociedad Desescolarizada. Na charge feita que ilustra o post Illich é retratado como alguém que se recusa a ser influenciado pelo status quo. Me identifico com ele, pois minha missão de vida tem sido a de provocar e inovar – abandonando os pressupostos entregues e impostos pela sociedade.

Será entre os dias 14 a 16 de setembro, o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação e acontecerá simultaneamente em São Paulo e em 13 localidades distribuídas em todo o Brasil, com o propósito de buscar formas alternativas de viabilizar a aprendizagem em rede no País, usando a tecnologia como ferramenta principal. Participarão do seminário – presencialmente ou virtualmente – professores, alunos, pedagogos, pais e pessoas com interesse comum de propagar uma educação mais eficaz para a atual sociedade.

Um dos principais assuntos em discussão, a teoria do conectivismo como metodologia de aprendizagem na sociedade em rede, bem como a escolha dos palestrantes – como George Siemens, Stephen Downes, Carolina Rossini, Diego Leal – foi proposto e aceito pelos mais de 2,5 mil usuários da Rede Vivo Educação, na plataforma Ning – acesse aqui. O mesmo aconteceu na construção dos painéis sobre Comunidades de Aprendizagem, com as participações da indiana Sanghamitra Iyengar, o sul-africano Wiseman Jack, Reinaldo Pamponet, Jay Cross e Paul Pangaro.

Os participantes da comunidade também tiveram total liberdade para criar arenas de discussão sobre temas que julgam relevantes e necessários em cada região. A pluralidade geográfica desses grupos é tão grande que haverá arenas conectadas em Ilha Solteira (SP), Niterói (RJ), Belterra (PA), Uberaba (MG), Senhor do Bonfim (BA), Campina Grande (PB) e, até em Nova York (EUA), dentre outras localidades.

Cada arena elege sua própria programação, de acordo com a grade geral do seminário, e é convidada a apresentar os projetos elaborados coletivamente aos demais grupos participantes do encontro, de modo que possam ser implementados em conjunto. O evento será transmitido ao vivo e contará com mecanismos de interação via web.

A mobilização da arena Ilha Solteira, por exemplo, gerou um fórum de discussão de Educação em Matemática em Rede, incentivando o compartilhamento de experiências em sala de aula, de uso de tecnologia, jogos, e outras metodologias. Já em Belterra, o grupo optou por discutir a construção e resultados dos Arranjos Educativos Locais que já existem no município. A arena Uberaba propôs a discussão da aprendizagem em rede entre escolas e sociedade.

Jay Cross estará conosco em São Paulo

Me entusiasma também a presença de Jay Cross, a quem tenho utilizado como referência. Estarei com ele na sua apresentação juntamente com o Paul Pangaro. Vou compartilhar também de maneira semi-caótica, como as coisas e os acontecimentos se desenrolam na semana – por aqui e via twitter.

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Considerações sobre a Empresa evil

Há algo intrinsicamente mal na empresa?

O que é ser uma empresa evil? O que me faz considerar uma empresa evil – ou má (traduzindo)?

A gente sabe a princípio – dadas as regras do mercado e do ambiente capitalista em que vivemos – que a empresa tem por obrigação ser lucrativa e enquanto gera caixa, deve procurar se fortalecer. Até aqui o balanço fecha.

Mas o bicho pega mesmo, quando nos referimos aos Valores de uma empresa. É isso mesmo: Valores com o V maiúsculo. Trata-se do que a empresa é em sua essência, na sua verdade diária e interna. E como é algo íntimo, à semelhança do que acontece entre casais, é difícil de se saber.

Abro parêntesis aqui. Leio que o Dolabella se meteu em mais uma confusão.

Voltando. A não ser quando se tornam públicas as ações, conflitos e dramas do que acontece na intimidade das empresas, é muito difícil de bate-pronto saber ou fazer juízo se ela é ou não evil. Há muito engano e dissimulação. Não existem placas, faixas ou bandeiras para se vangloriar da condição de evil. Há exceções, é claro, mas são raras.

Mas consideremos o seguinte: quantas empresas conhecemos onde o discurso é um e a prática é outra?

Há inclusive aquelas que fazem questão de realçar seus discursos sobre as ‘práticas íntimas’ em anúncios de página inteira, com foto e tudo – mas  sabemos que o dia a dia de verdade é outra coisa. Um exemplo que me ocorre é da AMBEV e esse baba ovo institucional extra-endomarketeado à exaustão.

Considero que o fator evil de ser esteja no DNA. Aquilo que cria e sedimenta a sua natureza de ser, e que está vinculado à liderança que lança o embrião da cultura interna. Seja pelo fundador ou novos mandatário. O tipo de bicho que nasce será ou não, evil.

E sim, o DNA se revela de maneira inexorável nas entranhas da empresa. A ordem regimental, o estilo gerencial, o clima organizacional, a forma hierárquica, a perpetuação do poder, o radicalismo meritocrático, coisas que produzem e contrastam claramente entre o que é verdadeiro e o que é mentira.

Ser bem sucedido deve ser uma conseqüência e não o fim.

A empresa que obsessivamente procura o sucesso, o lucro, a conquista – a qualquer preço e sacrifício, semeia vento e ao final vai colher tempestade. Ao fazer isso, desconsidera o fator ontologicamente humano – de que nosso propósito principia e termina em nós mesmos.

Evil para mim são as empresas que transformam as pessoas em escravos institucionais – mesmo que para isso tenham que pagar altos salários.

Evil para mim são as empresas que se dedicam a alimentar suas máquinas organizacionais em detrimento do humano.

Evil para mim são as empresas que egoisticamente sacrificam o planeta – não somente no sentido estrito da ecologia ou da sustentabilidade, mas pela perspectiva da sociedade em que vivemos.

Evil para mim é não construir um melhor amanhã – para seus funcionários, investidores, clientes, consumidores e o mundo como um todo.

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Linkania e seus desdobramentos

Hernani se inspirando na dedicatória

Linkania é o título do livro lançado ontem à noite, de autoria do Hernani Dimantas. Alguns anos atrás (isso em 2003), formamos o movimento Redondo e os já mencionados “café redondo”, onde reuníamos uma galera representativa para discutir os caminhos da internet e seu impacto no meio empresarial.

O livro Linkania – Uma Teoria de Redes, lançado ontem à noite, pela Editora Senac São Paulo e com apoio da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo, tem a vantagem de traduzir os diferentes significados que a Web 2.0 e como todo esse boom percebido de redes socias nos impacta.

Linkania pode efetivamente ser a mania de nos conectarmos, quer nossas vidas, quer nossos textos e nossas referências. Linkania pode ser a facilidade, a possibilidade e forte naturalidade com que agora somos partes uns dos outros.

"... bem mais do que um grande amigo ..."

Linkania é também esse vício de estarmos ligados e conectados o tempo todo.

Ontem à noite ainda estive em mais um evento. Após me despedir de amigos, parei para enganar o estômago e em seguida aterrisar em casa. Como de costume limpo a caixa postal e dou uma sapiada no twitter. Um desses amigos manifestava sua alegria de ter estado na nossa rodinha. O que prontamente comentei que a satisfação era mútua. E o outro, mencionava que após a nossa despedida, seu carro havia sido roubado.

Linkania creio que e isso mesmo. Participarmos com alegrias e tristezas – um na vida do outro. Mas para tirar a dúvida, vou ler o livro.

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