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Explicando em mais detalhes as Gerações Brasileiras

A seguir deixo com vocês o video em lousa branca com uma breve introdução ao tema das Gerações. Iniciamos trabalhando três questões básicas:

1. Qual o significado de Geração?

2. Quais são as Gerações Brasileiras?

3. Como se explica a juventude hoje?

Aproveito para dar uma pitada no viés muito comum no cenário brasileiro, de se aceitar acriticamente os termos e as descrições das gerações na sociedade americana (Generation Babyboomer, X, Y …)

O link para o video no Youtube é este aqui.

VideoGB

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Sua carreira vai mudar!

Mudanças (próxima saída)

Hoje teremos um evento no Open Coffee que acima de tudo pretende provocar reflexão a respeito do ambiente de trabalho, das funções profissionais, do tipo de relacionamento que vai orientar a vida do empregado-colaborador, e a importância de uma postura inovadora para o individuo.

Isso quer dizer que definitivamente a sua carreira vai mudar!

Senhoras e Senhores, apertem os cintos. Se preparem para a montanha russa no mercado de trabalho.

A evolução e a transformação que toma conta das Empresas, afetará as carreiras em dois eixos chaves, resultando num quadrante: 1) O que será eliminado; 2) O que será substituido; 3) O que será incrementado; e 4) O que será criado de novo. Amanhã volto compartilhando mais acerca desta discussão.

Vamos iniciar a discussão com um gancho interessante para o Mercado Imobiliário – mas os princípios poderão ser aplicados de maneira abrangente.

 

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Gestão e coisas que o dinheiro não compra

Incentivos não se transformam em motivação

Realmente tem coisas que o dinheiro não compra. E, em se tratando da gestão moderna, o princípio é mais do que aplicável nestas eras de grandes transformações. Foi-se o tempo em que alguns valores poderiam ser deixados no ponto do ônibus ou guardados no armário do vestiário, antes de iniciar a jornada de trabalho.

Algumas coisas – essenciais, tais como lealdade, motivação, comprometimento e dedicação – não se garante através de ações externas (pagando com grana, por exemplo). O colaborador deve se voluntariar nessas qualidades, ou nada feito. Em poucas palavras: depende da sua vontade e não tem como exigir.

“Por que sempre que peço um par de mãos, o cérebro vem junto?” Henry Ford

A principal razão pela qual a Gestão – dita moderna – tem que ser reinventada é que a prática trazida dos últimos cem anos, sempre considerou esse tipo de preocupação uma besteira. O próprio Henry Ford queria tão somente um par de mãos – nada de cérebro, e muito menos de coração.

Hoje essa preocupação é nuclear: a empresa ter sua equipe alinhada e integrada aos mais distintos valores da missão e da visão de futuro. E isso é um processo endógeno – vem de dentro para fora. Por isso há coisas na Gestão que o dinheiro não compra!

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Como desatar um falso nó (2)

Pode levar tempo, mas o falso um dia é desmascarado

Sabemos que é impossível criar uma doutrina de abordagem relevante e equilibrada do tema das Gerações, simplesmente pelo pinçar de textos de autores estrangeiros. Estes bem podem ser especialistas em suas culturas e no entendimento de suas gentes – diferentes grupos etários, diferentes tribos, influências e influenciadores … Mas isso serve para a realidade deles. Daí que pergunto:

E a nossa realidade?

Está aí o verdadeiro nó! O nó falso é a transferência pura e simples de conceitos estrangeiros! Como se não fossemos uma outra cultura, uma outra sociedade. O nosso caldeirão produz uma sopa exclusiva – diferente e singular. Há que respeitar esse caldo.

Para a nossa realidade, devemos utilizar de um ferramental sociólogico (que até pode ser semelhante ao dos estudiosos estrangeiros), mas que deve ser aplicado e analisado de acordo com nossa realidade, nossos dados, nossa população, nossas características!

O nó falso é o nó das letras, o nó dos termos americanos (em Inglês ou americanizado). Não tivemos uma explosão demográfica nos anos 1940 do pós guerra, nem nos anos 1950. A nossa pirâmide de faixa etária manteve-se numa ampliação da base até o fechamento do milênio. Agora, somente em 2010, com os resultados trazidos pelo Censo do IBGE é que finalmente podemos visualizar um fechamento na base dessa pirâmide, transformando-a mais para balão chinês. A transformação gráfica seria de algo assim: /\ – no final dos anos 1990 para 2000, para algo assim: ( ) já agora em 2010.

Desatar esse falso nó que se enraiza em diferentes setores, e é semeado diariamente – pode levar tempo. Mas certamente um dia ele vai ceder. Conto com os brasileiros de boa fé para que juntos, atuemos na desmistificação de uma mentira que não serve para a realidade brasileira.

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Não é: “Nóys e Eles” !!

Nóys os jovens 'y' e eles os 'não Y' - uma falácia

Esclareço: não fui picado pela síndrome do preconceito linguístico. O que me atemoriza, me amedronta, me angustia é toda essa superficialidade (ou seria irresponsabilidade) do tema Geração Y. São inúmeros artigos, falas, discussões que colocam o assunto das gerações – numa equação simplificada em ‘Y’ versus ‘eles’. E daí o alvoroço está instalado!

Muito da minha indignação contra esse tipo de construção louca é que antevejo a confusão que se dará no ambiente de trabalho. Aliás, já estou constatando muita gente perdida e os ânimos se acirrando.

Não existe ‘y’ de um lado e ‘eles’ de outro lado. Isso é achar que o que ocasiona o vento é o balançar das árvores! Há na verdade uma grande necessidade de se entender as diferentes tribos, os diferentes grupos geracionais. Eles vem divididos em faixas de idade e entram e saem no mercado de trabalho.E são mais variados e se apresentam em diferentes divisões.

Pode parar já!

Assim é certo que num mesmo ambiente de trabalho, numa mesma empresa, numa mesma situação empresarial, é possível ter 4 grupos geracionais distintos. Endereçar o problema através de um viés bipolar é errado e nefasto. Em nada vai ajudar – e em muito vai atrapalhar as demandas de integração, alinhamento, cooperação, clima organizacional, motivação interna – para citarmos uma lista inicial.

Venha participar desta discussão, traga perguntas, comentários e eventuais dúvidas. Vamos buscar o esclarecimento, o entendimento – correto e adequado – que esse tema exige!!

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Quem sou eu?

Auto retrato como exercício de reflexão

Antecipo que não sou Psicólogo. Mas a pergunta título reside debaixo de diferentes disciplinas, afora a Psicologia. Abrange também a Filosofia, a Sociologia, a Teologia e – por que não o bom senso.

Saber quem eu sou – no sentido de entender e definir o meu próprio ser, é ponto fundamental da existência de qualquer ser humano. “Conheça-te a ti mesmo” vaticinava Sócrates a partir do saber e do conhecer, sem imaginar que incorporaríamos (milênios depois) o processo do descobrimento à Psicologia.

Desvendar-se para si e para o mundo tornou-se vital no mundo de hoje. A começar pela carreira profissional. Como fazer o seu Marketing Pessoal se a lição de casa está incompleta? Como se apresentar bem, ‘se vender’ diante de uma entrevista de emprego, sem uma noção clara do seu ‘eu’?

Marcus Buckingham e outros estudiosos tem levantado a bandeira da descoberta pessoal dos pontos fortes. Enfatiza esse autor, que serão seus pontos fortes que o levarão a algum lugar. Menospreza radicalmente o aprimoramento de pontos fracos – ausência de perfil e traços claros que rivalizam o que sou de fato. Neles (pontos fracos) nada se construirá. Insiste em atuar com os pontos fortes que o destacam e o caracterizam como potencial profissional e talento individual.

Faz parte desse processo de descoberta, mecanismos que nos ajudam a olhar para dentro. Tenho recomendado a milhares de participantes de minhas palestras e oficinas, a adquirirem o livro Descubra Seus Pontos Fortes (Clifton e Buckingham – Editora Sextante), pois como brinde o leitor tem direito a um teste individual que fornece 5 áreas temas que são dominantes na definição de seus talentos. Faz parte de um trabalho muito pormenorizado feito pela equipe do Instituto Gullap tendo à frente Dr. Clifton – co-autor da obra.

Faz também parte do processo a reflexão. Olhar para si, para suas realizações e conquistas, seus impedimentos e falhas, suas próprias limitações, seus gostos e interesses. Mas isso tem que ser um olhar ‘hard’ e não ‘soft’. Ou seja – se isso é importante, tem que se gastar tempo. Dedicação e exclusividade para si, isolando-se da agitação e de outras pessoas.

Faz também parte desse processo – porém com peso menor – ouvir as outras pessoas. Focando de maneira bem seletiva, aquelas que lhe querem bem e são sinceras.

Mas no fundo, creio que o ponto crucial é convencer-se. Olhar no espelho e dizer para si: “Ok! chegou a hora. Vamos ver direitinho quem é você que olha desse jeito!”

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Perguntas Incômodas no Tema Gerações

Este post é uma auto crítica no tocante ao tema das Gerações. Pode ter um tom de desabafo, mas antecipo que estou me contendo e focando no ‘mea culpa’.

Utilizei no passado recente, as divisões das gerações (em apresentações sobre os nativos digitais) rezando pela cartilha americana. Errei, confesso e peço desculpas. E agora me apresso para discutir e oferecer alternativas para tal.

Me sinto hoje, na obrigação de ser uma voz discordante com relação ao senso comum que domina em terras brasilis o tema em questão. Há muita gente que se diz especialista em Gerações, Geração Y, Nativos Digitais – mas que está prestando um desserviço ao mercado. Há inúmeros asteriscos a serem colocados em nossos slides. E já comecei a esclarecer fazendo pequenas mudanças em meus arquivos de power point.

Vou elencar alguns erros (os quais abandonei) que estragam a seriedade que o tema exige.

1. Por que usar o termo Babyboomer para definir uma geração brasileira que não tem paralelo algum com a americana? Esse fenômeno foi americano e ao pós guerra. Tinha a ver com a forte urbanização que se instalava em muitas cidades dos Estados Unidos.

2. Será que o ‘ano de corte’ é mesmo 1946 e 1964? Em que base podemos afirmar isso?

3. Os Y’s – geração Y – tem a data de corte em que ano? Em que base? Já podemos ‘fechar’ esse grupo?

4. Como considerar a inauguração da verdadeira geração digital para o Brasil – levando-se em conta que há muita desigualdade social e limitações para a imersão e a inclusão de considerável parcela da população?

5. Existe uma Geração X no Brasil – na mesma base que a americana? Igualzinha – sem tirar nem por?

6. Você sabia que essas divisões de geração (nomes e anos) não são aceitas pelos europeus?

A discussão está iniciada. Nos próximos posts compartilho algumas das conclusões que estão se cristalizando. Mas estou aberto. Faça e deixe um comentário para que a conversa se enriqueça.

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