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Criatividade e contrariedade

Uma franquia de sucesso

Nesta era pós taylorismo, a criatividade vinculada a um não conformismo estará em alta. E explico. Creio que a franquia Toy Story – já em sua terceira edição como filme, tendo como casa de criação a Pixar Animation Studios é a referência a se buscar.

A casa dos contrários, rebeldes e não padronizados recebeu de braços abertos Brad Bird – um rebelde confesso. “É a primeira vez que sou admitido numa empresa por causa de minha rebeldia. Nas outras empresas, fui demitido por causa dela.” Para trabalhar com John Lasseter, demanda-se uma criatividade sem precedentes. Na verdade – a pessoa é criativa ou tenta ser. Não há meio termo. A boa notícia é que podemos desenvolver esse talento. E o primeiro passo é o da contrariedade. Questionar e não aceitar como pronto, definitivo ou decidido.

Há portanto uma grande janela de oportunidade. O improv, mencionado no post anterior faz parte do exercício de se tornar mais aberto e diferente. É uma maneira de ser menos mecânico e mais humano. E com isso, mais inteligente e agradável.

Não defendo a contrariedade burra. Não faço apologia da inatividade ou do descompromisso. Quem já me ouviu em palestras sabe que levanto a bandeira da pró atividade. Pois exatamente por isso, é que devemos buscar o caminho menos trilhado – e nele, com coragem, inventarmos o novo.

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As Gerações – Preliminar

Este post é uma contribuição como forma de lançarmos luz na discussão do tema As Gerações. É uma tentativa de entendermos de forma mais adequada e própria para a nossa cultura  os grupos populacionais brasileiros. Assim com esta breve pesquisa, nós iniciamos com um ‘teste de águas’. Do total de 73 respondentes, estamos considerando 63 respostas válidas para efeito de definirmos personas que são consideradas influenciadoras ou até mesmo um tipo de role model – se é que assim podemos definir – do l’enfant terrible pós adolescente com um misto de inocência e candura, mas sempre buscando a sua causa para e pela rebelião.

Assim partimos da premissa que a forma de se libertar é através de uma postura contestadora. A saída ou o abandono do padrãozinho familiar e escolar é a estrada em busca de sua própria identidade – como uma jornada para dentro de si e à procura do chamado ‘self’. Eline Kullock do blog Foco em Gerações tem feito um paralelo com a tese de Bonder (encontrada em A Alma Imoral) que a transgressão é a forma que todos nós temos de dar vazão à nossa autenticidade em busca da autonomia. Pode ser assim um dos traços característicos dos grupos geracionais. Daí que essas ditas celebridades eleitas servem como um parâmetro para o estudo em foco (com trocadilho).

De maneira aleatória separei em três grupos distintos – o primeiro de 41 a 61 anos de idade (nascidos entre 69 e 49), o segundo grupo com 31 a 40 anos (nascidos entre 70 e 79) e o terceiro grupo de 16 a 30 anos.

Creio que encontramos um padrão aqui. Mas fique à vontade de participar da análise. Eu inclusive disponibilizo a tabulação dessas 3 questões para que você utilize o Excel como forma de processar e visualizar. Aqui não temos nenhuma pretensão técnica, muito menos científica. É realmente um sentir da temperatura e uma base inicial para a reflexão.

Veja a seguir os resultados:

Guevara, Beatles e Raul Seixas recebem 4 menções

Grupo I

Em que ano você nasceu? Nascidos entre 49 – 69 [23 respostas válidas]

Quando você tinha entre 17 e 19 anos, quem você considerou o maior símbolo de rebeldia?

Che Guevara – 4

Beatles/John Lennon – 4

Raul Seixas – 4

Mutantes/Rita Lee – 3

Rolling Stones/Mick Jagger – 2

Jimmy Hendrix – 2

Janis Joplin – 2

David Bowie – 2

Cazuza – 1

Menções: Olga Benário, Zuzu Angel, Elvis, Jovem Guarda, Geraldo Vandré, Alice Cooper,Simone De Beauvoir, Led Zeppelin, Bob Dylan, Madona, Black Sabath, Lech Waleska, Jonh Travolta, Elis Regina, Greta Garbo, James Dean, Baby do Brasil, Cindy Lauper

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Quem hoje mais representa na atualidade o símbolo da rebeldia?

Amy Winehouse = 5

Lady Gaga = 3

Cazuza = 1

Outras respostas não consideradas

Renato Russo é o mais lembrado, seguidos de Cazuza e Guevara

Grupo II

Em que ano você nasceu? Nascidos entre 71 e 79 [10 respondentes validos]

Quando você tinha entre 17 e 19 anos, quem você considerou o maior símbolo de rebeldia?

Renato Russo – 3

Cazuza – 2

Che Guevara – 2

James Dean, Karl Marx, Roger, Arnaldo Antunes, Kurt Cobain, Marcelo Rubens Paiva, Oasis, Nirvan, Me´talica, Nim Morrison, Janis Joplin

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Quem hoje mais representa na atualidade o símbolo da rebeldia?

Lady Gaga = 1

Amy Winehouse = 1

Caetano Veloso = 1

Outras respostas não consideradas

Cazuza recebe 6 menções seguido por Renato Russo e Mamonas

Grupo III

Em que ano você nasceu? Nascidos entre 80 e 96 [30 respondentes]

Quando você tinha entre 17 e 19 anos, quem você considerou o maior símbolo de rebeldia?

Cazuza – 6

Renato Russo – 4

Mamonas Assassinas – 3

Raul Seixas – 2

João Gordo – 2

Amy Whinehouse – 1

Rock, Jesus, Gandhi, Steven Spielberg, Madona, Mang Beat, Marcelo D2, Tatu, Spice Girls, Edmundo, Agostinho, Slayer, Slipknot, Kurt Cobain, Chriss MacCandless, Dean Morrison, Mano Brown, James Bond, Rita Lee, Voltaire, Sommerset Vaughan, Axil Rose, Janis Joplin,  PCC, Lobão, Bart Simpson, Yu-gi-oh, Chico Buarque, Caetano Velloso

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Quem hoje mais representa na atualidade o símbolo da rebeldia?

Amy Winehouse = 7

Lady Gaga = 5

Jesus = 2

Cazuza = 1

Outras respostas não consideradas

Amy Winehouse é mencionada por todos os grupos como símbolo de rebeldia

Se agruparmos as respostas para Quem hoje representa rebeldia – temos:

Amy Winehouse = 13

Lady Gaga = 9

Cazuza = 2

Jesus = 2

Caetano Veloso = 1


Amy Whinehouse = 13

Lady Gaga = 9

Cazuza = 2

Jesus = 2

Caetano Veloso = 1

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