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A Receita de um Chef

Alex Atala - considerado melhor chef por seus pares

Não se trata de um prato principal elaborado. Não é uma receita comestível. É a lição de sucesso profissional e o que podemos aprender com ela.

Em matéria de capa da Vejinha de São Paulo desta semana, destaque é dado aos Chefs dos melhores restaurantes da cidade. O que traz de interessante nessa leitura é a descoberta do que se passa pela cabeça de um Chef, assimilando dicas para a carreira do profissional.

Independente do seu tipo de trabalho, função ou responsabilidade – vai aqui algumas lições para o profissional:

1. O Chef sabe que é vocacionado para sua atividade. Encara o seu dia a dia, que é estafante com tremenda energia. É um pouco da característica “faço isso como uma missão de Deus”.

2. A paixão e o amor pelo que faz é outra característica chave. Ama a sua profissão e a sua rotina.

3. Extravasa arte, criatividade e inovação. Isso ‘alimenta’ sua postura de compromisso e fortalece as duas primeiras lições já descritas acima. Para o Chef, a segunda melhor coisa em ser cozinheiro é poder elaborar pratos inovadores. A primeira melhor coisa é a resposta óbvia: servir boa comida. Não se contenta em fazer o básico portanto. Quer ir um passo além. Essa atitude de artista-criador tem muito a nos ensinar em como ser um profissional inovador.

4.  O Chef é acima de tudo um autodidata. Ou seja o motor da inovação efetiva é a sua curiosidade, sua sede pelo saber, seu interesse incansável em aprender e em crescer na profissão. No mundo de hoje, das tansformações à velocidade da luz, onde novas demandas diariamente nos surpreendem, e a improvisação é uma competência vital, o autodidatismo torna-se a chave para o sucesso.

5. Ser um aprendiz. Muito antes de se tornar um Chef, a maioria deles atuou com outros Chefs e nesse contato aprendeu e se desenvolveu. Essa atitude humilde e de observação ao líder faz a diferença no aprendizado. Garante em situações futuras lançar mão na memória de como foi o ‘exemplo daquele que me ensinou’.

6. Alimentar-se da adrenalina do desafio e da superação. Abraçar a rotina e os momentos estressantes de pico  com ousadia para sair da situação maior e melhor do que como nela entrou.

7. Fazer sempre tudo com dedicação objetivando a excelência.

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Suor e lágrimas ou sangue

As empresas deixam o futuro escapar quando o capital intelectual da alta direção diminui mais rapidamente que sua autoridade. Aliás, creio que um desalinhamento entre poder e visão é a causa mais frequente e fatal da má adaptação estratégica. (Gary Hamel)

Começo o ano, como foi prometido, utilizando este espaço para intensificar a minha luta. Poucos sabem, mas agora revelo, fui convocado pelas forças revolucionárias da subversão. Lutamos contra o status quo do mundo corporativo. Meu codinome é João. Inspirado no evangelista.

Mas isso é detalhe.

Paris Comune (1792)O cerne da questão é que as páginas a seguir nos próximos dias serão de sangue e luto. Melhor no papel na tela, do que na vida real. Mas não se iluda.  Chega uma hora que o drama sai das páginas da ficção para a vida. Não será nada espetacularmente criminoso, porém vai demandar estômago. Não teremos cenas excruciantes a lá Bastardos Inglórios — que eu saiba o Tarantino não está nem aí com a Hora do Brasil. A guerra na verdade é em outra esfera e com alvos mais genéricos.

Em outras palavras – como já venho compartilhando há alguns anos – a era industrial e de serviços chegou ao seu fim. E como em muitas épocas da nossa história, o deslocamento das placas tectônicas da estrutura social, traz mudanças profundas. Alcança o mundo e as pessoas (seus habitantes) como um todo. Sem exceção.

Há porém (todavia, e contudo) uma diferença radical! Desta vez essa mudança vem com velocidade. Muita velocidade!

E, num piscar de olhos muita morte vai acontecer. A administração vai morrer. O planejamento vai morrer! A maioria das disciplinas vai morrer (isso é — se não todas). O empresário … vai morrer. O vendedor, o marqueteiro, o publicitário, o jornalista, o editor, o engenheiro … cada um deles, vai morrer! A maioria dos empregos, funções e cargos, vai morrer (isso é — se não todos). O meu trabalho, o seu trabalho, vai morrer!

E sendo muito, muito realista mesmo: será precocemente.

E nesta hora, bem se aplica as observações de Darwin a respeito da evolução. Não está em jogo ser mais forte para sobreviver, mas sim em ser mais apto.  Ou seja aquele que tiver melhor capacidade de adaptação! E essa adaptação durante e pós o terremoto tem que ser rápida.

Esta nova era digital e da vida conectada, demanda mais esquecimento que memória. Mais desaprendizado, mais esvaziamento, menos imitação e menos tradição. Uma grande dose de loucura, muita fé e coragem, e nervos de aço para aguentar a lentidão ao seu redor. Uma resistência incrível e determinada contra o cinismo e o engano. Saúde e força com determinação e persistência para se chegar a um novo destino, inexplorado e não conhecido. Olhos atentos, espírito de aventura, pouco sono, fome e dor. E uma pitada de inteligência.

(Há um lado positivo em tudo isso – mas fiquemos no lado escuro da lua por enquanto).

A demanda por mudança e transformação é clara. Está na nossa cara. O todo de nossos modelos mentais precisam ser modernizados com realismo. Muito realismo.

E aí! Você está preparado?

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