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Inovação nas pequenas iniciativas

Flagrante de um dos bons momentos do meu dia.

Um dos bons momentos do meu dia.

Sou fanático por café. Meu dia é literalmente recheado de cafés, preferencialmente espresso, forte e é claro puro – amargo sem açúcar. Nespresso é uma das bolas da vez em casa. Pela comodidade e pelos benefícios – inúmeros.

Eric Favre trabalhava na Nestlé em 1976 quando iniciou o desenvolvimento de uma máquina que extrairia o café de maneira individual e em cápsulas. A empresa bancou a ideia meio maluca de seu engenheiro. Alguns anos depois a pequena iniciativa se transformou em departamento e em seguida em um negócio mundial. Depois por conta própria desenvolveu outras máquinas e mais recentemente sua empresa foi comprada pelos brasileiros da wine.com.br .

O que paciência, equilíbrio e sabedoria não fazem!

Hoje Nespresso é mais do que uma marca: um fenômeno em diferentes mercados do mundo. Quem diria que nos grandes Shoppings brasileiros as lojas Nespresso teriam filas intermináveis de consumidores e apreciadores?

Lição do dia – plante algumas sementes de inovação (mesmo sendo uma pequena iniciativa). Ela pode germinar e dar muitos frutos!

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O seu modelo de negócio está condenado

E195-E2A edição deste fim de semana do Valor Econômico trouxe alguns exemplos bem definidos de como a inovação e a reinvenção do negócio são palavras de ordem para a sobrevivência, mantras efetivos para se chegar no futuro. O destaque entre os balanços publicados ficou por conta da Embraer. Empresa modelo no cenário nacional, foi fundada em 1969 em pleno governo militar e privatizada em 1994. Orgulho para todos e cada um dos brasileiros. Emprega mais de 20 mil pessoas, sendo que 10% no exterior. Tem em carteira de pedidos de aviões comerciais a bagatela de 459 equipamentos. Receita líquida em 2014 de R$14,9 bilhões e lucro líquido de R$796,1 milhões. O balanço e as demonstrações financeiras foram auditados sem ressalva pela KPMG.

Outra notícia que destaco é o atual perfil operacional da Ericsson. Um gigante da área de telecomunicação, fabricante de diferentes produtos que abrangem desde equipamentos de telefonia empresarial, de comutadores voltados para operadoras de telefonia a toda uma linha de aparelhos – celular e telefonia fixa. Veja este quadro de realizações e inovações da companhia suéca. Fiquei alegremente surpreso ao ler que a empresa está se reinventando para atuar nos segmentos de serviços e software. Antecipando o futuro, realiza projetos que vão desde tv nas nuvens, inteligência de navegação para os automóveis e para os sistemas de ruas das cidades. Ou seja ao invés de participar de luta sangrenta por ocupar o mercado com mais do mesmo, a Ericsson se debruça em caminhos inovadores que atendem desafios ainda não resolvidos que clamam por um mundo mais econômico e melhor.

Numa palestra há cerca de dois anos, Ray Kurzweil já traduzia as implicações que a mudança radical trazida principalmente pelo vetor digital impõe sobre as empresas. “Ninguém pode se acomodar, achando que o seu modelo de negócios vai continuar sem mudança”.

Adapto e aprimoro o que ele diz: Será sinal de loucura o executivo (ou empresário ou líder) que não estiver hoje pensando em como inovar, redesenhando um novo modelo de negócios para seu empreendimento ou organização.

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Em comemoração à Semana do Saco Cheio

Em comemoração à Semana do Saco Cheio

O que começou com uma brincadeira e se tornou uma tradição entre pré-universitários, a Semana do Saco Cheio era uma forma de aliviar a tensão de fim de ano e perspectivas de provas e exames. Antes dessa corrida final – os alunos reivindicaram uma pausa de descanso e reenergização.

Quantas organizações fazem da vida do trabalhador o Ano do Saco Cheio? Transformação no ambiente de trabalho e um radical novo jeito de administrar – é o que esta em jogo. Transformemos pois a cultura reinante, façamos a liderança se abrir para o novo e apoiemos a inovação.

Em poucas palavras: muito a fazer!

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outubro 17, 2013 · 2:23 pm

A Questão Chinesa

Aproveito a boa entrevista feita por Fabio Maisonnave da Folha de S. Paulo com o escritor James Fallows, autor de China Airbone (ainda não traduzido), sobre os desafios estruturais e do sistema social chinês diante da tecnologia, inovação e superação demandada no século XXI. É oportuna no meio desta discussão que estamos travando a respeito das rupturas administrativas na empresa moderna.

Na sua análise abrangente ele identifica alguns pontos que vão demandar maior abertura e liberdade para o povo chinês. E isso vai de encontro ao ambiente de trabalho estar voltado para enaltecer o ser humano e não o contrário. Como se trata de um sistema fechado ou híbrido – depende de como você olha a China, certamente para esse grande país se tornar de fato mais do que um gigante, algumas mudanças precisarão ocorrer. No fundo o autor não tem certeza por onde a China vai caminhar – mas joga luz na questão do tipo de regime que pode ou não fazer a produtividade e a inovação alçar voo.

Veja que excelente analogia com as nossas empresas!

A China é rigidamente controlada e fora de controle; é futurista e atrasada; seu sistema é ao mesmo tempo sólido e incerto. Seus líderes são habilidosos e atrapalhados, flexíveis e teimosos, visionários e estupidamente míopes.

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Entrevista com Gary Hamel

Gary Hamel foi entrevistado por Ricardo Lessa

No início deste mês a Globo News apresentou no Conta Corrente Especial uma entrevista muito boa com Gary Hamel. Assista aqui. O paralelo com os temas que estamos nos dedicando ao longo desta semana, é bastante oportuno. Vale a pena – não só pela forma didática que o programa traz no modo de entrevista, mas também pela fala objetiva e direta, enaltecendo o papel dos ‘renegados’.

Ao todo são cerca de 20 minutos de entrevista. Comente ou questione para continuarmos com esse debate tão importante na reconfiguração da gestão moderna.

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Reinventando a Administração: O que Importa Agora

Videos legendados de Gary Hamel auxiliam na compreensão de seu pensamento

Esta semana será dedicada a Gary Hamel. As razões para isso vão além da leitura de sua última obra: O QUE IMPORTA AGORA – Como construir empresas à prova de fracassos (Campus – Elsevier), que pretendo compartilhar nos posts.

Destaco a importância do momento em que a Administração está sendo repensanda, criticada e reinventada. E saiba por que você não pode ficar passivo.

Primeiro que Gary Hamel – considerado um dos grandes pensadores do mundo dos negócios da atualidade – tem como missão de vida nos libertar das amarras da Administração ultrapassada. Sua iniciativa no Management Mix é da hora! O que ainda hoje estudamos e praticamos nas empresas são os princípios elaborados a mais de cem anos, para um mundo industrial em construção. Não se pode mais pensar nas mesmas bases de comando e controle, de descrição de funções e de fluxo orientativo de cima para baixo – para citar algumas práticas (que entre outros pontos críticos ainda é lugar comum nas empresas).

Em segundo lugar tenho acompanhado sua linha e feito dela uma plataforma para auxiliar as empresas e seus administradores. Não sómente no cotidiano da nossa Consultoria, mas também no programa PENSE MELHOR da Pós Graduação da FAAP onde temos contribuido com o curso baseado em outra obra de Hamel: O FUTURO DA ADMINISTRAÇÃO.

Em terceiro lugar destaco que há um movimento em ebulição que suplanta fronteiras geográficas, medalhões e escolas. Há dezenas de autores, blogueiros, pensadores e ativistas do meio empresarial que vem se antecipando à essas mudanças (há quem denomine de revolução). Me sinto seguro em dizer que faço parte desse grupo de ‘renegados’, que correm por fora construindo um novo caminho e desbravando um novo amanhã. A melhor forma de se preparar para o futuro é você mesmo construí-lo.

Recomendo portanto a leitura de Gary Hamel – neste seu último livro destacam-se as chamadas alavancas da mudança e longe de ser um passo a passo – trata-se de um Manifesto pela transformação, o preparo para os dias difíceis e a construção de um amanhã promissor. As alavancas são: Valores (resgatando um postura de responsabilidade moral e ética para os líderes empresariais); Inovação (uma abordagem realística e bem focado num tema que ainda carece de bons conteúdos); Adaptabilidade (a necessidade de se ter organizações e pessoas que são flexíveis e rápidas – e que sabem evoluir no DNA do comprometimento interno); Paixão (e como é possível se construir um time – ou uma comunidade – de apaixonados por uma missão); e Ideologia (colocando o dedo na ferida de um pragmatismo administrativo sem cérebro e sem alma).

No fundo é mais uma obra a nos devolver esperança, exatamente por ser desafiadora e argumentativa. E ao mesmo tempo por deitar princípios e fundamentos que permitem ao negócio (de qualquer tamanho) seguir em sucesso, lucratividade e perspectiva futura.

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Chega de mesmice nos negócios

Assim que li me entusiasmei em traduzir este artigo NO MORE BUSINESS AS USUAL de Jay Cross

“Faz parte do negócio” – Vito Corleone (O Poderoso Chefão)*

Em Stoos na Suiça 21 pensadores empresariais discutiram o futuro

O mundo dos negócios está mudando e o aprendizado deve acompanhar as mudanças.

Rígidas, as empresas da era industrial não conseguem manter o ritmo das mudanças. A primavera dos clientes, a primavera dos acionistas e a primavera dos trabalhadores podem acontecer a qualquer momento. Todo mundo está irado até o último fio de cabelo. Ninguém agüenta mais.

Quão ruim pode chegar? A vida útil das empresas nunca foi tão curta. A maioria dos empregados esta frustrada, infeliz e descompromissada. Nunca antes investidores e acionistas receberam dividendos tão baixos. A clientela não agüenta mais serviços tão medíocres. Nestas últimas quatro décadas o retorno sobre o patrimônio tem declinado anualmente. A única tribo a ganhar dinheiro é a dos CEOs. E é praticamente unanime que essa remuneração é obscena e imprópria. Não dá para continuar assim.

E agora?

Muitos tem sugerido que os negócios operem de maneira diferente.

Social Business, Enterprise 2.0, Radical Management, the Connected Company, Living Networks, Management 3.0, e Working Smarter sugerem técnicas do tipo: colocar o cliente no comando, semear a Inteligência coletiva, equipes auto organizáveis, tempos velozes nos ciclos, colaboração, transparência, abertura (openness), agilidade, confiança mútua, resposta a feedback, organização debaixo para cima (bottom-up), aprendizado entre pares, cultura web 2.0 e otimização de redes. Até hoje a maioria das pessoas que atua elaborando esses temas, agia de maneira independente.

A Reunião em Stoos

Na semana passada, um grupo de 21 pensadores se reuniu no topo de uma montanha Suíça para, em colaboração buscar formas para desatar esse nó. Nosso site conta a história.

A visão que evoluiu é que as organizações de sucesso do futuro se tornarão redes de aprendizado com seus indivíduos criando valor. Eles serão os mordomos dos viventes. Esta foi uma grande ruptura com o passado – e uma oportunidade para que profissionais de L&D (Aprendizado & Desenvolvimento) se tornem contribuintes vitais em suas organizações.

O aprendizado não será mais opcional

A melhoria continua e o encantamento de clientes vão requer uma cultura permeada pelo aprendizado. Não se trata de salas de treinamento e workshops. Criar uma nova ordem no mundo dos negócios exigirá ecologias do aprendizado – o que temos chamado de ‘Workscapes’ – que torne simples e agradável para que as pessoas aprendam o que precisam para executar seus trabalhos. As empresas que fracassarem no aprendizado vão definhar e morrer.

À medida que os negócios se tornam cada vez mais sociais, os profissionais de L&D estão diante de uma tremenda escolha. Eles podem se manter como Chief Training Officers (executivos do treinamento) e instrutores que preparam novatos com rapidez, entregam eventos solicitados pela cartilha, e dirigem academias empresariais. Essa turma com o tempo, perderá cada vez mais o passo da dança.

Ou eles podem se tornar líderes empresariais que moldam culturas de aprendizado, redes sociais, práticas colaborativas, fluxos de informação, gerenciamento federado de conteúdo, apoio de performance Just-in-time, mecanismos de feedback de clientes, e estruturas de melhoria contínua.

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*Nota – ao que consta essa fala é de Tom Hagen à Sonny explicando o motivo por terem atentado contra Dom Vito Corleone

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