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É quase todo mundo …

No meu voo de volta à São Paulo, ao folhear a revista de bordo da Azul logo me ative na entrevista da diretora da Samsumg, Loredana Sarcinella. Ao ser indagada sobre o público alvo diante dos diferentes aparelhos mais sofisticados, a executiva responde que “os millennials são o nosso público-alvo”. E explica mais: “Eles são os mais ligados na tecnologia, os que ditam e absorvem novos comportamentos com facilidade.”

Logo pensei: talvez sim, talvez não. Que tipo de novos comportamentos? O de usuário ou o de consumidor? Ou será que uma vez com os novos comportamentos vinculados ao uso de smartphones, seja mais fácil apresentar novos modelos com melhorias naquilo que já é sofisticado?

Mas a explicação do público alvo continua, e nas linhas mais abaixo eu leio: “E não estou falando de millennials apenas como faixa etária. Trata-se de comportamento independente de idade. Conheço gente de 70 anos com a cabeça muito mais jovem e aberta nesse sentido do que outras de 40.”

Bem que poderíamos dizer: é quase todo mundo!

Aqui não se trata de uma crítica à executiva. Aponto para o desgaste que a denominação ‘millennials’ alcançou.

rabo-abana-cc3a3oLembra a ilustração de o rabo abanando o cachorro. Ou seja o que deveria ser específico da geração e de um grupo social, se torna explicação de estilo de vida e sofisticação atrelada à tecnologia – e totalmente desligado da coorte e faixa de idade.

Quando nosso vocabulário se limita, o problema não se restringe à comunicação. Vai além. Compreendemos mal e errado a realidade que nos cerca.

Se você quer realmente entender o que é geração, juventude e a qual você pertence no contexto da nossa sociedade, tenho uma boa notícia. Você pode solicitar gratuitamente o seu exemplar em PDF (um trabalho caprichado e bem ilustrado por Francisco Ucha). Basta preencher o formulário aqui.

Está na hora de parar com essa mania do rabo abanando o corpo do cachorro!

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Calma com a denominação Z

Sim. Estamos fazendo um alerta. Nesse afã de se mostrar como um indivíduo por dentro do assunto das gerações, tem gente falando e escrevendo sobre uma tal de geração Z. Como se isso fosse possível. É o círculo vicioso da superficialidade e invencionices. Esse ‘correr atrás do rabo’ é causado principalmente pela demanda de se ter conteúdo nos sites e nas postagens – mesmo que seja algo criado, inventado e irresponsavelmente falso!

Thai boys

E a geração Z é mais um engodo a se empurrar para o mercado.

Por exemplo. O sujeito escreve artigo despretensioso em janeiro e menciona algo debaixo do tema de gerações, tirado de um site que leu – sem pesquisar, sem refletir, sem contextualizar. Como ele quer trazer novidades no que vai escrever, busca assuntos em sites americanos. Usa o tradutor do Google. E pronto, coloca a sua azeitona na grande empada de tags geracionais.

Em março, ele precisa postar algo novo. E segue o mesmo caminho. Vai construindo um castelo de cartas, repleto de conteúdos falhos, rasos e perigosos. E o pior! O que parecia vir sem nenhuma pretensão, agora já ganha ares de oficialidade. Ele mesmo se ilude com o monstrinho que criou.

Chega maio. Mais um artigo. Mais uma invenção. Construída em cima da falácia de janeiro, e da distorção da realidade de março. E agora ele não pode voltar atrás!

Imaginemos o seguinte. Estou na Tailândia como repórter fazendo cobertura no resgate dos meninos presos na caverna. Os primeiros quatro resgatados são abordados por mim, faço um furo de reportagem e publico um perfil do time em base no que conheci desses primeiros quatro sobreviventes. Desprezo os demais meninos. Desconsidero a ordem de resgate. Faço daquela amostra o meu todo. Sou impaciente e me arvoro em concluir precocemente. Sou enfim um irresponsável.

Posso até ganhar aplausos nos primeiros dias pois dei um furo jornalístico. Mas o furo é na verdade o que eu fiz. Eu que entrei numa furada! Os demais meninos, ao saírem tem histórias complementares e abrangentes, e na conversa com todos, os demais repórteres e jornalistas traduzem melhor o que de fato aconteceu e quem na verdade são esses 12 meninos e seu técnico. A minha intempestividade foi um desserviço e uma irresponsabilidade.

Voltemos para as gerações. Se o grupo geracional será identificado pelo intervalo de anos de nascimento – consideremos então a nova geração nascida a partir de 2001. Hoje, os integrantes dessa geração ainda não tem maioridade. Quem é bom de Geografia sabe: 2001 para 2018 são 17 anos de intervalo. E não para por aí. Ainda tem os novos integrantes nascendo, e os demais que são muito jovens e pequenos. Uns engatinhando, outros aprendendo a ler, outros entrando na adolescência. Ou seja, esse grupo ainda não se formou como geração! O que se pode escrever ou falar a respeito deles?

Percebe, caro leitor, como é uma armadilha? Uma armadilha transferida para quem lê e para quem ouve. O autor ou palestrante, de maneira ousada avança em descrever uma geração que não existe. E ainda lhe dá o título de Z! Mantém-se tão somente coerente no próprio erro, e no erro anterior. O círculo vicioso é alimentado.

Por isso, muito calma com as descrições, como os ditos especialistas de plantão, que muito falam e escrevem, porém pouco sabem pois pouco aprenderam.

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A que geração você pertence? (1)

Veja neste vídeo a representatividade populacional de cada geração, com o seu intervalo de nascimento. O Brasil hoje está representado por 6 diferentes gerações. Uma que já está mais idosa (tenho algumas tias nesse grupo – mas que graças a Deus ainda convivemos com elas), as demais e até a caçula que está chegando e ser formando. Os Emergentes devem se configurar até o ano de 2028.

Uma pergunta que aparece com frequência, é sobre os anos próximos de nascimento – serve para separar alguém nascido por exemplo dia 31 de dezembro de outro, nascido dia 01 de janeiro (quando passa para o ano de corte)?

É claro que a linha divisória não é rígida. É possível que haja flutuação entre aqueles tardios e outros precoces. É até possível que haja interferência na formação de um indivíduo pois no contexto familiar foi influenciado e conviveu com determinada geração, em contraposição à sua própria.

Por isso, muito cuidado nas referências e na caracterização de cada geração. A persona geracional não é para ser usada como se fora horóscopo. A persona acaba sendo uma referência importante na compreensão do grupo, assim como nos fatores de influência e de tendência de cada geração.

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Há sempre o amanhã – Sobre suicídio

PetersonComo futurista social e um estudioso das gerações, me interessa muito a atuação e os pensamentos de Jordan Peterson (foto), autor de 12 Regras para a Vida – Um antídoto para o caos. Vai fazer quase um ano que o sigo. Me interessei por suas palestras sobre Jung, e em especial o que ele fala sobre Mito e Arquétipo. É sabido que ele tem uma pegada muito positiva e interessante com os jovens.

E após os acontecimentos recentes de Kate Spade, Anthony Bourdain e a matéria na Veja da semana retrasada que fala sobre aumento de suicídios entre os jovens (Na Flor da Idade – Veja 2587), quero compartilhar um momento singelo que tem tudo a ver com gerações. E enfatizo aqui a importância de ampliarmos (nós os mais velhos ou experientes) ainda mais o diálogo a respeito das novas gerações. Um alerta: parem de estigmatizar os jovens. Parem de chama-los de Millennnials usando argumentos americanos.

Voltando ao Jordan Peterson – após suas palestras, é comum abrir um tempo para que o público presente faça perguntas e comentários. Neste mês, em Indianópolis (a mesma cidade do famoso circuito oval da Fórmula Indy), ao terminar sua fala, ele recebeu as perguntas online, e ao ler mentalmente uma delas fez uma pausa e em seguida com o semblante transtornado, concordou em ler e responder.

“Planejo tirar minha própria vida, e não vou demorar. Que motivos para não faze-lo? Assinado: Chad.”

Nas pesquisas que fiz e no áudio disponível que ouvi (até o momento não há um vídeo completo desta palestra), o auditório ficou em silêncio total. Dava para ouvir uma mosca. E lá foi o psicólogo, professor da Universidade de Toronto e hoje um dos mais populares intelectuais do Ocidente a responder em  quatro motivos ‘para não faze-lo’ – logo de início ele diz que considera como uma questão hipotética:

Razão número 1 –  As consequências são devastadoras para os que ficam

JP: Pense cuidadosamente sobre as consequências de seu ato na vida de outras pessoas. Na minha clínica tenho atendido pessoas com familiares que cometeram suicídio. Ainda décadas depois eles estão se torturando. Creia-me, você vai dar um golpe em muita gente. E eles não vão se recuperar. Impossível livrá-los disso. Eles estarão presos para sempre.

O problema é que sua imaginação já está projetando essa [saída], e você diz que a vida lhe deprime. Talvez você pense que pessoas mereçam o sofrimento pela miséria que lhe fizeram cair sobre você.

Mas eu diria: pense bem, pense muito cuidadosamente antes de você ir por esse caminho, porque haverá uma devastação de proporções inimagináveis às pessoas que você vai deixar para trás.

Razão número 2 – Você está em dívida consigo mesmo na busca por alternativas viáveis antes de tentar o extremo.

JP: Para algumas pessoas, o antidepressivo funciona. Não é para todo mundo. Não estou prescrevendo uma panaceia, mas eles são bons para dar uma surra no suicídio. Mesmo com seus efeitos colaterais que eles tem –  quase sempre tem – o efeito colateral negativo não é fatal.

Há um monte de razões que faz pessoas se tornarem deprimidas, é um assunto complexo. Mas não abandone a esperança cometendo algo que é conclusivo, antes de você explorar todas as alternativas possíveis.

Se você ainda não falou com um psicólogo, com um psiquiatra, não tentou antidepressivos, se você ainda não esteve num hospital … Você deve explorar toda avenida possível antes de seguir para um passo final.

Você deve a você mesmo, tentar todas as possibilidades.

Um homem sábio com o qual trabalhei – um psicólogo numa prisão de segurança máxima em Edmonton – costumava dizer: “Você sempre pode cometer suicídio amanhã.”

É uma afirmativa petulante, mas ele a fazia de uma maneira muito séria. Com o suicídio, você só decide uma vez. E você pode esquecer. Então eu digo: Esqueça, e veja o que você pode fazer para se achar.

Explore todas as alternativas possíveis. Se você estiver tão sem esperança, que você hoje já tenha um plano suicida, o que é um sinal de perigo – se você já pensou como faze-lo … eu lhe diria pelo amor de Deus, se abra com alguém. Diga pra ele [o que se passa]. Vá a um hospital

Razão 3 – Considere a possibilidade que sua existência tem sentido e que nós como seres humanos, sendo fracos e limitados em entender, temos dificuldade em assimilar.

JP: Considere que sua vida tem valor intrínseco. Apesar de ser difícil enxergar, todos tem algo para servir à humanidade. E esta é uma verdade a considerar.

Razão 4 – A sua vida não lhe pertence como se fora um objeto.

JP: Não tenha certeza de que a vida é simplesmente sua para você tirá-la. Você não a possui como se fosse um objeto. Você tem uma obrigação moral

Você não pode pegar [sua vida] e achar que tem a liberdade de encerrá-la. Não pode porque na verdade isso é errado.

Conclusão – Haverá sempre um amanhã.

JP: Explore todas as alternativas e coloque-se de volta em pé. Há muitas possibilidades de tratamento para depressão, não deixe as pessoas ao seu redor em sofrimento para o resto de suas vidas, não subestime o seu valor diante do mundo, e não pense erroneamente pois o suicídio é errado. Esses são os quatro motivos.

Como acabou essa história? Em um tuíte!

Chad escreveu para Jordan Peterson na mesma noite (já de madrugada):

Chad: Hey Dr. Peterson. É o Chad. Você leu minha pergunta de verdade hoje à noite na palestra. Eu quero que você saiba que você me fez ir por um caminho diferente. É quase certo que irei amanhã me consultar num hospital à noite. Obrigado.

Ao que de pronto Jordan Peterson respondeu: “Estou absolutamente maravilhado em ouvir isso.”

Sim, há sempre um amanhã. E nossos jovens merecem mais do que estigmas pejorativos.

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Yes, nós temos Gerações Brasileiras

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Há algo de podre no reino da Dinamarca. (Hamlet – Shakespeare)

Como foi que aceitamos as denominações americanas para as nossa gerações? E, inocentemente acreditamos em suas descrições pasteurizadas?

A bem da verdade, nossos filhos e os jovens de maneira geral, foram nos surpreendendo com ‘algo de muito diferente’ em seus comportamentos e atitudes. Inicialmente nos maravilhávamos com a destreza e habilidade com que mexiam nos celulares, computadores e redes sociais. Mas no local de trabalho, eles começaram a nos assustar. Inicialmente com suas ambições desmedidas, depois a insatisfação enraizada, para em seguida dar lugar à alta instabilidade.

Tínhamos um novo ser no pedaço. Porém, ávidos por um diagnóstico, aceitávamos a simplicidade dos artigos traduzidos. Vieram então, os especialistas geracionais a nos dar explicações adornadas por estrangeirismos. O problema, diziam eles, era uma letra (Y) ou um tal de Millenial. E nos encheram de platitudes e argumentos circulares. Não demorou para que nossa desconfiança aumentasse. Ficamos céticos diante de conversas inconsistentes.

Os blogueiros especialistas ficaram com a palavra e deixaram de lado o protocolo básico para elaborar uma teoria ou dar um parecer. Desprezaram a Sociologia, que estuda a questão há cerca de dois séculos.

Nestes últimos anos tenho me dedicado e debruçado em pesquisa, análise e reflexão. Praticamente como uma obsessão. Precisamos entender a questão geracional, porém calcada na realidade e contexto brasileiros. Parte de minha motivação é ver, atônito como se tem confundido as coisas com diagnósticos e pareceres errados. Precisamos colocar os pingos nos is para o bem dos nossos filhinhos.

Em breve o texto transformado em livro, sob o título Viva as Gerações Brasileiras será publicado.  Concluo e insisto que devemos deixar de lado as denominações recorrentes (Boomers, X, Y) e buscar o que de fato identifica e dá sentido ao contexto brasileiro.

Enfatizo igualmente que é também necessário separar os fatores desencadeantes de comportamento tipicamente geracional, de outras causas – sejam elas da fase da vida, de fundo cultural ou de um novo vetor sociológico pouco compreendido.

Precisei retroceder nas diferentes eras da história agrupando biografias por coorte de anos de nascimento. Procedi à clivagem de intervalos e de grupos geracionais, alcançando 16 diferentes gerações genuinamente luso-brasileiras. E de geração em geração, pretensiosamente atribuí nomes próprios originais e contextualizados.

Viva as Gerações Brasileiras é portanto uma grande narrativa com foco nas gerações sociológicas, e intenta explicar o povo brasileiro com seus grupos etários, nas diferentes dinâmicas de nossa história. Propõe iniciativas e práticas – seja em postura, atitude, e comportamento – com vistas a ocupar e usufruir o momento  mais que oportuno do presente. E apresenta guias de aprendizado e desenvolvimento tanto pessoal como para o contexto coletivo.

Meu estudo está alicerçado em cinco colunas:

  • A história luso-brasileira – estudando os mais de cinco Séculos de nossa história, trabalhando causas e origens da nossa formação pela perspectiva geracional.
  • O conjunto de 2.700 biografias de protagonistas (ordenados por ano de nascimento) – atrelando órbitas de atuação a caracterizar influência e padrão.
  • O estudo da temática geracional via Ciências Sociais (Comte, Weber, Ferrari, Mannheim, Ortega y Gasset, Julía Marías, Entralgo, e por final Strauss e Howe). Ampliei de igual modo a bibliografia via intérpretes contemporâneos da revolução digital.
  • O uso de arquétipos jungianos tendo em vista uma melhor compreensão de cada persona
  • A minha experiência de trabalho como indivíduo voltado às pessoas, com um olhar especial para os jovens.

Em resumo, destaco três contra argumentos ao que se tem promovido no mercado. O primeiro, ao que chamo de Fator do Milênio – um conjunto de mudanças observado em diferentes contextos, que mascara causas induzindo a erro crasso. Constrói-se falácias e incompreensões, jogando fora a água do banho junto com o bebê. Despreza-se e estigmatiza-se os jovens, eliminando a oportunidade de contribuição que os nativos digitais oferecem. Tal erro não é cometido pelas Startups e por empreendedores que valorizam a inovação

O segundo argumento trata do Bônus Demográfico e sua janela de oportunidade ampliada. Frente à uma conjunção de fatores, o Brasil poderá usufruir de um período de grande produtividade e superávits que gerem avanço econômico e progresso sustentável.

Já o terceiro argumento vem em forma de agenda, dividida para cada geração. É possível obter-se sinergia ao definir pautas de esforços – quer para uma ou múltiplas gerações.

São identificadas 16 gerações, numa abordagem leve e consistente que nos ajuda a compreender o Brasil do presente, e ao mesmo tempo aponta para os desafios do futuro imediato.

As dezesseis gerações identificadas são:

1. Geração Exploradores (1683-1707)
2. Geração Indignados (1708-1730)
3. Geração Iluminados (1731-1752)
4. Geração Realeza (1753-1775)
5. Geração Novo Brasil (1776-1796)
6. Geração Monárquicos (1797-1818)
7. Geração Unificadores (1819-1840)
8. Geração Abolicionistas (1841-1861)
9. Geração Republicanos (1862-1881)
10. Geração Transformadores (1882-1904)
11. Geração Modernidade (1905-1927)
12. Geração Revolucionados (1928-1947)
13. Geração Bossa Nova (1948-1966)
14. Geração Caras Pintadas (1967-1984)
15. Geração Globalizados (1985-2006)
16. Geração Colaborativa (2007-2028)

Hoje convivem entre si seis diferentes gerações. A mais antiga com o escopo de idade de 90 anos para mais. E a mais nova, em formação – no presente com idades entre recém nascidos e 10 anos. Os dados populacionais tem por fonte o IBGE.

Geração Brasileira Idade População
Modernidade (1905-1927) 90 + 677.749
Revolucionados (1928-1947) 70 a 89 11.302.200
Bossa Nova (1948-1966) 51 a 69 33.437.791
Caras Pintadas (1967-1984) 33 a 50 53.606.877
Globalizados (1985-2006) 11 a 32 74.194.100
Emergentes** (2007-2028) 0 a 10 35.749.968
208.968.704

A soma das três gerações mais novas, representa o que era o Brasil no ano 2000! É vital portanto que olhemos para os desafios do presente e do futuro, prioritariamente com os olhos nos mais jovens.

Há muito a questão geracional comparece às nossas conversas, nossas postagens, comentários e  grupos. É  destaque na Mídia. É uma preocupação empresarial, principalmente na agenda dos Recursos Humanos. Os políticos e os governantes estão atentos. As escolas e professores disfarçam suas angústias. Os pais perdem o sono.

Há sem dúvida algo de bem diferente nas gerações mais novas a causar estranheza.

“Que amanhã vou deixar para meus filhos?” é uma pergunta errada. Esse amanhã já está razoavelmente delineado. Pela primeira vez na história da  humanidade, há um conjunto de inovações que, ao utilizar da tecnologia e debaixo do tremendo avanço científico, redefinirá o mundo de maneira radical e exponencial. Essa mudança – uma nova realidade – que chega logo mais, ali na esquina, é inexorável. Já está posta. Favas contadas. Não há como mudá-la.

Já os nosso filhos e netos demandam um preparo especial: exclusivo em forma, e original em conteúdo. Daí que a pergunta mais que adequada e premente é: “Que filhos vou deixar para o amanhã?” Esse é nosso maior e mais destacado desafio.

Não há geração melhor ou mais importante. A interdependência é vital. Sim, no fundo somos todos um só povo. Daí a necessidade de se promover um esforço de compreensão, de diálogos empáticos e de sínteses. Primeiro respeitando nossas características de cultura, sociedade e identidade. E depois enquadrando em nosso contexto, com seus imensos desafios sociais, políticos e econômicos.

Na grande convivência e no potencial de cada geração encontraremos chão comum para um esforço coordenado a gerar sinergia. E assim ao final e ao cabo construiremos um país melhor, uma sociedade melhor, um mundo melhor, um amanhã melhor.

Viva as Gerações Brasileiras!

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O que ainda não lhe falaram sobre as Gerações

Vou tomar menos de dez minutos de seu tempo para contrariar o senso comum a que temos nos submetido quando se trata de gerações.

youth

E creio que você, como eu, tem se incomodado com a superficialidade de artigos e opiniões sobre o tema geracional. Nestes últimos anos me dediquei a estudar o assunto, submetido à extensa pesquisa com muita conversa e debate. Transformado em manuscrito, traz em forma de proposta e teoria, revolucionárias revelações. Extraído das conclusões, compartilho pelo menos três coisas que omitiram da gente.

Primeiro, nós temos as nossas gerações. E elas são diferentes das americanas. É isso mesmo. Não temos Babyboomers (what is that?), X, Y e Millenials – e por favor sem tampouco essa de Z e de Alpha. Nossas gerações tem outro corte de período (o nome bonito para isso é clivagem), e denominações que se referem à nossa gente e Sociedade.

A proposta que faço é que hoje temos seis gerações brasileiras em convivência:

  • Modernidade (1905-1927): Lygia Fagundes Telles, tia Martha Faustini;
  • Revolucionados (1928-1947): FHC, Lula, Sarney, Temer e Dilma;
  • Bossa Nova (1948-1966): Alckimin, Lewandowski, Aécio, Marina, Gleise Hoffmann;
  • Caras Pintadas (1967-1984): Rodrigo Maia, Moro, Lindberg, Manuela d’Ávila;
  • Globalizados (1985-2006): Gregório Duvivier, Andréia Sadi, Neymar, Maisa;
  • Colaborativa (2007-2028): meus netos (e seus filhos, netos e quiçá bisnetos).

Segundo, deve-se ter muito cuidado para não confundir traços sociais de transformação com características geracionais. Há muito que se discutir nesse campo. Há mudanças que são passageiras, apesar (ou exatamente em razão) de ser coisa dos mais jovens. Esses comportamentos temporários aconteceram conosco (falo aos Bossa Nova e Caras Pintadas), e graças a Deus não havia à época essa fissura toda pelo tema Geracional.

Há mudanças que são perenes e serão incorporadas pela Sociedade, independente de ano de nascimento. Transformações que alcançam e exigem inclusive adaptação por parte dos mais velhos.

E é claro que há traços geracionais. O que nos leva para o próximo ponto.

Terceiro, a persona geracional, caracterizada pela absorção de influências na fase formativa e impactado pelo Zeitgest (ou seja o espírito predominante que molda crenças e ideias, no específico até o fim da adolescência, ou no geral em período determinado). Geração portanto é um mover lento e gradual de grupos etários, e que ao fim da entrada na fase adulta assimila uma forma característica incorporando atitudes gerais, percepções gerais e aprendizados gerais. Essa amálgama é incorporada e se consolida nas feições de um arquétipo resultante.

Há é claro outros pontos a destacar, como a crítica que fazemos à forma caricaturada de se atribuir estilos de atuação aos mais jovens. Nossa reação defensiva e errática a certos fenômenos juvenis é no mínimo preocupante. Ainda mais quando se coloca muito peso sobre a parametrização do processo seletivo de estagiários e jovens profissionais.

Esse estudo que mencionei está transformado em livro e será publicado em breve, sob o título VIVA AS GERAÇÕES BRASILEIRAS. Até lá vou compartilhar algumas das conclusões e o processo de meu estudo e pesquisa.

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Como se antecipar às mudanças

Nos próximos vinte e cinco anos, o mundo vai experimentar mais transformações que nos últimos 300 anos! Sim, em um quarto de Século já sabemos de antemão que o Emprego, a Educação, a Produção, o Serviço e até mesmo o dia a dia passaram por mudanças profundas e radicais.

Não importa de qual geração você é – nem mesmo a sua idade. Hoje, até mesmo a morte que é certa – e disso ninguém duvida – brinca com todas as gentes colocando-os na casa dos noventa, noventa perto de cem, cem … A longevidade está aí – e os próximos anos, as mudanças vem quente e fervendo.

Minhas Falas –

Além do tema das Gerações Brasileiras – dividido em duas abordagens, sendo a primeira uma panorâmica e introdutória e a segunda mais prática e esclarecedora, estamos com mais dois temas quentes: o ambiente empresarial e seus desafios, e o que o futuro nos reserva.

Elaborei para isso um portfólio de apresentação, e você pode solicitar a sua cópia no email: contato@faustini.com.br

Meus posts anteriores ajudam a compreender o porque da importância dessas falas. Por isso fique à vontade para comentar e questionar.

 

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