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Terceira Onda do Marketing

Neste vídeo sintetizo as três ondas do Marketing e Consumo – acompanhando a Revolução Industrial desde 1760 com a energia a vapor viabilizando o processo fabril até os dias de hoje com o microchip, a internet, e as redes sociais – a revolução digital.

Fique à vontade para comentar e compartilhar. Os desafios para as equipes de vendas são enormes, porém para se andar 1.000 milhas temos que dar os primeiros passos.

Clique aqui para ir para o vídeo.

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Novas Gerações e Sinais de Loucura

O que temos confundido (e muito), é achar que há algo bastante diferente na nova geração que chega ao mercado de trabalho com uma postura bem distinta da nossa. Já discutimos bem essa questão das diferenças – são irriquietos, impacientes, aspiram grandes desafios, desprezam autoridade, não querem saber de regras ou manuais… Aquela ladainha toda a explicar os mais jovens.

Mas o que de fato a empresa quer? O que de fato a empresa busca? Queremos talento, gente esperta e inteligente, mas que não exagere na criatividade (qualquer coisa diferente já é exagero!), Queremos rapidez e viração, mas que permaneçam no caminho já trilhado. Queremos evolução e inovação, mas desde que não haja testes e experimentos. Queremos o novo, mas proibimos qualquer coisa fora do comum, do usual, do de sempre.

problema 4E ainda insistimos que os erros estão com eles – os mais novos. No meu decálogo de provocações, cutuco: “E se o problema não for eles, e sim nós?” Achamos que por sempre termos feito como sempre fizemos, que a nova geração deve fazer igualzinho. E sem nenhuma autocrítica, sem reconhecer que temos performado abaixo da meta, sem progresso e sem produtividade, queremos que repitam nossas velhas fórmulas, nossos velhos procedimentos, nossos velhos jeitos.

Esperar ou desejar resultado superior ou melhor, sem permitir caminhos alternativos e diferentes é loucura!

Agora a pergunta fechadora: e mesmo que tivéssemos a eficiência duradoura ao longo de anos e anos, você realmente acredita que o mundo vai continuar a ser mesmo de ontem, o mesmo de hoje?

Esperar que o mundo continue a ser o mesmo, e ficar estacionado é loucura!

Desejar que as coisas continuem permanentes, e torcer por isso é loucura!

Achar que o problema está na nova geração é também sinal de loucura!

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O seu modelo de negócio está condenado

E195-E2A edição deste fim de semana do Valor Econômico trouxe alguns exemplos bem definidos de como a inovação e a reinvenção do negócio são palavras de ordem para a sobrevivência, mantras efetivos para se chegar no futuro. O destaque entre os balanços publicados ficou por conta da Embraer. Empresa modelo no cenário nacional, foi fundada em 1969 em pleno governo militar e privatizada em 1994. Orgulho para todos e cada um dos brasileiros. Emprega mais de 20 mil pessoas, sendo que 10% no exterior. Tem em carteira de pedidos de aviões comerciais a bagatela de 459 equipamentos. Receita líquida em 2014 de R$14,9 bilhões e lucro líquido de R$796,1 milhões. O balanço e as demonstrações financeiras foram auditados sem ressalva pela KPMG.

Outra notícia que destaco é o atual perfil operacional da Ericsson. Um gigante da área de telecomunicação, fabricante de diferentes produtos que abrangem desde equipamentos de telefonia empresarial, de comutadores voltados para operadoras de telefonia a toda uma linha de aparelhos – celular e telefonia fixa. Veja este quadro de realizações e inovações da companhia suéca. Fiquei alegremente surpreso ao ler que a empresa está se reinventando para atuar nos segmentos de serviços e software. Antecipando o futuro, realiza projetos que vão desde tv nas nuvens, inteligência de navegação para os automóveis e para os sistemas de ruas das cidades. Ou seja ao invés de participar de luta sangrenta por ocupar o mercado com mais do mesmo, a Ericsson se debruça em caminhos inovadores que atendem desafios ainda não resolvidos que clamam por um mundo mais econômico e melhor.

Numa palestra há cerca de dois anos, Ray Kurzweil já traduzia as implicações que a mudança radical trazida principalmente pelo vetor digital impõe sobre as empresas. “Ninguém pode se acomodar, achando que o seu modelo de negócios vai continuar sem mudança”.

Adapto e aprimoro o que ele diz: Será sinal de loucura o executivo (ou empresário ou líder) que não estiver hoje pensando em como inovar, redesenhando um novo modelo de negócios para seu empreendimento ou organização.

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Administração e Seu Futuro

Na semana passada tive o privilégio de participar de um evento apoiado e promovido pelo movimento denominado 50plus20.

Basicamente o que está sobre a mesa – a agenda promovida – é a reinvenção da Educação de Administração nas escolas e universidades de todo o mundo. Foi um bom começo estar presente no auditório da Fundação Dom Cabral em São Paulo e aprender sobre essa iniciativa que compartilho a seguir.

Primeiro que o nome de batismo vem da junção de mais de 50 anos (50plus) do ensino da Administração como disciplina, praticamente sem nenhuma grande mudança , com  a oportunidade dos 20 anos pós Rio 92. Assim, juntam-se duas agendas: repensar a administração e evoluir na questão do desenvolvimento economico no mundo.

Em resumo, esse esforço colaborativo (uma espécie de movimento que envolve as grandes escolas de Administração), procura atender o desafio de analisar e propor as mudanças para o mundo corporativo e o ensino das disciplinas que integram o preparo dos líderes de hoje e do futuro.

Com um video de 8 minutos, muito se pode assimilar desse esforço. Usando um banco de parque como ícone, e fazendo um trocadilho com benchmark (onde bench=banco) o video resume as intenções do movimento. Assista aqui.

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A Questão Chinesa

Aproveito a boa entrevista feita por Fabio Maisonnave da Folha de S. Paulo com o escritor James Fallows, autor de China Airbone (ainda não traduzido), sobre os desafios estruturais e do sistema social chinês diante da tecnologia, inovação e superação demandada no século XXI. É oportuna no meio desta discussão que estamos travando a respeito das rupturas administrativas na empresa moderna.

Na sua análise abrangente ele identifica alguns pontos que vão demandar maior abertura e liberdade para o povo chinês. E isso vai de encontro ao ambiente de trabalho estar voltado para enaltecer o ser humano e não o contrário. Como se trata de um sistema fechado ou híbrido – depende de como você olha a China, certamente para esse grande país se tornar de fato mais do que um gigante, algumas mudanças precisarão ocorrer. No fundo o autor não tem certeza por onde a China vai caminhar – mas joga luz na questão do tipo de regime que pode ou não fazer a produtividade e a inovação alçar voo.

Veja que excelente analogia com as nossas empresas!

A China é rigidamente controlada e fora de controle; é futurista e atrasada; seu sistema é ao mesmo tempo sólido e incerto. Seus líderes são habilidosos e atrapalhados, flexíveis e teimosos, visionários e estupidamente míopes.

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Um Olhar Atento na Organização

Os muros que separam iguais devem ser derrubados – literalmente!

Ao finalizar com mais um post esta mini série sobre Gary Hamel, compartilho três insights complementares que nos motivam a compreender mais de sua posição e a adentrar em seus escritos.

Creio que o grande ponto – a questão nuclear que se enfatiza e que pode se tornar a grande epifania de empresários, executivos e líderes – reside na chamada por transformação das organizações para se tornarem centradas na pessoa. Essa aparente obviedade contém muito mais verdade que uma mente que digere rápido pode aguentar. É algo muito profundo e com inúmeras implicações. Somos pegos na armadilha do ‘me engana que eu gosto’.

Definitivamente essa verdade é fortemente desprezada, comumente falseada, amplamente desvirtuada. Todo o peso centenário de modelos mentais que levaram a organização a ser burocrática, centrada em processo, mecanicista e cartesiana, fazem do desafio humano uma empreitada mais do que hercúlea – quase impossível, quase utópica. Humanizar a organização moderna estará no topo da prioridade nas agendas de líderes de sucesso.

Eu diria que essa é a missão da vida de Gary Hamel – sua mais importante bandeira.

A sua empresa precisa ser mais humana e totalmente adequada para as pessoas – se quiser sobreviver nos anos à frente.

O segundo ponto que nos chama atenção em seus escritos e discursos é que devemos derrubar os muros do Apartheid criativo e intelectual. O mundo de hoje é feito de ideias – e isso não é privilégio de uns poucos. A inovação, a criatividade, os múltiplos insights podem e devem vir dos colaboradores de todos os níveis. E devemos abrir a empresa para tal.

De novo aqui parece ser simples. Mas não é. Imediatamente respondemos: “Mas já temos caixinha de sugestão” – e outras respostas tolas do tipo. Há um distanciamente monstruoso entre quem tem a palavra, entre quem pode ser ouvido, e até em quem finalmente pode decidir. Aprendemos e aplicamos a hierarquia, a distribuição de funções, a burocracia rígida exatamente para dizer: aqui somos adultos, e lá estão as crianças. Essa divisão que certamente existe na sua Organização está enraizada da planta do pé até os fios dos cabelos. Esses muros devem ser derrubados – e já!

E por final o último argumento que traz uma luz definitiva para o futuro, refere-se ao que Hamel chama de Geração Facebook. Há muito venho escrevendo e palestrando a respeito dos Nativos Digitais – e definitivamente esse é um assunto que toda e qualquer empresa tem se debruçado. As demonstrações de que há um novo ser no ambiente empresarial são sentidas na prática. Sabemos que eles pensam bem diferente das nossas gerações (que hoje estão no comando – gestores e executivos com idade acima de 35 anos). Não é só a pegada digital que traz mudanças – há muito a se entender. Por isso que eu mesmo tenho enfatizado que não se trata de uma questão tecnológica e sim sociológica.

Neste cenário cada vez mais complexo somos chamados a transformar as nossas empresas. Permita- me ser bem franco: se você não está com um frio na barriga, muito provavel você ainda está vivendo no século XX.

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Entrevista com Gary Hamel

Gary Hamel foi entrevistado por Ricardo Lessa

No início deste mês a Globo News apresentou no Conta Corrente Especial uma entrevista muito boa com Gary Hamel. Assista aqui. O paralelo com os temas que estamos nos dedicando ao longo desta semana, é bastante oportuno. Vale a pena – não só pela forma didática que o programa traz no modo de entrevista, mas também pela fala objetiva e direta, enaltecendo o papel dos ‘renegados’.

Ao todo são cerca de 20 minutos de entrevista. Comente ou questione para continuarmos com esse debate tão importante na reconfiguração da gestão moderna.

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