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Diversão. Na Escola e na Empresa

A diversão é um fator motivadore

O diálogo é tremendamente ilustrativo e real. Aconteceu hoje. Na carona do elevador, mãe e filho conversavam. O filho de 9 anos, seletivo em sua agenda diária, sugeria não pegar a Escola em bloco fechado. “Aula disso e disso – posso pular. Assim chegaria na Escola na hora do recreio e em seguida pego a aula de Matemática”. A mãe percebeu a sacada e já saindo na garagem, de imediato perguntou: “O recreio é muito bom então?”. A resposta eu já sabia.

Segui o meu caminho contente da vida – ganhei a ilustração para o posts de hoje.

Por que precisamos ter o nosso ambiente de trabalho sizudo? E por que não é 100% divertido o ato de estudar, aprender, ir para a escola? O que faz uma criança ser seletiva quanto às suas atividades?

Essa questão que só agora começa a ganhar a atenção de educadores e pais – também se dirige ao ambiente de trabalho. Até porque não são excludentes entre si: disciplina, produtividade, realização e diversão. Comecemos com essas 4 qualidades. Você consegue na prática, coloca-las em alinhamento?

Só para fazermos um ligeiro ensaio. A disciplina da pontualidade e do respeito ao trabalho alheio não impede de estarmos aproveitando o nosso momento – gostando do que se faz e se sentindo alegre e leve. A produtividade – na maioria das vezes acontece quando não se está tenso, nem travado, nem robótico.

A diversão tem a ver com o gostinho de vitória, de conquista, de se sentir bem… Opa! Essas coisas fazem bem para a Empresa também!

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Evento Vivo Educação

Encerramento do Painel no 2o Seminário Vivo Educação e Rede

Participantes do painel final sobre aprendizado, Jay Cross, Luis Algarra, Paul Pangaro e seu blogueiro preferido.

A grande pergunta que ficou no ar e que tentamos focar ao longo de uma hora e meia: “Qual o papel do professor diante de tantas transformações?” O que está em jogo é que o processo da Educação passou do ensino para o aprendizado, e aí temos a demanda por uma nova função para os professores. Um desafio para todos que atuam direta ou indiretamente na Educação. Inclusive para os pais. E por que não: para os alunos, também?

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Segunda Edição do Seminário Vivo e Educação

Ivan Illich - austríaco, filósofo e pensador (1926-2002)

Uma excelente oportunidade para sermos desafiados, estimulados, provocados e agitados em nosso cotidiano. Principalmente se lidamos com Educação Corporativa (quem não está nessa hoje em dia?) ou se queremos saber para onde deve ir o mundo da Escola num sentido bem amplo.

Vai acontecer na próxima semana o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação – uma iniciativa do Instituto Vivo sob a batuta de meu amigo Luis Fernando Guggenberger. Inspirado no grande crítico da Escola institucionalizada Ivan Illich falecido há oito anos, e autor de La Sociedad Desescolarizada. Na charge feita que ilustra o post Illich é retratado como alguém que se recusa a ser influenciado pelo status quo. Me identifico com ele, pois minha missão de vida tem sido a de provocar e inovar – abandonando os pressupostos entregues e impostos pela sociedade.

Será entre os dias 14 a 16 de setembro, o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação e acontecerá simultaneamente em São Paulo e em 13 localidades distribuídas em todo o Brasil, com o propósito de buscar formas alternativas de viabilizar a aprendizagem em rede no País, usando a tecnologia como ferramenta principal. Participarão do seminário – presencialmente ou virtualmente – professores, alunos, pedagogos, pais e pessoas com interesse comum de propagar uma educação mais eficaz para a atual sociedade.

Um dos principais assuntos em discussão, a teoria do conectivismo como metodologia de aprendizagem na sociedade em rede, bem como a escolha dos palestrantes – como George Siemens, Stephen Downes, Carolina Rossini, Diego Leal – foi proposto e aceito pelos mais de 2,5 mil usuários da Rede Vivo Educação, na plataforma Ning – acesse aqui. O mesmo aconteceu na construção dos painéis sobre Comunidades de Aprendizagem, com as participações da indiana Sanghamitra Iyengar, o sul-africano Wiseman Jack, Reinaldo Pamponet, Jay Cross e Paul Pangaro.

Os participantes da comunidade também tiveram total liberdade para criar arenas de discussão sobre temas que julgam relevantes e necessários em cada região. A pluralidade geográfica desses grupos é tão grande que haverá arenas conectadas em Ilha Solteira (SP), Niterói (RJ), Belterra (PA), Uberaba (MG), Senhor do Bonfim (BA), Campina Grande (PB) e, até em Nova York (EUA), dentre outras localidades.

Cada arena elege sua própria programação, de acordo com a grade geral do seminário, e é convidada a apresentar os projetos elaborados coletivamente aos demais grupos participantes do encontro, de modo que possam ser implementados em conjunto. O evento será transmitido ao vivo e contará com mecanismos de interação via web.

A mobilização da arena Ilha Solteira, por exemplo, gerou um fórum de discussão de Educação em Matemática em Rede, incentivando o compartilhamento de experiências em sala de aula, de uso de tecnologia, jogos, e outras metodologias. Já em Belterra, o grupo optou por discutir a construção e resultados dos Arranjos Educativos Locais que já existem no município. A arena Uberaba propôs a discussão da aprendizagem em rede entre escolas e sociedade.

Jay Cross estará conosco em São Paulo

Me entusiasma também a presença de Jay Cross, a quem tenho utilizado como referência. Estarei com ele na sua apresentação juntamente com o Paul Pangaro. Vou compartilhar também de maneira semi-caótica, como as coisas e os acontecimentos se desenrolam na semana – por aqui e via twitter.

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Quando o perto e o longe se encontram

Educação tem a ver com as crianças

Há motivos de sobra para permanecermos pessimistas quanto à velocidade das mudanças na Educação. Mas gostaria de mudar o tom, compartilhando algumas coisas que me chamaram à atenção neste fim de semana. Primeiro que, na edição de domingo da Folha, no caderno Cotidiano temos dois fatos sendo noticiados que apesar do aparente conflito, são na verdade ventos de transformação. Numa parte há que as Emissoras de TV estarão fortalecendo seus programas infantis com conteúdos voltados para a educação e atrelando à disciplinas como Matemática e Português. Isso parece e é notícia boa. Mas a velocidade é que me preocupa. Isso porque estudos mostram que a televisão está perdendo força diante da internet.

Em uma recente pesquisa realizada pelo Instituto N’Genera, foi perguntado a jovens: “Se tivesse que escolher entre a Televisão e a Internet, qual seria sua opção?” Pois bem, a grande maioria respondeu Internet. E isso se repete nos dez países onde a pesquisa foi submetida. Para o Brasil – o índice é de 71%. A fonte é o livro Grown up Digital – How the Net Generation is Changing your World de Don Tapscott.

Em seguida – no mesmo caderno Cotidiano, Gilberto Dimenstein compartilha a força da internet com crianças de seis anos de idade realizando programas de rádio. A chamada era: Os Incríveis locutores da “Jacaré FM”.  Tratava desta experiência aqui. Os alunos fazem programas de rádio, e acabam exercendo influência positiva em seus colegas! Para ilustrar – e argumentar a respeito desse novo caminho – Dimenstein traz o caso de uma comunidade do Orkut, criada por uma menina de 14 anos que promove entre os jovens o prazer de escrever romances e textos. Ela atua como uma espécie de editora. O nome mais técnico para isso é ‘par a par’ ou ‘entre pares’ – extraido de ‘peer to peer’. Hoje, o sentido de rede, nos torna cada vez mais iguais e ao mesmo tempo, permite que os ainda mais iguais (faixa etária por exemplo) estejam mais próximos e submetidos à uma saudável interação.

Mas o meu domingo ainda estava para terminar com boas notícias. A discussão-conversa-interação que acompanho costumeiramente no twitter, e de iniciativa de João Mattar recebe o hashtag #eadsunday. Leia como tudo começou, aqui. O que é um hashtag? Para facilitar e padronizar as buscas de um tema, cria-se uma espécie de gaveta que permite a leitura do que foi escrito e postado debaixo dessa categoria específica. Assim facilita a vida para acompanhar de maneira focada – sem dispersão – o #eadsunday.  É uma discussão em português – apesar do apelido ter o inglês para identificar sua categoria. O ‘sunday’ é porque a conversa via twitter acontece todos os domingos.

O que é mais interessante é que se trata de um piloto de aprendizagem – pois todos estamos trocando figurinhas debaixo do tema – fasendo-o à distância. É aí que o perto e o longe se encontram. São portugueses e brasileiros utilizando o microblog. E logo teremos angolanos e moçambicanos – por que não? Mais uma demonstração de que os tempos que vivemos são extraordinariamente promissores. Basta mergulharmos nele!

E é por isso que continuo otimista!

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