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A volatilidade do Conhecimento

Fritz Machlup (1902-1983)

Um dos mais fortes argumentos exigindo uma radical transformação na Administração e na prática corporativa, reside na volatilidade do Conhecimento – assim mesmo com maiúscula. Sabemos que todo o conhecimento construido até a virada do Milênio, já foi superado nesta década algumas vezes. Esse crescimento exponencial trouxe a presente instabilidade nos formatos fechados – rompendo com a confiabilidade dedicada ao engessamento classificatório das diferentes disciplinas e seu consequente armazenamento.

Se portanto no passado, o Conhecimento podia ser contido era tão somente pelo seu mais importante atributo: a estabilidade.  Hoje isso não é mais verdade, pois apresenta características de meia-vida. Esse termo é atribuido a Fritz Machlup, e refere-se ao tempo necessário para metade de um conhecimento em alguma área específica ser superado ou se tornar falso. Essa identificação da obsolescência é cada vez mais frequente, tornando esses períodos cada vez menores. Estudiosos tem identificado esse fenômeno como encolhimento da meia-vida. Com isso cria-se uma demanda por re-adequação e a construção de novos saberes, que não dependa de métodos herméticos e nem dependa dos sistemas consagrados do passado.

Por conta disso tudo, temos uma substituição cada vez mais forte do Conhecimento e de seus formatos e ferramentas. Esse movimento afeta o jeito de se criar, distribuir e disseminar informação, assim como a maneira de se ensinar e aprender. Abandonar os métodos antigos é parte da solução. No fundo devemos abandonar efetivamente qualquer método. E criar um novo paradigma do Saber.

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De Domadores para Domados

A Era Industrial transformou os trabalhadores em um rebanho obediente.

Na passagem da Era Agrária para a Era Industrial, os trabalhadores vinham do campo trazendo o expertise de atuação autônoma e individual. Acostumados a cuidar de suas tarefas com responsabilidade e liberdade, aravam o campo, plantavam e domavam os animais com base no aprendizado familiar e o uso do bom senso. Muita coisa era aprendida na base de tentativa e erro. O agricultor em suma era dono de seu próprio nariz.

Vindos desse contexto, ao adentrar as fábricas tinham que se adaptar à nova realidade. O uso da hierarquia (vista somente nos regimentos militares), agora era essencial para ordenar o trabalho. Comando e controle, obediência irrestrita, trabalho repetitivo, esmero na tarefa específica – tudo isso eram componentes da fábrica. Há mais de cem anos, Fayol e Taylor deram forma ao ‘como’ realizar essa transição inventando assim a Administração Moderna. De domadores os homens passaram a ser domados!

O próprio Henry Ford reclamava: “por que quando peço um par de mãos, o cérebro vem junto?”

Ainda hoje, já na plenitude da Era da Economia Criativa (permeando Indústria, Comércio e Serviço) mantemos esses mesmos princípios para o ambiente de trabalho. Persistimos em transformar nossos colaboradores em ovelhas obedientes, tirando-lhes dignidade e sentido. Continuamos a exaurir de suas vidas suas almas, dando-lhes uma condição menor do que lhes é direito.E certamente isso não vai nos levar a um bom lugar!

Está na hora de uma nova Administração substituir o que foi elaborado para uma época que não mais existe! Precisamos reinventar a Administração, a Gestão e a Organização Empresarial.

E obviamente  aos trabalhadores que foram domados, precisamos devolver-lhes a condição humana, e restabelecer a dignidade no ambiente de trabalho.

E isso precisa ser feito em prol das pessoas que trabalham conosco, e – por que não? – para o futuro da nossa empresa!

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junho 5, 2012 · 11:20 am

Carreira e Mudanças

Quatro áreas com forças distintas a operar a transformação

Compartilho a seguir o que apresentamos e debatemos no Open Coffee de maio, e aproveito para elaborar um pouco na questão das mudanças que vão alcançar também a carreira. Sim – é isso mesmo. Ou você acha que mudaria tudo e a carreira profissional ficaria intacta? Claro que não.

Para melhor entender e aprofundar a análise, batizei cada quadrante, como segue (veja se está apropriado o nome e a caracterização e comente):

Quadrante 1 – Dilbertianismo (Eliminar/Substituir)

Debaixo dessa categoria  identifiquei pelo menos três grandes tópicos que serão substituidos ou eliminados totalmente do ambiente de trabalho e do processo produtivo. São eles: a) O Princípio do cubículo (hierarquia, comando e controle e obediência cega); b) CLT (contrato de trabalho mais flexível, não ortodoxo, com cláusulas em equilíbrio); c) Campanhas de incentivo e esforços motivacionais.

Quadrante 2 – Poder Efetivo (Criar/Desenvolver)

Nesta categoria temos uma noção abrangente e geral voltada para o Empreendedorismo Comunitário, em contrapartida ao jeito antigo de caixinhas de organograma e descrição de função. Uma economia dependente cada vez mais da Inovação Criativa via demandar uma dose de iniciativa e autonomia.

Quadrante 3 – Dependência Mútua (Minimizar)

Agora em novas base, a relação Empresa + Individuo, minimiza os significados e desdobramentos de: empregado, dispensa, headcount, processo seletivo tradicional, uso de currículos, e a remuneração fixa, entre outros. Passa a ter peso o empreendedorismo, a remuneração variável, a conexão por recomendação e indicação, o peso de reputação pessoal, entre outros.

Quadrante 4 – Paixão (Maximizar)

Nesta categoria temos um novo tipo de trabalhador que se conecta com a Empresa e com o serviço por causa e em função da paixão. Nada de imposição, cumprir tabela, cinismos ou aparências mantidas. Ou é ou não é – nada de meio termos. Cada vez mais será reconhecido que realmente o que vale é a solução endógena – ou seja o que está no interior da pessoa.

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Sua carreira vai mudar!

Mudanças (próxima saída)

Hoje teremos um evento no Open Coffee que acima de tudo pretende provocar reflexão a respeito do ambiente de trabalho, das funções profissionais, do tipo de relacionamento que vai orientar a vida do empregado-colaborador, e a importância de uma postura inovadora para o individuo.

Isso quer dizer que definitivamente a sua carreira vai mudar!

Senhoras e Senhores, apertem os cintos. Se preparem para a montanha russa no mercado de trabalho.

A evolução e a transformação que toma conta das Empresas, afetará as carreiras em dois eixos chaves, resultando num quadrante: 1) O que será eliminado; 2) O que será substituido; 3) O que será incrementado; e 4) O que será criado de novo. Amanhã volto compartilhando mais acerca desta discussão.

Vamos iniciar a discussão com um gancho interessante para o Mercado Imobiliário – mas os princípios poderão ser aplicados de maneira abrangente.

 

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Mudança de Direção

Cada vez mais estaremos diante de muitas escolhas profissionais.

É provavel que uma das grandes questões profissionais da década estará ligada a mudanças radicais de direção. O velho ditado  “quem fica parado é poste” será (e é) mais do que recomendado para aqueles que imaginam que carreira é igual a estabilidade. E se refinarmos a pergunta – melhor do que: “Poderei mudar de direção?” o certo será “Como estar pronto para mudar de direção?”

E ouso dizer que deveremos nos preparar para mais do que uma situação de escolha e decisão. Creio que encontraremos no futuro próximo uma demanda cada vez mais constante por reinvenção na jornada profissional.

É sobre isso que estarei focando amanhã no evento Open Coffee que já divulguei aqui. Vamos esmiuçar se existe idade certa para mudar, se os desafios são compatíveis com perfil, preparo e principalmente disposição. O mercado imobiliário, dadas as circunstâncias de empreendedorismo que exige, é um bom – se não excelente – começo!

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Perspectivas de Carreira no Mercado Imobiliário

Com o título tema: ABRINDO O JOGO SOBRE A CARREIRA NO MERCADO IMOBILIÁRIO – Experiência, Perfis, Oportunidades e Compromisso, faremos mais um Open Coffee nesta 5a feira – dia 31. Trata-se de uma iniciativa da S!M Negócios Imobiliários que promove o evento em seu mais novo Escritório (em soft opening).

Os pontos abordados serão:

  • Para onde vai o Mercado Imobiliário
  • Oportunides Profissionais
  • Quais as chances de uma carreira, iniciando-se agora?
  • Qual o limite de idade para uma mudança de carreira?
  • O que é necessário para ser um Corretor – e como obter sucesso.

Este Open Coffee segue a tradição dos anteriores: é aberto e gratuito – basta confirmar a presença por email ou telefone (vide abaixo). As vagas realmente são limitadas.

Veja o resumo das informações:

DATA: 31/05/2012

Horário: 19 horas

Endereço: Escritório Conceitual da SIM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS – Av Francisco Matarazzo, 2100 (após a entrada da Casa das Caldeiras – em frente ao portão do Palmeiras e faixa de travessia de pedestres).

Estacionamento no local (vagas limitadas).

RSVP – 3874-3874 (Horário Comercial) ou por email: recepcao@simimoveis.com.br

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Inclusão Digital

O maior desafio apresentado à Sociedade nos dias de hoje, seja provavelmente a questão da inclusão digital. Digo isso após ter participado do programa Vejam Só da RIT ontem à noite, sob o comando de Éber Coccareli.

Ao me convidarem, anteciparam que o tema seria em volta da questão: “Não uso Orkut, Twitter nem Facebook – sou normal?”

A resposta óbvia – dependendo de sua idade – seria: “em que mundo você vive?” Mas gostaria de pontuar algumas coisas adicionais relacionadas ao equilibrio da inclusão digital.

Ponto 1 – Quem não estiver incluso não terá ‘vida social’ – no sentido amplo e abrangente. Compromissos, eventos, comunicados, mensagens e recados transitarão quase que exclusivamente através dessas redes. Elas serão a nova praça das pessoas.

Ponto 2 – Quem não estiver incluso não conseguirá educar, cuidar e até se comunicar com seus filhos. Pais de filhos nativos digitais se cuidem! Sem o mínimo de envolvimento nos mesmos ambientes que os mais novos transitam e vivem … os pais perderão o contato e com isso boa parte da comunicação, da supervisão e participação de e em suas vidas.

Ponto 3 – Quem não estiver incluso não conseguirá ajudar familiares, amigos e outros no desafio de suas jornadas pessoais. Esse comodismo de não se adaptar ao mundo moderno fará do indivíduo um hermitão sem poder de influência no mundo que o cerca.

Ponto 4 – Nem todo mundo que está incluso mantém equilibrio no uso das ferramentas sociais e no tempo de dedicação a elas.

Ponto 5 – Aos mais jovens, há perigos claros – quer nos jogos, quer nos relacionamentos, quer nas influências que encontram na internet. E deixá-los totalmente livres ou totalmente bloqueados não é solução.

Ponto 6 – Todo o profissional que se preza tem que ter seu perfil submetido a uma rede social (do tipo LinkedIn). Por causa das demandas empresariais, há uma forte migração no uso desse ambiente pelo RH: novas oportunidades, busca de profissionais, recolocação, confirmação de reputação, verificação de experiência … Enfim será o cantinho da praça(que se ajunta virtualmente) para resolver as questões de empregabilidade e recrutamento.

Ponto 7 – Impossível crescer e se desenvolver como pessoa com hábitos atrelados ao passado. Mantendo dependência exclusiva nos meios analógicos de compilação de conteúdo e conhecimento (livros físicos, material audio visual ‘empacotado’, audição-assistência de aulas e palestras presenciais …) o individuo não estará atualizado e pronto para o mundo. A partir de agora há um fator novo – denominado de Entorno Pessoal de Aprendizado – que se caracteriza por todo o ambiente digital que (gratuitamente) se disponibiliza para o indivíduo se instruir.

Ponto 8 – Essa discussão vai se encerrar num futuro bem próximo. Discutir sobre isso será em pouco tempo, conversa de loucos. Não se questionará sobre as diferenças ou mesmo a existência de outra possibilidade com o mundo digital. Será tudo uma coisa só – a vida será 100% permeada e intricada nas diferentes camadas. Será impossível separar o que é digital do não digital.

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