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Uma Paródia

Para que não permaneça dúvidas, o vídeo realmente é uma paródia – com as legendas adaptadas para tratar do tema do momento: A Mania por Geração Y.

Fica mais uma contribuição para lançar luz e desafio, com o intuito claro de se discutir o que são as Gerações Brasileiras, em contraponto à uma panacéia generalizada.

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Como desatar um falso nó (3)

Placa bilingue onde STOP significa PARE, e PARE significa STOP - capisce?

Pode parar! Sim, você que está publicando artigo sobre a Geração Y, ditando regras de como é e como não é o jovem de hoje, brasileiro … Pode parar!

Sim, você que está vendendo serviços, palestras e aceitando convites para falar de Geração Y – pode parar! Nós não temos Geração Y. Por favor acorde!

Isso mesmo. Você que arvora uma posição de especialista em Geração Y – aqui no Brasil … Pode parar! Por favor, para o seu próprio bem. Nós não temos Geração Y no Brasil – de maneira alguma. No Brasil não neva (é neve de verdade, com 2 metros por dias e dias a fio). No Brasil não se joga football, beiseball … se joga soccer, volley, basket e mesmo assim, não chegamos perto da NBA. No Brasil não se tem influências que se tem no Norte, e no Norte não se tem as influências que se tem aqui. O Brasil é uma coisa, e os The United States of America é outra coisa. Por isso, ladies and gentlemen: one thing is one thing, another thing is another thing. Capisce?

Pode parar! Imediatamente, please. Eles tem Generation Y (lê-se ‘uai’ – igualzinho a mineiro). Aqui nós … well, não temos Geração Y.

Sorry! Pode parar. Chega de fazer confusão na cabeça do brasileiro. Nada de Geração Babyboomer, Geração X, Geração Y, Geração YY, Geração Pós Y, Geração #*@+wz&$*k7@# … enfim – Brasil é Brasil, gente. Pode parar.

A melhor maneira de se falar a verdade é parando de mentir! Pode parar, então!

Duas meias verdades não fazem uma verdade inteira. Duas meias verdades são o que são – a menos é claro que você pertença à classe política. Daí o problema estará ainda mais embaixo.

Por isso, vamos combinar: pode parar.

Que tal começarmos do zero, verde-amarelo, respeitando nosso povo, nossa cultura, nossas características, nossos jeitos e maneiras, nossas realidades, nossas verdades, nossas coisas … Está certo assim gente? Vamos desatar o falso nó da Geração Y no Brasil. Vou repetir: não existe Geração Y. Chega de criarmos confusão na cabeça de ouvintes e leitores. Vamos fazer a lição de casa – nosso home work. Sejamos dignos como brasileiros e descubramos nossas próprias gerações.

Pode parar! Já!

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Como desatar um falso nó (1)

A ilusão quando instalada em nossas mentes nos aprisiona.

Essa historinha de geração Y não se sustenta mais!

É , senhoras e senhores, algo não cheira bem no reino dos RHs. Os especialistas em carimbar os jovens com letras, e ditar regras de procedimento conseguiram dar um belo nó.  E as coisas não se encaixam e não tem emenda.

Senão vejamos. Eis aqui uma sequencia de perguntas que não querem calar:

1. Qual a razão de se estabelecer Y para um grupo geracional brasileiro? Esta é a terminologia mais adequada?

2. Como grupo – qual o período de nascimento dessa tribo?

3.  Qual a razão de se definir os outros grupos como Geração X e Babyboomers? De que maneira isso se aplica ao Brasil? A que períodos eles se referem?

4. É possível traduzir uma doutrina norte-americana, focada em grupos sociais que explicam a sociedade americana, diretamente para o contexto brasileiro?

Imagino que você também tenha suas próprias indagações. Confesso que poderia continuar – mas não quero ser chato. É óbvio que algo cheira mal.

Agora a mais crítica de todas as perguntas é:

Por que não desenvolvemos um estudo genuinamente brasileiro a respeito das gerações?

Pois bem – convido o prezado leitor a criar uma discussão sobre as Gerações Brasileiras – iniciando aqui com seus comentários e pitacos – e por que não – seus questionamentos.

Temos que desatar esse nó. E a tarefa não é fácil. Me faz lembrar a técnica de amarrar elefantes no circo. Para amansar elefantes e eliminar qualquer esforço de fuga, desde pequeno o elefante é fortemente amarrado na pata – uma pata basta. Ele vai se condicionar à inutilidade de qualquer tentativa de se livrar de suas amarras. Daí para a frente o pessoal de circo simplesmente amarra a corda na pata do elefante e prende-a simbolicamente no chão. Se o bicho quisesse – facilmente se libertaria. Uma força mínima já seria o suficiente para se livrar. Mas condicionado que está ao mundo de uma pata amarrada, ele fica preso a esse paradigma.

Essa falácia de geração X, Y e Z é uma corda frágil sem base alguma. E ainda bem que não somos elefantes!

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A Web como Laboratório

Esse tema me persegue.  Creio que persegue a todos. Mas quando se trata das transformações sociais, a coisa fica ainda mais evidente.

Tenho mais um caso a ilustrar a forte argumentação de que mesmo os imigrantes digitais são obrigados a acompanhar a onda de mudanças que varre o mundo. Acostumado a atuar com os sites para busca de profissionais, não imaginei que conseguiria muito sucesso para o caso familiar de um ‘cuidador de idoso’. A grande maioria dos candidatos com experiencia e foco nessa função ja estão com mais de 40 anos. Não tem nenhuma familiaridade com a internet. Aqueles que tem, ainda é superficial.

Acontece que as pessoas mais novas que vivem e convivem com os imigrantes digitais fazem o serviço bem feito. No  ‘experimento’  familiar de busca por um cuidador, a plataforma de currículo mandou bem. Dentro do perfil e com as demandas definidas pelo filtro. Um caso específico, descubro que foi a filha que subiu o currículo, sem a mãe saber – apesar de precisar dessa ajuda. A filha argumentou que era melhor esperar os resultados, a antecipar expectativas.

A Web serve como laboratório e a partir dela as transformações acontecem. Com mais velocidade e mais intensidade. Parte disso vamos discutir no Open Coffee de hoje!

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Open Coffee – A Iniciativa

Ao longo do ano passado, realizamos 11 encontros presenciais, denominados de Open Coffee. Aberto aos amigos e conhecidos, focamos nos contatos de nossas redes sociais em primeiro (e segundo) grau.

Acabei conhecendo pessoalmente muita gente no OC. Já conhecia alguns pelas conversas e discussões online, mas o face a face contribui para dar mais profundidade aos relacionamentos, sem dúvida. O movimento ganhou força para 2011.

Haverá os saudosistas lembrando os sofás do Starbucks, mas o upgrade é simplesmente fantástico (parceria fechada com o Vista Paulista). A acomodação é melhor: exclusiva, instalações pertinentes, e possibilidade de uso intensivo dos recursos tecnológicos. Vamos usar o projetor para apresentar nossas ideias, compartilhando novidades e descobertas. Os contatos presenciais e o compartilhar sempre foram pontos altos de nosso encontro, e isso continua. A iniciativa se firma. O movimento se consolida!

Tempo para compartilhar

Vamos introduzir um princípio multiplicador – para ampliar o movimento e alcançar os graus seguintes de nossas redes. O seu ingresso é você trazer um novo participante.

Vamos formatar, de maneira levemente estruturada (sem engessar a informalidade) um tempo para Ideias&Pessoas. Serão temas para apresentação – menos de 1 minuto para cada item escolhido. Ao final, vamos juntar as trocas ‘wikis’ e colocar em novo blog os frutos do evento.

Marque a data e o local, e venha se juntar a nós. Nesta terça dia 08/02, a partir das 18:30 horas no Vista Paulista, bem ao lado da estação Paraíso do Metrô – saída da rua Vergueiro.

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Inovação por evolução ou revolução

"Esta revolução é para fins de divulgação"

Ontem tivemos mais um Open Coffee – um ajuntamento informal e cordial de gente que está a 1 e 2 graus de separação. Sabe aquela manifestação do ‘mas que mundo pequeno este’?

Dentre as várias boas conversas, surgiram algumas provocações – e uma delas é bem propícia para o post de hoje: De que maneira se dá a Inovação – por evolução ou revolução?

Podemos dizer que a evolução está dentro da revolução. Pelo menos as do tipo boas revoluções. Nessa perspectiva então – revolução como algo positivo, a evolução é algo menor – às vezes sistemático, gradual – mas que gera progresso. É lenta, e alcança em algum ponto a inovação. A revolução por sua vez pode ser o desencadeamento de pequenas evoluções conectadas ou coordenadas no tempo, que por sua química ou mistura, se torna radicalmente transformadora. E com a mudança a Inovação.

Creio também que devemos perseguir a ambas – as melhorias e os progressos paulatinos, assim como o conjunto de ações que planejadas de antemão e bem coordenadas permitirão o salto desejado da inovação.

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Quando o perto e o longe se encontram

Educação tem a ver com as crianças

Há motivos de sobra para permanecermos pessimistas quanto à velocidade das mudanças na Educação. Mas gostaria de mudar o tom, compartilhando algumas coisas que me chamaram à atenção neste fim de semana. Primeiro que, na edição de domingo da Folha, no caderno Cotidiano temos dois fatos sendo noticiados que apesar do aparente conflito, são na verdade ventos de transformação. Numa parte há que as Emissoras de TV estarão fortalecendo seus programas infantis com conteúdos voltados para a educação e atrelando à disciplinas como Matemática e Português. Isso parece e é notícia boa. Mas a velocidade é que me preocupa. Isso porque estudos mostram que a televisão está perdendo força diante da internet.

Em uma recente pesquisa realizada pelo Instituto N’Genera, foi perguntado a jovens: “Se tivesse que escolher entre a Televisão e a Internet, qual seria sua opção?” Pois bem, a grande maioria respondeu Internet. E isso se repete nos dez países onde a pesquisa foi submetida. Para o Brasil – o índice é de 71%. A fonte é o livro Grown up Digital – How the Net Generation is Changing your World de Don Tapscott.

Em seguida – no mesmo caderno Cotidiano, Gilberto Dimenstein compartilha a força da internet com crianças de seis anos de idade realizando programas de rádio. A chamada era: Os Incríveis locutores da “Jacaré FM”.  Tratava desta experiência aqui. Os alunos fazem programas de rádio, e acabam exercendo influência positiva em seus colegas! Para ilustrar – e argumentar a respeito desse novo caminho – Dimenstein traz o caso de uma comunidade do Orkut, criada por uma menina de 14 anos que promove entre os jovens o prazer de escrever romances e textos. Ela atua como uma espécie de editora. O nome mais técnico para isso é ‘par a par’ ou ‘entre pares’ – extraido de ‘peer to peer’. Hoje, o sentido de rede, nos torna cada vez mais iguais e ao mesmo tempo, permite que os ainda mais iguais (faixa etária por exemplo) estejam mais próximos e submetidos à uma saudável interação.

Mas o meu domingo ainda estava para terminar com boas notícias. A discussão-conversa-interação que acompanho costumeiramente no twitter, e de iniciativa de João Mattar recebe o hashtag #eadsunday. Leia como tudo começou, aqui. O que é um hashtag? Para facilitar e padronizar as buscas de um tema, cria-se uma espécie de gaveta que permite a leitura do que foi escrito e postado debaixo dessa categoria específica. Assim facilita a vida para acompanhar de maneira focada – sem dispersão – o #eadsunday.  É uma discussão em português – apesar do apelido ter o inglês para identificar sua categoria. O ‘sunday’ é porque a conversa via twitter acontece todos os domingos.

O que é mais interessante é que se trata de um piloto de aprendizagem – pois todos estamos trocando figurinhas debaixo do tema – fasendo-o à distância. É aí que o perto e o longe se encontram. São portugueses e brasileiros utilizando o microblog. E logo teremos angolanos e moçambicanos – por que não? Mais uma demonstração de que os tempos que vivemos são extraordinariamente promissores. Basta mergulharmos nele!

E é por isso que continuo otimista!

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