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Chega de mesmice nos negócios

Assim que li me entusiasmei em traduzir este artigo NO MORE BUSINESS AS USUAL de Jay Cross

“Faz parte do negócio” – Vito Corleone (O Poderoso Chefão)*

Em Stoos na Suiça 21 pensadores empresariais discutiram o futuro

O mundo dos negócios está mudando e o aprendizado deve acompanhar as mudanças.

Rígidas, as empresas da era industrial não conseguem manter o ritmo das mudanças. A primavera dos clientes, a primavera dos acionistas e a primavera dos trabalhadores podem acontecer a qualquer momento. Todo mundo está irado até o último fio de cabelo. Ninguém agüenta mais.

Quão ruim pode chegar? A vida útil das empresas nunca foi tão curta. A maioria dos empregados esta frustrada, infeliz e descompromissada. Nunca antes investidores e acionistas receberam dividendos tão baixos. A clientela não agüenta mais serviços tão medíocres. Nestas últimas quatro décadas o retorno sobre o patrimônio tem declinado anualmente. A única tribo a ganhar dinheiro é a dos CEOs. E é praticamente unanime que essa remuneração é obscena e imprópria. Não dá para continuar assim.

E agora?

Muitos tem sugerido que os negócios operem de maneira diferente.

Social Business, Enterprise 2.0, Radical Management, the Connected Company, Living Networks, Management 3.0, e Working Smarter sugerem técnicas do tipo: colocar o cliente no comando, semear a Inteligência coletiva, equipes auto organizáveis, tempos velozes nos ciclos, colaboração, transparência, abertura (openness), agilidade, confiança mútua, resposta a feedback, organização debaixo para cima (bottom-up), aprendizado entre pares, cultura web 2.0 e otimização de redes. Até hoje a maioria das pessoas que atua elaborando esses temas, agia de maneira independente.

A Reunião em Stoos

Na semana passada, um grupo de 21 pensadores se reuniu no topo de uma montanha Suíça para, em colaboração buscar formas para desatar esse nó. Nosso site conta a história.

A visão que evoluiu é que as organizações de sucesso do futuro se tornarão redes de aprendizado com seus indivíduos criando valor. Eles serão os mordomos dos viventes. Esta foi uma grande ruptura com o passado – e uma oportunidade para que profissionais de L&D (Aprendizado & Desenvolvimento) se tornem contribuintes vitais em suas organizações.

O aprendizado não será mais opcional

A melhoria continua e o encantamento de clientes vão requer uma cultura permeada pelo aprendizado. Não se trata de salas de treinamento e workshops. Criar uma nova ordem no mundo dos negócios exigirá ecologias do aprendizado – o que temos chamado de ‘Workscapes’ – que torne simples e agradável para que as pessoas aprendam o que precisam para executar seus trabalhos. As empresas que fracassarem no aprendizado vão definhar e morrer.

À medida que os negócios se tornam cada vez mais sociais, os profissionais de L&D estão diante de uma tremenda escolha. Eles podem se manter como Chief Training Officers (executivos do treinamento) e instrutores que preparam novatos com rapidez, entregam eventos solicitados pela cartilha, e dirigem academias empresariais. Essa turma com o tempo, perderá cada vez mais o passo da dança.

Ou eles podem se tornar líderes empresariais que moldam culturas de aprendizado, redes sociais, práticas colaborativas, fluxos de informação, gerenciamento federado de conteúdo, apoio de performance Just-in-time, mecanismos de feedback de clientes, e estruturas de melhoria contínua.

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*Nota – ao que consta essa fala é de Tom Hagen à Sonny explicando o motivo por terem atentado contra Dom Vito Corleone

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Don Tapscott nas Amarelas

Don Tapscott é figura presente em diferentes eventos no Brasil

Don Tapscott é um dos mais influentes escritores e pesquisadores da atualidade. Tem trabalhado de maneira consistente a questão do impacto da internet na sociedade. E tem sido uma voz a levantar a bandeira da colaboração. Seu mais recente livro é Macrowikinomics: Rebooting Business and the World em co-autoria com Anthony D. Williams. Segue um passo além do já célebre Wikinomics (disponível em Português) de sub-título Como a Colaboração em Massa pode mudar seu Negócio. Ainda não li aquele último, mas acompanhei a finalização e participei de algumas discussões com o autor. Sim ele mantém uma comunidade espalhada pelo mundo que dá palpites e sugestões em seus projetos.

Costumo dizer em palestras e aulas que as manchetes de jornal bem poderiam ser meus slides. A cada semana tenho o que preciso para tornar a minha fala mais fresca e atual. Ao ver Tapscott nas páginas amarelas da Veja desta semana, me fez lembrar aquela explicação dos tipos de pessoas (e empresas): As que fazem acontecer; as que esperam acontecer; e aquelas que não sabem o que aconteceu. Ao acompanharmos parte do que Tapscott tem a nos dizer, garantimos não ficar na terceira categoria. E assim ele explica bem toda essa revolução e transformação que passa o mundo e a vida.

Já seu livro A Hora da Geração Digital foi para mim uma das principais inspirações para o trabalho das Gerações que tenho desenvolvido nestes últimos anos. O meu exemplar (em Inglês) está todo anotado e cheio de ‘post-its’  marcando páginas e referências. Isso é o prenúncio de que ainda temos muito a fazer e estudar.

E vamos em frente! Só um último conselho: não espere a grande imprensa lhe dar as dicas … normalmente ela está uns três anos em atraso.

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Aprofundando o entendimento

Professor Aart esteve no Brasil realizando pesquisas adicionais

O tema das gerações – qualificando as diferenças e definindo diferentes nuances entre grupos etários – é tarefa de folego. Exige estudo, pesquisa, referências e não raramente o envolvimento colaborativo. E não amadurece da noite para o dia. Consome tempo, pois é processo que demanda dedicação.

Recentemente estive num evento promovido pelo Grupo Foco, onde sua presidente Eline Kullock apresentou um panorama equilibrado e bem fundamentado sobre a Geração Y. Aqui no Brasil, Eline é uma das poucas vozes confiáveis quando se trata de explicar a que vieram esses jovens que agora entram no mercado de trabalho. Na própria Web – via blogs e no twitter – acompanho suas postagens. São consistentes e relevantes.

Não foi a toa que em pesquisa realizada pelo professor Aart Bontekoning, todos os links qualificados apontavam para a pessoa da Eline. O professor Aart é conceituado estudioso das Gerações – e desejoso de aprofundar suas pesquisas veio ao Brasil para entender na nossa cultura as peculiaridades de cada grupo. Num convite especial, estive na sede do Grupo Foco para conhecer o professor Aart e conversar sobre esse tema que me é prioridade.

É nesse esforço e contando com o apoio amigo que aprofundamos o entendimento dessas questões.

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