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Administração e Seu Futuro

Na semana passada tive o privilégio de participar de um evento apoiado e promovido pelo movimento denominado 50plus20.

Basicamente o que está sobre a mesa – a agenda promovida – é a reinvenção da Educação de Administração nas escolas e universidades de todo o mundo. Foi um bom começo estar presente no auditório da Fundação Dom Cabral em São Paulo e aprender sobre essa iniciativa que compartilho a seguir.

Primeiro que o nome de batismo vem da junção de mais de 50 anos (50plus) do ensino da Administração como disciplina, praticamente sem nenhuma grande mudança , com  a oportunidade dos 20 anos pós Rio 92. Assim, juntam-se duas agendas: repensar a administração e evoluir na questão do desenvolvimento economico no mundo.

Em resumo, esse esforço colaborativo (uma espécie de movimento que envolve as grandes escolas de Administração), procura atender o desafio de analisar e propor as mudanças para o mundo corporativo e o ensino das disciplinas que integram o preparo dos líderes de hoje e do futuro.

Com um video de 8 minutos, muito se pode assimilar desse esforço. Usando um banco de parque como ícone, e fazendo um trocadilho com benchmark (onde bench=banco) o video resume as intenções do movimento. Assista aqui.

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De Domadores para Domados

A Era Industrial transformou os trabalhadores em um rebanho obediente.

Na passagem da Era Agrária para a Era Industrial, os trabalhadores vinham do campo trazendo o expertise de atuação autônoma e individual. Acostumados a cuidar de suas tarefas com responsabilidade e liberdade, aravam o campo, plantavam e domavam os animais com base no aprendizado familiar e o uso do bom senso. Muita coisa era aprendida na base de tentativa e erro. O agricultor em suma era dono de seu próprio nariz.

Vindos desse contexto, ao adentrar as fábricas tinham que se adaptar à nova realidade. O uso da hierarquia (vista somente nos regimentos militares), agora era essencial para ordenar o trabalho. Comando e controle, obediência irrestrita, trabalho repetitivo, esmero na tarefa específica – tudo isso eram componentes da fábrica. Há mais de cem anos, Fayol e Taylor deram forma ao ‘como’ realizar essa transição inventando assim a Administração Moderna. De domadores os homens passaram a ser domados!

O próprio Henry Ford reclamava: “por que quando peço um par de mãos, o cérebro vem junto?”

Ainda hoje, já na plenitude da Era da Economia Criativa (permeando Indústria, Comércio e Serviço) mantemos esses mesmos princípios para o ambiente de trabalho. Persistimos em transformar nossos colaboradores em ovelhas obedientes, tirando-lhes dignidade e sentido. Continuamos a exaurir de suas vidas suas almas, dando-lhes uma condição menor do que lhes é direito.E certamente isso não vai nos levar a um bom lugar!

Está na hora de uma nova Administração substituir o que foi elaborado para uma época que não mais existe! Precisamos reinventar a Administração, a Gestão e a Organização Empresarial.

E obviamente  aos trabalhadores que foram domados, precisamos devolver-lhes a condição humana, e restabelecer a dignidade no ambiente de trabalho.

E isso precisa ser feito em prol das pessoas que trabalham conosco, e – por que não? – para o futuro da nossa empresa!

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junho 5, 2012 · 11:20 am

Carreira e Mudanças

Quatro áreas com forças distintas a operar a transformação

Compartilho a seguir o que apresentamos e debatemos no Open Coffee de maio, e aproveito para elaborar um pouco na questão das mudanças que vão alcançar também a carreira. Sim – é isso mesmo. Ou você acha que mudaria tudo e a carreira profissional ficaria intacta? Claro que não.

Para melhor entender e aprofundar a análise, batizei cada quadrante, como segue (veja se está apropriado o nome e a caracterização e comente):

Quadrante 1 – Dilbertianismo (Eliminar/Substituir)

Debaixo dessa categoria  identifiquei pelo menos três grandes tópicos que serão substituidos ou eliminados totalmente do ambiente de trabalho e do processo produtivo. São eles: a) O Princípio do cubículo (hierarquia, comando e controle e obediência cega); b) CLT (contrato de trabalho mais flexível, não ortodoxo, com cláusulas em equilíbrio); c) Campanhas de incentivo e esforços motivacionais.

Quadrante 2 – Poder Efetivo (Criar/Desenvolver)

Nesta categoria temos uma noção abrangente e geral voltada para o Empreendedorismo Comunitário, em contrapartida ao jeito antigo de caixinhas de organograma e descrição de função. Uma economia dependente cada vez mais da Inovação Criativa via demandar uma dose de iniciativa e autonomia.

Quadrante 3 – Dependência Mútua (Minimizar)

Agora em novas base, a relação Empresa + Individuo, minimiza os significados e desdobramentos de: empregado, dispensa, headcount, processo seletivo tradicional, uso de currículos, e a remuneração fixa, entre outros. Passa a ter peso o empreendedorismo, a remuneração variável, a conexão por recomendação e indicação, o peso de reputação pessoal, entre outros.

Quadrante 4 – Paixão (Maximizar)

Nesta categoria temos um novo tipo de trabalhador que se conecta com a Empresa e com o serviço por causa e em função da paixão. Nada de imposição, cumprir tabela, cinismos ou aparências mantidas. Ou é ou não é – nada de meio termos. Cada vez mais será reconhecido que realmente o que vale é a solução endógena – ou seja o que está no interior da pessoa.

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Mudança de Direção

Cada vez mais estaremos diante de muitas escolhas profissionais.

É provavel que uma das grandes questões profissionais da década estará ligada a mudanças radicais de direção. O velho ditado  “quem fica parado é poste” será (e é) mais do que recomendado para aqueles que imaginam que carreira é igual a estabilidade. E se refinarmos a pergunta – melhor do que: “Poderei mudar de direção?” o certo será “Como estar pronto para mudar de direção?”

E ouso dizer que deveremos nos preparar para mais do que uma situação de escolha e decisão. Creio que encontraremos no futuro próximo uma demanda cada vez mais constante por reinvenção na jornada profissional.

É sobre isso que estarei focando amanhã no evento Open Coffee que já divulguei aqui. Vamos esmiuçar se existe idade certa para mudar, se os desafios são compatíveis com perfil, preparo e principalmente disposição. O mercado imobiliário, dadas as circunstâncias de empreendedorismo que exige, é um bom – se não excelente – começo!

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Perspectivas de Carreira no Mercado Imobiliário

Com o título tema: ABRINDO O JOGO SOBRE A CARREIRA NO MERCADO IMOBILIÁRIO – Experiência, Perfis, Oportunidades e Compromisso, faremos mais um Open Coffee nesta 5a feira – dia 31. Trata-se de uma iniciativa da S!M Negócios Imobiliários que promove o evento em seu mais novo Escritório (em soft opening).

Os pontos abordados serão:

  • Para onde vai o Mercado Imobiliário
  • Oportunides Profissionais
  • Quais as chances de uma carreira, iniciando-se agora?
  • Qual o limite de idade para uma mudança de carreira?
  • O que é necessário para ser um Corretor – e como obter sucesso.

Este Open Coffee segue a tradição dos anteriores: é aberto e gratuito – basta confirmar a presença por email ou telefone (vide abaixo). As vagas realmente são limitadas.

Veja o resumo das informações:

DATA: 31/05/2012

Horário: 19 horas

Endereço: Escritório Conceitual da SIM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS – Av Francisco Matarazzo, 2100 (após a entrada da Casa das Caldeiras – em frente ao portão do Palmeiras e faixa de travessia de pedestres).

Estacionamento no local (vagas limitadas).

RSVP – 3874-3874 (Horário Comercial) ou por email: recepcao@simimoveis.com.br

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Inclusão Digital

O maior desafio apresentado à Sociedade nos dias de hoje, seja provavelmente a questão da inclusão digital. Digo isso após ter participado do programa Vejam Só da RIT ontem à noite, sob o comando de Éber Coccareli.

Ao me convidarem, anteciparam que o tema seria em volta da questão: “Não uso Orkut, Twitter nem Facebook – sou normal?”

A resposta óbvia – dependendo de sua idade – seria: “em que mundo você vive?” Mas gostaria de pontuar algumas coisas adicionais relacionadas ao equilibrio da inclusão digital.

Ponto 1 – Quem não estiver incluso não terá ‘vida social’ – no sentido amplo e abrangente. Compromissos, eventos, comunicados, mensagens e recados transitarão quase que exclusivamente através dessas redes. Elas serão a nova praça das pessoas.

Ponto 2 – Quem não estiver incluso não conseguirá educar, cuidar e até se comunicar com seus filhos. Pais de filhos nativos digitais se cuidem! Sem o mínimo de envolvimento nos mesmos ambientes que os mais novos transitam e vivem … os pais perderão o contato e com isso boa parte da comunicação, da supervisão e participação de e em suas vidas.

Ponto 3 – Quem não estiver incluso não conseguirá ajudar familiares, amigos e outros no desafio de suas jornadas pessoais. Esse comodismo de não se adaptar ao mundo moderno fará do indivíduo um hermitão sem poder de influência no mundo que o cerca.

Ponto 4 – Nem todo mundo que está incluso mantém equilibrio no uso das ferramentas sociais e no tempo de dedicação a elas.

Ponto 5 – Aos mais jovens, há perigos claros – quer nos jogos, quer nos relacionamentos, quer nas influências que encontram na internet. E deixá-los totalmente livres ou totalmente bloqueados não é solução.

Ponto 6 – Todo o profissional que se preza tem que ter seu perfil submetido a uma rede social (do tipo LinkedIn). Por causa das demandas empresariais, há uma forte migração no uso desse ambiente pelo RH: novas oportunidades, busca de profissionais, recolocação, confirmação de reputação, verificação de experiência … Enfim será o cantinho da praça(que se ajunta virtualmente) para resolver as questões de empregabilidade e recrutamento.

Ponto 7 – Impossível crescer e se desenvolver como pessoa com hábitos atrelados ao passado. Mantendo dependência exclusiva nos meios analógicos de compilação de conteúdo e conhecimento (livros físicos, material audio visual ‘empacotado’, audição-assistência de aulas e palestras presenciais …) o individuo não estará atualizado e pronto para o mundo. A partir de agora há um fator novo – denominado de Entorno Pessoal de Aprendizado – que se caracteriza por todo o ambiente digital que (gratuitamente) se disponibiliza para o indivíduo se instruir.

Ponto 8 – Essa discussão vai se encerrar num futuro bem próximo. Discutir sobre isso será em pouco tempo, conversa de loucos. Não se questionará sobre as diferenças ou mesmo a existência de outra possibilidade com o mundo digital. Será tudo uma coisa só – a vida será 100% permeada e intricada nas diferentes camadas. Será impossível separar o que é digital do não digital.

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Clima Organizacional e Educação

Uma das razões do sucesso e do crescimento do ensino a distância reside na possibilidade do indivíduo definir seu ritmo de aprendizado e dedicação. Essa flexibilidade permite mais do que adaptação e equilíbrio frente à demanda dos Cursos a Distância. O que parece ser um fator ainda pouco explorado pelo aluno, tem a ver com o clima que ele mesmo pode  promover em seu ambiente educacional.

Para o educador Brian K. Perkins, em visita ao Brasil, estabelecer um ambiente que promova respeito e confiança são chaves para ampliar e melhorar o desempenho. Apesar de que boa parte da ênfase ainda está sendo colocada para o contexto presencial, e muito se fala para as crianças e os jovens, certamente temos como aproveitar essas descobertas e aplicar a um processo que envolve adultos e jovens em fase acelerada de formação e capacitação.

Para quem opta pelo EAD está na verdade tirando o gesso da estrutura da educação presencial – com suas demandas, regras excessivas, limites no tempo, rigidez na cronologia … enfim todo o modelo que conhecemos bem.

É claro portanto, para muitos de nós, que dentro da modalidade de Cursos a Distância, o fator motivação é dado como certo por parte do aluno. Há algo intrinsicamente forte que o leva a querer estudar, aprender, desenvolver-se. Esse nível de conscientização pede e exige uma boa dose de liberdade e flexibilidade. É a própria contrapartida da responsabilidade. O ônus de ser disciplinado traz o bônus na definição de tempo a ser dedicado, a alternância de horários, a acomodação de localidade e até mesmo a ênfase de disciplina e matérias complementares.

Temos visto que esse tipo de aluno – seja o profissional em ascensão ou em busca de uma nova posição – sabe que o bom êxito depende muito mais de si do que de terceiros. Daí que, por não demandar sua presença física, há um conjunto de facilidades que promovem e antecipam o sucesso debaixo dessa modalidade. E no final quem sempre sai ganhando é o próprio aluno.

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