Gerações Brasileiras e Americanas

Sim! Nós temos as nossas gerações. Sim! Podemos chamar de Gerações Brasileiras – e com muito orgulho.

pelé tri

A seguir compartilho o quadro que elaborei para responder à primeira provocação do Decálogo “E Se?” (você pode assistir aqui). A insinuação é a seguinte:

E se não houver geração Y, aquela dos americanos, no contexto brasileiro?

A questão que sempre me intrigou e me fez muito cedo abandonar as divisões estrangeiras de grupos geracionais, é que não colava aquelas diferentes denominações sendo carimbadas por aqui. Mesmo com o advento da globalização, há sempre uma preservação de usos e costumes locais que jamais perdemos e outros estrangeirismos que jamais absorvemos. Um outro ponto é a questão demográfica. Os Estados Unidos experimentaram um grande crescimento populacional na década de 1940 (2a metade – após o fim da guerra) e 1950 – com um grande crescimento urbano. Esse tipo de consolidação populacional, somente veio acontecer no Brasil nas décadas de 1970 e 80. Você se lembra da música da Copa no México de 1970 (“Noventa milhões em ação …”). Somente aí foi que experimentamos o nosso boom de bebês.

Veja no quadro a seguir como buscamos explicar o que realmente é nosso em divisões bem realistas e diferentes:

Slide comparativo

Esses insights e outros que estaremos compartilhando faz parte da conclusão do estudo (transformado em livro) AS 16 GERAÇÕES BRASILEIRAS – Uma Análise Contemporânea de nossas Eras e Gerações – de 1683 a 2028.

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O seu modelo de negócio está condenado

E195-E2A edição deste fim de semana do Valor Econômico trouxe alguns exemplos bem definidos de como a inovação e a reinvenção do negócio são palavras de ordem para a sobrevivência, mantras efetivos para se chegar no futuro. O destaque entre os balanços publicados ficou por conta da Embraer. Empresa modelo no cenário nacional, foi fundada em 1969 em pleno governo militar e privatizada em 1994. Orgulho para todos e cada um dos brasileiros. Emprega mais de 20 mil pessoas, sendo que 10% no exterior. Tem em carteira de pedidos de aviões comerciais a bagatela de 459 equipamentos. Receita líquida em 2014 de R$14,9 bilhões e lucro líquido de R$796,1 milhões. O balanço e as demonstrações financeiras foram auditados sem ressalva pela KPMG.

Outra notícia que destaco é o atual perfil operacional da Ericsson. Um gigante da área de telecomunicação, fabricante de diferentes produtos que abrangem desde equipamentos de telefonia empresarial, de comutadores voltados para operadoras de telefonia a toda uma linha de aparelhos – celular e telefonia fixa. Veja este quadro de realizações e inovações da companhia suéca. Fiquei alegremente surpreso ao ler que a empresa está se reinventando para atuar nos segmentos de serviços e software. Antecipando o futuro, realiza projetos que vão desde tv nas nuvens, inteligência de navegação para os automóveis e para os sistemas de ruas das cidades. Ou seja ao invés de participar de luta sangrenta por ocupar o mercado com mais do mesmo, a Ericsson se debruça em caminhos inovadores que atendem desafios ainda não resolvidos que clamam por um mundo mais econômico e melhor.

Numa palestra há cerca de dois anos, Ray Kurzweil já traduzia as implicações que a mudança radical trazida principalmente pelo vetor digital impõe sobre as empresas. “Ninguém pode se acomodar, achando que o seu modelo de negócios vai continuar sem mudança”.

Adapto e aprimoro o que ele diz: Será sinal de loucura o executivo (ou empresário ou líder) que não estiver hoje pensando em como inovar, redesenhando um novo modelo de negócios para seu empreendimento ou organização.

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As 16 Gerações Brasileiras

Somos uma geração exclusiva em nosso contexto brasileiroDivulgo em primeira mão de maneira pública o que venho preparando nestes últimos anos, através de um profundo estudo do tema geracional – na Sociologia, na História brasileira (e portuguesa) e nos autores contemporâneos, Meu objetivo maior é lançar luz para que a discussão sobre Gerações tenha o respeito do contexto e das características da nossa Sociedade e Cultura. Assim de antemão rejeito as fórmulas prontas e as denominações traduzidas divulgadas em artigos superficiais.

Para me dar por satisfeito, me debrucei em cerca de 2.000 biografias, estudando as eras da nossa história desde os idos de 1600 até os dias de hoje. Peguei os nossos presidentes, os nossos senadores (desde 1826 em suas 55 legislaturas), e nossas mais diferentes figuras e personalidades (sejam os protagonistas ou os coadjuvantes). Enfim são todos aqueles que ajudaram de maneira clara a fazer o Brasil ser o que foi e o que é hoje.

Busquei os padrões, usei as ferramentas da Sociologia, os estudos específicos sobre o tema geracional. Me debrucei nos autores americanos que mais fundo percorreram na história para trazer a melhor proposta para sua história. E revi, reli, e li as mais importantes obras a explicar o Brasil – pensadores e historiadores.

As conclusões serão publicadas em formato de livro. Quem me acompanha por aqui vai saber em primeira mão as notícias e novidades dessa empreitada. Aos poucos vou revelando algumas dessas conclusões para que participemos de uma conversa mais profícua.

O livro com o título de AS 16 GERAÇÕES BRASILEIRAS – Uma Análise Contemporânea de nossas Eras e Gerações de 1683 a 2028 será lançado ainda neste semestre.

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Trocando uma letra

Criatividade é muito mais lúdica do que mecânica.

Children

Brincar é uma das formas de se chegar a novas ideias. Dentre as muitas grandes sacadas de Jobs parece que a simples troca de letra (do A pelo U), trouxe uma enorme revolução no mercado de PCs e propiciou a vinda do iPad como hoje conhecemos.

Diz a história que em seus momentos Zen – Steve Jobs ao meditar ficava perturbado pelo barulho do ventilador – ou se preferir, o (fan). Seria possível desenvolver uma máquina que não precisasse de ventilação intensiva? Seria muito mais divertido (fun)! Sair do fan e ir para o fun!

Em pouco tempo as novas máquinas da Apple teriam uma arquitetura interna que dispensaria o uso de ventilador.

A inovação pode ser muito mais simples, lúdica e divertida do que se imagina. A dica de hoje – para ser mais criativo e reinventar seus caminhos – é a recomendação de nos tornarmos mais como crianças e brincar no nosso dia a dia. Chega de sisudez. Basta de radicalismo na seriedade. Torne a sua vida mais leve, mais divertida.

E seja feliz!

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Em comemoração à Semana do Saco Cheio

Em comemoração à Semana do Saco Cheio

O que começou com uma brincadeira e se tornou uma tradição entre pré-universitários, a Semana do Saco Cheio era uma forma de aliviar a tensão de fim de ano e perspectivas de provas e exames. Antes dessa corrida final – os alunos reivindicaram uma pausa de descanso e reenergização.

Quantas organizações fazem da vida do trabalhador o Ano do Saco Cheio? Transformação no ambiente de trabalho e um radical novo jeito de administrar – é o que esta em jogo. Transformemos pois a cultura reinante, façamos a liderança se abrir para o novo e apoiemos a inovação.

Em poucas palavras: muito a fazer!

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outubro 17, 2013 · 2:23 pm

Manifestações – haverá continuação?

ImageA seguir a íntegra da minha postagem no FB, uma vez que houve boa repercussão, e é um texto mais reflexivo, portanto mais adequado de estar aqui. Carece de links, mas no primeiro desdobramento (se houver? Haverá!).
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A mídia em geral dá neste domingo grande atenção para as manifestações que ocorreram nos últimos dias em diferentes cidades do país. Vou tentar jogar um pouco de luz a esses eventos.

1. As manifestações que tem acontecido no mundo inteiro há mais de um ano e meio, não tardaria a chegar no Brasil. Em grande parte conduzidas por jovens de uma nova geração. Apesar dos distintos contextos de cada país, cultura e situação política, elas trazem características bem semelhantes.

2. Essa situação comum é identificada pela crescente indignação que toma conta das pessoas, ao perceberem a impotência dos poderosos assentados em suas instituições. Eles tem poder, mas elas – instituições são lentas, crescentemente imperfeitas, e sugam o mundo exterior para sobreviver. E desde pequenino se aprende que a solução está no respeito a essas instituições. E que para melhorar leva-se muito tempo.

3. No espectro da juventude, a dissonância do que veem e do que sentem é grande, promovendo no campo individual uma crescente indignação. Mesmo incubada e não manifesta, ela está lá. Passiva mas esta lá. Não entendem o por que da demora, da incompetência, da sem vergonhice. Não entendem como ser passivo diante da corrupção, da ladroagem. Assim fomos nós também em décadas passadas – o detalhe é que na essência há hoje um mundo diferente.

4. O sangue está na fervura. As notícias potencializam o mau cheiro. Posts do cidadão comum – em blogs ou no FB, memes, videos, e comentários ajudam a espalhá-lo. O estado das coisas é de impaciência e intolerância. Basta pouco para provocar dentro da indignação de cada um, uma reação.

5. Os 0,20 é o pretexto inicial, mas o propósito é maior. A fervura do sangue indignado pede uma válvula de escape. “Preciso soltar a minha voz” diz o jovem. Estarei presente na Paulista, na rua, na praça. Vamos ocupar São Paulo, Rio, Brasília. Daí que sabemos sim o que deu inicio, mas não sabemos o que faz o movimento continuar. Há uma multitude de propósitos e razões.

6. Por ser aberto permite a participação. Por ter um objetivo maior: “protestar, se manifestar, soltar a voz” a identificação é automática. Daí com toda essa facilidade é natural que o movimento ganhe corpo. Essa oportunidade acontece na individualização. Cada um tem um motivo, mas o meu motivo se soma ao seu motivo. Ao final teremos um ‘motivão’. Isto basta para sairmos à rua.

7. Não há lideres nos movimento. E é isso que faz ele crescer. Se imitar a instituição, o movimento imediatamente perderá força. Enquanto forte, ele é aberto à participação, auto-organizado e auto coordenado. O movimento sai às ruas. E é nesse evento que temos o rito da passagem (sem trocadilho) representado pelo local. “Eu tenho que estar lá!” o jovem conclui. A praça – ou a Avenida Paulista – é o clímax a dar concretude à ação. “Me tornei um ativista de verdade.”

8. Daí vem a Mídia e a Polícia. Entram em cena dois coadjuvantes poderosos porém totalmente rendidos à situação. Não conseguem definir pró ativamente seus papéis e se perdem diante de um fato novo. É claro que a Polícia sabe lidar com distúrbios. É claro que a Mídia adora cobrir eventos sensacionais. No entanto há uma armadilha aí a enredar ambos (e porque não incluir aqui os pais dos manifestantes tentando acompanhar à distância?). Nesse ambiente não haverá neutralidade. Pouco importa o que acontece na periferia da manifestação. Ou melhor pouco importaria. O que vale é o núcleo rompedor que não reconhece como justas e válidas as regras vigentes, seja de participação política ou de transformação institucional.

9. Se no início estavam passivos (Mídia e Polícia), agora entram como cúmplices de algo maior. A ação de reprimir fermenta a massa, gera espetacularização, e fortalece tanto a narrativa em tempo real – como traz histórias tragicamente fantásticas (policial quase linchado, jornalista flagrada após ferimento no olho – por exemplo). Não há mais periferia. Tudo é um só centro, mesmo espalhado e disperso.

10. Os eventos sucedâneos vem para enriquecer a viralização do movimento. A ‘jaborização’ é seguida por um desdobramento de respostas meméticas, quer em foto montagens, videos editados e manifestos individuais. Opa voltamos a ele – o individuo, tem voz, e quer usá-la para soltar sua indignação diante de um mundo desgastado com suas instituições moribundas.

Por essas razões entendo que o movimento continuará a crescer.

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What good does it do studying so hard?

There at the bed side lies a small pile of books – one of which already shows signs it has been overused and overread. It is my piece of research. Add to that my new kindle – in its black leather case and silently waiting its owner. It is time to recharge it – I tell myself.

The written material is partly lost in my backpack, partly found in my files in my notebook. I already have shared both in public presentations and to my social network. But I want more. Every additional argument is one more reason to share.

At one side I already know what we are suppose to discuss – incite leaders to focus on the most important issue for their organizations: to transform, to adapt, to be flexible. On the other hand I must make new my approach – being more relevant to my audience.

Gary Hamel also waits for me. But he is screams out loud in my head. I know we have to get over those issues.

What can I say? Management demands an innovative doctrine. More than a century has gone by, and so little change. But the television tells me that we are living in a completely new time – so that is the proof I need. Maybe my final argument.

So why keep on studying?

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