Cognectividade

Cognectividade - conexão e força cognitiva, juntos e mais poderosos.

Cognectividade – conexão e cognitividade, juntas e mais poderosas.

Já dizia F. Scott Fitzgerald que inteligência de primeira grandeza está na habilidade de se manter ideias opostas na mente e ao mesmo tempo não ficar louco. Realmente, quando temos uma tensão saudável na mente, a nossa plasticidade cognitiva se expande. É um tipo de exercício que faz bem para a nossa cabeça.

Já, do outro lado – no sentido negativo, ou da ausência dessa capacidade – ao medíocre só resta conseguir pensar em uma coisa e nada mais. Não haveria espaço para receber uma segunda ideia, contrária ou diferente da primeira, e muito menos a capacidade para administrar essa pequena e introdutória bagunça em sua mente.

Creio que nossas crianças e jovens já nascem muito inteligentes. Creio que esse novo mundo propiciou a elas um ‘upgrade’ cognitivo que lhes permite lidar  com os antagonismos e contraditórios. E digo mais. Lidam com o complexo, e não ficam nem estressados nem loucos.

Essa aparente genialidade das crianças é um sinal extremamente positivo e salutar. Não há nada de errado com as novas gerações. E igualmente nada errado conosco – os mais velhos.

O que estamos vendo nessa grande quebra de paradigma (pode ser descrito também como um salto para a humanidade – nunca antes visto), é muito mais do que uma revolução de aparatos, sistemas e tecnologia. Há sem sombra de dúvida uma grande transformação social acontecendo.

Em minhas conversas tenho dito que temos um desafio-oportunidade que pode ser descrito como uma janela de cerca de 60 anos. Um intervalo que se iniciou nos anos 2000 e deve durar até 2050/2060. Será mais do que o predomínio populacional de nativos digitais. Somente isso já será fator de muito peso. Mas creio que o principal fator a descortinar a grande mudança, estará na constatação de que todo os ambientes, hábitos e culturas, juntamente com todos os sistemas e avanços tecnológicos, vão operar debaixo de um nova linguagem. Será a adesão total e final de um novo jeito, com novos princípios e novas premissas.

Não – não quero assustar ninguém. Não se trata de perder nada, e sim de ganhar. O mundo estará totalmente conectado e exponencialmente cognitivo. Essa será a grande revolução de nosso tempo: a cognectividade.

Pessoas, grupos, tribos, nações – conectados entre si. Equipamentos, coisas, aparelhos, estruturas – conectados entre si. E os seres humanos e as máquinas – conectados entre si.

E há sem dúvida um grande superávit cognitivo, que aumenta dia a dia. E uma capacidade computacional e de processamento que cresce exponencialmente. Ray Kurzweil chama esse futuro bem próximo de singularidade. Será quando alcançarmos a era da inteligência não biológica – trilhões de vezes mais poderosa que a atual.

A nossa janela de desafio e oportunidade (assim estou a descrevê-la) ainda tem cerca de 40 anos. Porém os próximos dez anos serão vitais para se realizar uma integração positiva e saudável entre cada um de nós e esse novo mundo. Trabalho, carreira, novas gerações, e ruptura fazem parte do cardápio. A cognectividade é e será bem isso.

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