Um Olhar Atento na Organização

Os muros que separam iguais devem ser derrubados – literalmente!

Ao finalizar com mais um post esta mini série sobre Gary Hamel, compartilho três insights complementares que nos motivam a compreender mais de sua posição e a adentrar em seus escritos.

Creio que o grande ponto – a questão nuclear que se enfatiza e que pode se tornar a grande epifania de empresários, executivos e líderes – reside na chamada por transformação das organizações para se tornarem centradas na pessoa. Essa aparente obviedade contém muito mais verdade que uma mente que digere rápido pode aguentar. É algo muito profundo e com inúmeras implicações. Somos pegos na armadilha do ‘me engana que eu gosto’.

Definitivamente essa verdade é fortemente desprezada, comumente falseada, amplamente desvirtuada. Todo o peso centenário de modelos mentais que levaram a organização a ser burocrática, centrada em processo, mecanicista e cartesiana, fazem do desafio humano uma empreitada mais do que hercúlea – quase impossível, quase utópica. Humanizar a organização moderna estará no topo da prioridade nas agendas de líderes de sucesso.

Eu diria que essa é a missão da vida de Gary Hamel – sua mais importante bandeira.

A sua empresa precisa ser mais humana e totalmente adequada para as pessoas – se quiser sobreviver nos anos à frente.

O segundo ponto que nos chama atenção em seus escritos e discursos é que devemos derrubar os muros do Apartheid criativo e intelectual. O mundo de hoje é feito de ideias – e isso não é privilégio de uns poucos. A inovação, a criatividade, os múltiplos insights podem e devem vir dos colaboradores de todos os níveis. E devemos abrir a empresa para tal.

De novo aqui parece ser simples. Mas não é. Imediatamente respondemos: “Mas já temos caixinha de sugestão” – e outras respostas tolas do tipo. Há um distanciamente monstruoso entre quem tem a palavra, entre quem pode ser ouvido, e até em quem finalmente pode decidir. Aprendemos e aplicamos a hierarquia, a distribuição de funções, a burocracia rígida exatamente para dizer: aqui somos adultos, e lá estão as crianças. Essa divisão que certamente existe na sua Organização está enraizada da planta do pé até os fios dos cabelos. Esses muros devem ser derrubados – e já!

E por final o último argumento que traz uma luz definitiva para o futuro, refere-se ao que Hamel chama de Geração Facebook. Há muito venho escrevendo e palestrando a respeito dos Nativos Digitais – e definitivamente esse é um assunto que toda e qualquer empresa tem se debruçado. As demonstrações de que há um novo ser no ambiente empresarial são sentidas na prática. Sabemos que eles pensam bem diferente das nossas gerações (que hoje estão no comando – gestores e executivos com idade acima de 35 anos). Não é só a pegada digital que traz mudanças – há muito a se entender. Por isso que eu mesmo tenho enfatizado que não se trata de uma questão tecnológica e sim sociológica.

Neste cenário cada vez mais complexo somos chamados a transformar as nossas empresas. Permita- me ser bem franco: se você não está com um frio na barriga, muito provavel você ainda está vivendo no século XX.

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