Toda Boa Prática Será Castigada – 1

Participo do grupo Comunidade da Inovação no Linked In. É extremamente bem representado, com gente inteligente e brasileiros em sintonia com a realidade do nosso país. E lá as discussões ganham forma e relevância. Nos últimos meses tem sido inspirador e interessante participar de um fórum que procurava responder à seguinte pergunta:

Alguém acha possível gerenciar e fomentar o processo inovativo de uma organização sem sistematizá-lo?

A linha de defesa era de que faltavam ferramentas para transformar a inovação em algo simples. O que está em jogo – não só na teoria como na prática, é a necessidade de um postura de inovação, que seja contínua, imersa, auto geradora e sustentável. Será isso possível?

Toda a vez que ouço algo como ‘temos que sistematizar’ ou “vamos criar uma metodologia”, tenho convulsões. Realmente eu me tornei avesso a qualquer tentativa de se esquematizar processos, engessar procedimentos, parametrizar comportamentos … No bojo dessa iniciativa está o tratar o ser humano, a equipe, o seu pessoal, como RECURSOS e não como gente, que são talentos, se compõem de inteligência e alma.

Christopher Locke, co-autor do Cluetrain – O Manifesto da Economia Digital, escreveu um outro livro que sombreado pelo sucesso do primeiro passou despercebido pelas escolas e empresas – e é óbvio pelas pessoas que distribuem o poder. Trata-se do Marketing Muito Maluco – Vencendo com as práticas menos convencionais. A tradução (e o contexto brasileiro) perdeu boa parte da perspicácia do pensador e crítico norte-americano. A começar pelo título na obra original (veja aqui). Locke traz em sua bagagem corporativa, a participação em projetos de Inteligencia Artificial. Após uma crise existencial percebe que a fórmula de Dr. Jenkins condena o nosso futuro. E daí numa epifania destrava as amarras que o ligava ao sistema para viver à parte dele. E escreve Gonzo Marketing (este é o nome original) – uma contrapartida e sacada ligada ao conceito do jornalismo Gonzo.

Aqui abro parentesis. Vou ficar em dívida com você meu leitor. Um post especial sobre o termo Gonzo e suas implicações na sociedade e como isso foi inspiração para título do livro de Locke. Trata-se de algo que para a cultura americana tem profundos significados, e mais ainda para aqueles, que como eu, praticamente passaram dos 50 anos de idade. Aguarde! Fecho parentesis.

O que Locke insiste é que o caminho da vitória (ou seja a ruptura e inovação) está nos “worst practices” – ou seja nas piores práticas.

Ao refutarmos o caminho do rebanho, aquele que pode ser formato, reproduzido e imitado, nos distanciamos da sindrome da commoditização. Sermos iguais, reduzidos à norma (normal) ao padrão (comum), à média (mediocre).

Toda a boa prática será castigada. O futuro do seu negócio e da sua carreira vai estar em risco. Uma boa dose de loucura é o antídoto certo para a mesmice.

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