O mundo dilbertiano agoniza

"Não fiz nada hoje e ainda vou receber"

O mundo corporativo e seu modelo mental baseado na Administração clássica, promulgada pelo planejamento, hierarquia, divisão de funções, distribuição de responsabilidades e um concatenado conjunto de controle das transações e relações, não mais se sustenta!

O modelito das 8 às 18, do ambiente higienizado culturalmente e firewallizado contra dispersões e influências externas, em especial as janelas orkutianas e msneanas, se esguela em seu choro moribundo.

Por mais que tentemos racionalizar justificativas e explicações, mais forte corrói e esfarela as colunas dos pensadores acadêmicos e dos práticos empresariais. Mesmo a meritocracia com estipulação de metas e jogo interno competitivo se desmantela diante de nossas vistas. Somos testemunhas de que o preço pago pelo sucesso corporativo é o maior de todos os engodos da vida moderna.

O mundo explicitado de acordo com Dilbert – cubículos onde alienígenas do DNA humano residem, vivendo um ciclo ininterrupto de correr atrás do rabo, é a maior prova que o mundo não evolui e sim o contrário!

Ao se descaracterizar em sua humanidade, perdendo o sentido e significado do trabalho, os profissionais e trabalhadores em silencioso e agonizante rebanho se distanciam de uma vida nobre e saudável. As empresas se surpreendem com uma população cada vez mais crescente de lúcidos e rebeldes, que rejeita o prato de lentilha em troca de suas primazias. Estes não aceitam os agrados temporários que sugam a alma. Desprezam o status quo na certeza de que há outro caminho a ser trilhado.

Infelizmente muitos agonizam pateticamente. Foram convencidos de que este é o único e último jeito. Reféns do passado, perdem o presente e nunca alcançarão o futuro.

Você me diz – devemos ter pena ou dar de ombros?

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2 Comentários

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2 Respostas para “O mundo dilbertiano agoniza

  1. Oh! My God!!! Um texto brevíssimo, levíssimo, claríssimo e profundíssimo!!!
    Que eu a-do-rei!!!
    Mais ainda porque estou a ler “Anarquia e Cristianismo”, de J. Ellul, que é totalmente demais!!!
    Maior engodo é o sistema vender a ideia fajuta que só ele existe, não há porque lutar contra. Só é possível lutar a favor de seu aprimoramento. Qual o quê!!!
    Precisamos é adotar outro sistema, porque este vai cair como castelo de cartas…
    Salvo engano

  2. Uma possibilidade é pregar a ideia de desistência como forma de liberdade.

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