Somente teremos inovação quando abandonarmos Taylor

Observe a prática vigente nas diferentes organizações hoje e você verá Taylor em ação. As empresas dogmatizaram seus processos e estilos gerenciais debaixo de axiomas elaborados e refinados com base em estudos realizados no século 19. E o desgaste começa a aparecer cerca de 100 anos depois.

Tome por exemplo o cinismo como uma força presente nas equipes e na cadeia hierárquica das empresas. Há de longa data, um esforço de se transformar funcionários em bem comportados executores de ordens e determinações. O que conta são as aparências, a externalidade, e as medições finais de resultados.

Ouço no rádio uma discussão acerca do exame nacional de avaliação de professores. O que é uma prova de conhecimentos senão um aspecto externo? O que você prefere: colocar seu filho na sala de aula de um professor com paixão pela educação ou na de um aprovado descompromissado?

Os aprovados em sua grande maioria são medíocres com um salvo conduto.

Tome por exemplo o estilo gerencial de um trio de bem garantidos ex-banqueiros com sede em ser número um – e não só no Brasil ou na Europa, mas no mundo. Utilizam de métodos semelhantes ao de espremedor de laranjas: eficiência a qualquer custo, e o bagaço razoavelmente bem remunerado. Atenção senhores: a reputação a ser medida não é o bottom line do balanço anual – e sim que tipo de organização se constrói.

Nos próximos anos, seus  milhões de acionistas não vão querer uma empresa que tenha um bom presente e nenhum futuro!

Trocando em miúdos: tocar um negócio só olhando para o dedão do pé, é suicídio! Por mais equilibrado que seu caminhar seja hoje.

Pegue a domesticação da força de trabalho. Estima-se que por ano 1,5 milhão de jovens entrem no mercado de trabalho à busca de seu primeiro emprego. Como enfatiza a presidente do Grupo Foco Eline Kullock em recente palestra no Congresso Febraban de RH: “a geração Y é abduzida pela cultura organizacional e seus chefes”. Esses jovens são forçados a obedecer e silenciosamente se moldar ao mundo dos cubículos, rotinas, em uma busca incansável pelo antigo normal. Domestica-se um potencial talento esvaziando suas mais interessantes qualidades.

O prático naval sobe à cabine de comando de um grande navio cargueiro, inicia as manobras de atracamento, assumindo o posto do capitão. Eis aí a diferença entre seguir a teoria de uma carta de navegação e a intuição apurada de um mestre. Por melhor que seja a sua teoria o improviso (responsável e estruturado) é a única alternativa confiável.

Taylor não garante chegar ao porto em segurança. Nesses dias de caos instalado, novidades à velocidade de segundos, os jovens com novas perspectivas e habilidades, a força das redes sociais, e a criatividade atalhando o sucesso – impossível usar da previsibilidade e planejamento! E mais. A dedicação ao trabalho, o compromisso com a empresa (traduzido por uma responsabilidade sem medidas), e a paixão focada no trabalho – na execução e no além das expectativas –  são forças internas, da alma. Taylor nunca iria se preocupar com isso. Afinal não era a demanda de então.

Hoje o jogo tem novo nome, novas regras e novos talentos.

O dilema que se coloca às empresas hoje é: fazer mais do mesmo, se tornando obsoletas e desnecessárias ou reinventar-se para construir hoje, o amanhã?

Definitivamente só há uma saída: abandonar as práticas tayloristas.

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