Nativos Digitais 2

 

As crianças nadam no mundo real e digital

 

Para se entender os Nativos Digitais e compreender o impacto que os membros dessa nova geração ocasionarão na sociedade, bem como o significado de seus novos comportamentos — a forma como se influenciam mutuamente e os principais aspectos das mudanças que promoverão — é necessário ir além da observação. A descrição do novo repertório de hábitos e comportamentos, a hierarquia de seus interesses e gostos, os percentuais que os dividem em categorias e grupos – e toda e qualquer análise isolada é um exercício meramente estéril.

E mais. Qualquer ação que tente moldar, conter, direcionar, limitar, influenciar, organizar e até mesmo mandar ou controlar os mais jovens, sem o entendimento dos aspectos sociológicos e da formação cultural vigente, é esforço vão e irresponsável. Diria que tentar influenciar e cooperar será até possível – mas há pressupostos a serem abraçados.

Para entender o jovem, a criança e a sociedade que se transforma (e que já traz em seu bojo implicações reais), é vital que entendamos os novos contextos sociais permeados pelo uso inovador da tecnologia. Hoje, e nos anos a seguir essas forças estão diretamente vinculadas ao micro e ao macro cosmos das Redes Sociais. E tem ligação direta com a ruptura ou a queda de barreiras que antes controlavam, desestimulavam ou preveniam que articulações informais acontecessem. Fossem elas — as formações desses grupos sociais ou comunidades de interesse e prática — normais do ponto de vista do status quo ou contestadoras (sejam elas esquisitas, caóticas ou que representem minorias de pensamento e ação). No passado eram impossíveis de nascer. Hoje não mais!

Falar em Nativos Digitais, Geração Y e Z, Net Gen, os digitalitos, ou os ‘cuti-cuti’ da Web, de maneira relevante e pertinente, nos obriga a termos uma visão sistêmica do novo mundo que é regido por novas forças sociais que se perpetuam e se fortalecem dentro desta estrutura digital.

Falar de maneira responsável a respeito dos Nativos Digitais, nos obriga a sermos partes inclusivas e ativas desse novo mundo, aprendendo a ‘nadar’ numa sociedade que não mais é sólida e sim líquida – utilizando a analogia baummaniana. Não há outra lição de casa ou dever de responsabilidade. Temos que ser – nós mesmos – parte integrante e efetiva desse novo mundo. Ou seja: a chamada é para fazermos a revolução junto com eles!

Não levar em conta o processo e a estrutura que se traduz como causa anterior é perder o bonde da história. E assim alijar-se de um dos mais fantásticos e desafiadores períodos de toda a história da humanidade.

Eu estou nessa. E você?

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1 comentário

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Uma resposta para “Nativos Digitais 2

  1. esequiel lima

    Todos os setores da sociedade precisam entender a geração Z , principalmente as escolas. Segundo Paulo Markun, um bom lugar para o aprendizado seria as Lan Houses.

    abraços e parabéns pela abordagem do assunto.

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