Quando o perto e o longe se encontram

Educação tem a ver com as crianças

Há motivos de sobra para permanecermos pessimistas quanto à velocidade das mudanças na Educação. Mas gostaria de mudar o tom, compartilhando algumas coisas que me chamaram à atenção neste fim de semana. Primeiro que, na edição de domingo da Folha, no caderno Cotidiano temos dois fatos sendo noticiados que apesar do aparente conflito, são na verdade ventos de transformação. Numa parte há que as Emissoras de TV estarão fortalecendo seus programas infantis com conteúdos voltados para a educação e atrelando à disciplinas como Matemática e Português. Isso parece e é notícia boa. Mas a velocidade é que me preocupa. Isso porque estudos mostram que a televisão está perdendo força diante da internet.

Em uma recente pesquisa realizada pelo Instituto N’Genera, foi perguntado a jovens: “Se tivesse que escolher entre a Televisão e a Internet, qual seria sua opção?” Pois bem, a grande maioria respondeu Internet. E isso se repete nos dez países onde a pesquisa foi submetida. Para o Brasil – o índice é de 71%. A fonte é o livro Grown up Digital – How the Net Generation is Changing your World de Don Tapscott.

Em seguida – no mesmo caderno Cotidiano, Gilberto Dimenstein compartilha a força da internet com crianças de seis anos de idade realizando programas de rádio. A chamada era: Os Incríveis locutores da “Jacaré FM”.  Tratava desta experiência aqui. Os alunos fazem programas de rádio, e acabam exercendo influência positiva em seus colegas! Para ilustrar – e argumentar a respeito desse novo caminho – Dimenstein traz o caso de uma comunidade do Orkut, criada por uma menina de 14 anos que promove entre os jovens o prazer de escrever romances e textos. Ela atua como uma espécie de editora. O nome mais técnico para isso é ‘par a par’ ou ‘entre pares’ – extraido de ‘peer to peer’. Hoje, o sentido de rede, nos torna cada vez mais iguais e ao mesmo tempo, permite que os ainda mais iguais (faixa etária por exemplo) estejam mais próximos e submetidos à uma saudável interação.

Mas o meu domingo ainda estava para terminar com boas notícias. A discussão-conversa-interação que acompanho costumeiramente no twitter, e de iniciativa de João Mattar recebe o hashtag #eadsunday. Leia como tudo começou, aqui. O que é um hashtag? Para facilitar e padronizar as buscas de um tema, cria-se uma espécie de gaveta que permite a leitura do que foi escrito e postado debaixo dessa categoria específica. Assim facilita a vida para acompanhar de maneira focada – sem dispersão – o #eadsunday.  É uma discussão em português – apesar do apelido ter o inglês para identificar sua categoria. O ‘sunday’ é porque a conversa via twitter acontece todos os domingos.

O que é mais interessante é que se trata de um piloto de aprendizagem – pois todos estamos trocando figurinhas debaixo do tema – fasendo-o à distância. É aí que o perto e o longe se encontram. São portugueses e brasileiros utilizando o microblog. E logo teremos angolanos e moçambicanos – por que não? Mais uma demonstração de que os tempos que vivemos são extraordinariamente promissores. Basta mergulharmos nele!

E é por isso que continuo otimista!

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