Debate no Campus Party

Não basta estar conectado wi fi

Dentre as várias atividades e apresentações da Campus Party deste ano, fiz questão de me dedicar ao debate no Gerações Interativas – Uso responsável das telas digitais, que aconteceu na área Criativa dos Blogs. O tema, debaixo de Educação e Nativos Digitais, representa uma importante bandeira pessoal. Como estava na parte do público, procurei interpretar também a reação dos que se sentavam ao meu lado. Confesso que fiquei duplamente frustrado. Para dizer o mínimo. Quando do tempo para perguntas, eu já estava mais do que no ponto para destilar minha angústia. E explico a seguir.

Os apresentadores que ali estavam, representam segmentos da sociedade que estão ativamente voltados para a segurança na internet, inclusão digital dos professores e as expereiências na sala de aula e a inovação através da televisão. A proposta do painel era: “Como educar para a segurança sem disseminar a cultura da vigilância e da proibição?” Ou seja tem tudo a ver com a discussão que iniciamos o ano passado n’O Novo Aprendiz, bem como no blog Meu Filho Digital.

No entanto o que estava a ouvir eram generalidades totalmente descasadas do dia a dia – tanto a respeito das crianças como dos professores. Sei que não é possível ir fundo na questão por causa do tempo e da própria agitação da atmosfera. Mas a realidade tem que ser enfrentada olho no olho. Pode ser que para os dias atuais, ainda seja precoce exigir uma visão acurada dos desafios – que são imensos. No entanto perdeu-se uma oportunidade de compartilhar casos concretos, dando assim referências válidas e práticas. Por menores e singelas que fossem. E por outro lado – também não se abriu o jogo para se abrir à colaboração. Fui testemunha de um correr atrás do rabo.

Daí que sendo eu o primeiro a perguntar – enquanto fazia uma crítica à superficialidade – pedi que compartilhassem se havia algo mais realista e prático. Citei que era impossível frente ao cenário complexo e dinâmico, utilizar das recomendações genéricas e fora de contexto.

As respostas não me convenceram. Permaneço com a sensação de um evangelista no deserto. Vai um gafanhoto aí?

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