Porque Campus Party é importante

Campus Party 2009

Campus Party 2009 (DGABC)

Este é o segundo ano em que venho à Campus Party. Um ambiente (conforme divulgado pela mídia) eminentemente jovem. E muito geek. E confesso que há um certo sacríficio de adaptação para se misturar no meio dessa galera e das atividades que aqui acontecem (estou postando diretamente do salãozão).

É uma mistura do Geração 79 – um congresso cristão que ajudei a montar naquele ano no Anhembi com 4 mil jovens dormindo em sleeping bags, ambiente universitário com Lan House, e atmosfera de rodoviária (aquele som reverberando no ar). Uma zona total. Mas vale a pena!

O argumento de sua importância para os mortais comuns, e desprezando o segmento pré e universitário, remonta a Marshall Macluhan – para quem a inovação não é construída olhando no espelho retrovisor.

A grosso modo, a minha doutrina diria: só alcança o futuro quem o construir. E para construí-lo temos que ver o seu movimento. Para tanto precisa abandonar o passado e olhar para o presente,  tão somente para perceber na dinâmica, para onde ele se dirige.

Assim, está claro para mim que este laboratório, barulhento e exageradamente livre e solto é de fato uma máquina do tempo. Entrar na Campus Party é viajar para o futuro. O futuro está aqui.E não tem nada a ver com as novidades da tecnologia em si – tem a ver com a cultura: o jeito de ser, de pensar, de agir. Comportamento, valores, iniciativas, manias, gostos, desejos, interesses … E para onde essa cultura vai, é onde o futuro vai colocar moradia.

Sem me incluir, a idade média de meus vizinhos é certamente ao redor de 21 (take a little, put a little). E creio que aqui está o prumo de discórdia. Meu aprendizado tem que ser contínuo – perderei a relevância muito rapidamente. Se quem me lê, pensar diferente disso, pode parar. Pois toda a construção de minhas conversas tem a ver com esvaziar-se, estar humilde, aberto, pronto para aprender. O meu círculo está fechado nessa premissa.

Outro dia, numa conversa informal antes de seu compromisso de fala, assustei o professor Eduardo Giannetti da Fonseca. Assustei-o com minha afirmação de que a geração atual sabe mais que sua antecessora. Vi seus olhos se arregalarem com a imediata reação de discordância e a mão se abrindo com o ‘perái’. Hipérboles à parte, há um grande fundo de verdade na natividade digital. O ato de se crescer num ambiente banhado em bits, usufruindo do mundo da conectividade e se integrando em redes, é mais que evolucionário. Por mais que eu me submeta a aprendizados formais e institucionais, nada vai se comparar com a janela que se abre na intersecção dessas duas gerações. É por isso que Campus Party é importante.

Outro fator que traz relevância é esse mistura de origens que os sotaques das diferentes regiões brasileiras – ao meu lado tem  é claro gente de São Paulo, mas tem também um mineiro e um carioca. Só para ilustrar este é o cara da minha direita com sua iniciativa. Preciso argumentar mais?

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